woyome v republica do gana pedido de revisao n 0012020 2020 afchpr 40 26 junho 2020
The applicant failed to present new evidence as required by Article 28(3) of the Protocol and Article 67(1) of the Rules. The agreement cited was public knowledge since 2005 and could have been presented earlier. The evidence did not relate to the grounds of the original judgment. Therefore, the request for revision...
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- Citation
- woyome v republica do gana pedido de revisao n 0012020 2020 afchpr 40 26 junho 2020
- Parties
- Applicant: Alfred Agbesi Woyome; Respondent: Republic of Ghana
- Court
- TANZLII
- Jurisdiction
- Tanzania
- Judgment Date
- 1 January 2020
- Procedural Posture
- Request for Revision / Final Judgment
- Outcome
- request for revision dismissed as inadmissible; interim measures denied; each party to bear its own costs
- Legal Topics
- Revision of Judgment, Admissibility, New Evidence, Non Discrimination, Equality Before the Law, Interim Measures
- Source Language
- en
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Alfred Agbesi Woyome
Applicant
Republic of Ghana
Respondent
Procedural Posture
Request for Revision / Final Judgment
Legal Issues
- 1 Whether the applicant presented new evidence unknown at the time of the original judgment justifying revision under Article 28(3) of the Protocol and Article 67(1) of the Rules; Whether the request for interim measures is admissible after the revision request is denied
Ratio Decidendi
The applicant failed to present new evidence as required by Article 28(3) of the Protocol and Article 67(1) of the Rules. The agreement cited was public knowledge since 2005 and could have been presented earlier. The evidence did not relate to the grounds of the original judgment. Therefore, the request for revision is inadmissible, and the request for interim measures is moot.
Court Disposition
request for revision dismissed as inadmissible; interim measures denied; each party to bear its own costs
Orders
- The document presented by the applicant does not constitute new evidence.
- The request for revision of the 28 June 2019 judgment is inadmissible and dismissed.
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1 paragraphs
O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. AFRICAN UNION UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA AFRICAN COURT ON HUMAN AND PEOPLES’ RIGHTS COUR AFRICAINE DES DROITS DE L’HOMME ET DES PEUPLES PEDIDO DE REVISÃO N.° 001/2020 NO PROCESSO QUE ENVOLVE ALFRED AGBESI WOYOME C. REPÚBLICA DO GANA REVISÃO DO ACÓRDÃO DE 28 DE JUNHO DE 2019 ACÓRDÃO 26 DE JUNHO DE 2020 i O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. ÍNDICE ÍNDICE ……………………………………………………………..................................................i I. PARTES......................................................................................................................................... 1 II. OBJECTO DA PETIÇÃO ............................................................................................................ 2 III. BREVE HISTORIAL DA CAUSA ........................................................................................... 3 IV. RESUMO DO PROCEDIMENTO PERANTE O TRIBUNAL ............................................. 4 V. PEDIDOS DAS PARTES ............................................................................................................ 5 VI. COMPETÊNCIA ....................................................................................................................... 5 VII. PEDIDO DE MEDIDAS CAUTELARES................................................................................ 6 VIII. ADMISSIBILIDADE .................................................................................................................. 7 IX. CUSTAS .................................................................................................................................. 12 X. DISPOSITIVO ............................................................................................................................. 13 i O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. O Tribunal, constituído pelos Venerandos Juízes Juiz Sylvain ORÉ, Presidente; Juiz Ben KIOKO, Vice-Presidente; Juiz Rafaâ BEN ACHOUR, Juiz Ângelo V. MATUSSE, Juíza Suzanne MENGUE, Juíza M-Thérèse MUKAMULISA, Juíza Tujilane R. CHIZUMILA, Juíza Chafika BENSAOULA, Juiz Blaise TCHIKAYA, Juíza Stella I. ANUKAM, Juíza Imani D. ABOUD; e Robert ENO, Escrivão, No processo que envolve: Alfred Agbesi WOYOME Representado por: i. Sr. Kuaku OSAFO-BOABENG – Advogado Principal ii. Sr. Francis-Xavier SOSU, Advogado iii. Sr. Victor Kwese OPEKU, Advogado Contra A REPÚBLICA DO GANA Representada por i. Sr. Godfred Yeboah DAME Esq, Procurador-Geral Adjunto da República ii. Sr.ª Dorothy AFRIYIE-ANSAH, Procuradora-Chefe da República iii. Sr.ª Stella BADU, Procuradora-Chefe da República após deliberação, profere o seguinte Acórdão: I. PARTES 1. Sr. Alfred Agbesi Woyome (a seguir designado por «o Autor») é cidadão da República do Gana. É também um proeminente empresário, Presidente 1 O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. do Conselho de Administração e Administrador de três (3) empresas, a saber: Waterville Holding (BVI) Company, Austro-Investment Company e M-Powapak Gmb Company. 2. O Estado Demandado é a República do Gana, que se tornou parte na Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos (doravante designada por «a Carta»), a 1 de Março de 1989, e no Protocolo à Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos relativa ao Estabelecimento de um Tribunal Africano dos Direitos do Homem e dos Povos (doravante designado por «o Protocolo»), a 16 de Agosto de 2005. O Estado Demandado também depositou, a 10 de Março de 2011, a Declaração estatuída no n.° 6 do art.° 34.° do Protocolo, por meio da qual aceita a competência do Tribunal para receber petições submetidas por indivíduos e Organizações Não-Governamentais. II. OBJECTO DA PETIÇÃO 3. A 4 de Março de 2020, o Autor apresentou uma Pedido de revisão do Acórdão do Tribunal (a seguir denominado por « Acórdão inicial») no processo Alfred Agbesi Woyome c. República do Gana1. O Pedido continha um pedido de Medidas cautelares para suspender o leilão e a venda das propriedades do Autor até à determinação da Pedido de Revisão. 4. De acordo com o Autor, «por volta de 9 de Janeiro de 2020», ele descobriu «informações» que não eram do seu conhecimento na altura da prolação da sentença inicial, situação que afecta a base da decisão do Supremo Tribunal datada de 29 de Julho de 2014. 1 Processo N.º 001/2017. Acórdão de 28 de Junho de 2019 (Do mérito da causa), Alfred Agbesi Woyome c. República do Gana. 2 O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. 5. Além disso, alega que a «informação» diz respeito a «um outro acordo celebrado pelo Governo do Gana e o Grupo de Construção de Xangai (Shanghai Construction Group) para a construção de dois estádios em Tamale e Sekondi», o que, segundo ele, prova que o Estado Demandado violou os seus direitos protegidos pelos art.°s 2.° e 3.° da Carta. III. BREVE HISTORIAL DA CAUSA 6. No Processo N.º 001/2017, cuja acção foi apresentada a 16 de Janeiro de 2017, o Autor alegou que lhe foi negada justiça no Supremo Tribunal do Estado Demandado em violação dos seus direitos consagrados na Carta. 7. Segundo o Autor, a truncagem do processo judicial pela Secção de Revisão do Supremo Tribunal do Estado Demandado e a sua assunção de competência no seu caso violaram os seus direitos a que a sua causa fosse ouvida e à não discriminação protegida ao abrigo da Carta. Também alegou que a Secção de Revisão, tal como constituída, era imparcial e que as observações feitas por um dos Juízes revelavam parcialidade. 8. A 28 de Junho de 2019, o Tribunal proferiu o acórdão sobre a acção inicial, em que se baseou: v. Conclui que o Estado Demandado não violou o disposto no art.° 2.° da Carta relativo à não discriminação; vi. Conclui que o Estado Demandado não violou o disposto no art.° 3.° da Carta relativo à igualdade perante a lei e à igual protecção da lei. vii. Conclui que o Estado Demandado não violou o disposto no n.° 1 do art.° 7.° da Carta, relativamente ao direito de toda pessoa a que sua causa seja apreciada por um tribunal competente. viii. Conclui que o Estado Demandado não violou as disposições previstas na alínea d) do n.° 1 do art.° 7.° da Carta sobre o direito de ser julgado por um tribunal imparcial, relativamente à composição da Secção de Revisão do Supremo Tribunal. 3 O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. ix. Conclui que o Estado Demandado não violou as disposições previstas na alínea d) do n.° 1 do art.° 7.° da Carta, relativamente às declarações prestadas pelo Juiz Dotse no seu parecer convergente perante a Secção Ordinária do Supremo Tribunal. 9. Nestes termos, o Tribunal nega provimento à Acção interposta pelo Autor, ora objecto desta Revisão. IV. RESUMO DO PROCEDIMENTO PERANTE O TRIBUNAL 10. O Pedido de Revisão, contendo um pedido de Medidas Cautelares, juntamente com uma declaração e exposições comprovativas, foi arquivada a 4 de Março de 2020 e transmitida ao Estado Demandado a 24 de Março de 2020. O Estado Demandado foi solicitado a responder ao Pedido de Medidas Cautelares no prazo de sete (7) dias, após a sua recepção e a responder ao Pedido de Revisão no prazo de trinta (30) dias após a sua recepção. 11. A 26 de Maio de 2020, o Autor apresentou uma declaração suplementar ao Pedido de Medidas Cautelares, que foi notificado ao Estado Demandado a 5 de Junho de 2020, tendo-lhe sido concedido sete (7) dias para apresentar quaisquer observações sobre a mesma. 12. O Estado Demandado não apresentou a sua resposta ao Pedido de Revisão e ao Pedido de Medidas Cautelares ou observações sobre a declaração suplementar. 13. O prazo para a apresentação das peças processuais sobre indemnização foi encerrado a 16 de Junho de de 2020, tendo as Partes sido devidamente notificadas. 4 O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. 14. O Tribunal decidiu apreciar tanto o Pedido de Revisão, por um lado, como o Pedido de Medidas Cautelares, por outro lado, conjuntamente no presente Acórdão. V. PEDIDOS DAS PARTES 15. O Autor roga ao Tribunal que se digne: i. Rever o seu Acórdão de 28 de Junho de 2019 e «concluir que a República do Gana violou os seus direitos à não discriminação, à igualdade perante a lei e à igual protecção da lei garantida pelos art.°s 2.° e 3.° da Carta Africana»; ii. Ordenar Medidas Cautelares no interesse da justiça, para que o Estado Demandado cesse de leiloar e vender os seus bens, a fim de evitar quaisquer danos irreparáveis sofridos por ele. 16. O Estado Demandado não apresentou a sua resposta aos pedidos do Autor. VI. COMPETÊNCIA 17. Ao apreciar qualquer petição que lhe seja apresentada, o Tribunal deve efectuar um exame preliminar sobre a sua competência nos termos dos art.°s 3.° e 5.° do Protocolo. 18. O n.° 1 do art.° 26.° do Regulamento do Tribunal (doravante designado por «o Regulamento») prevê o seguinte: «Segundo o Protocolo, o Tribunal terá competência para: ... (e) rever a sua própria decisão à luz de novas provas, em conformidade com o art.° 67.° deste Regulamento». 5 O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. 19. No caso concreto, o Tribunal observa que o presente Pedido visa a revisão do seu próprio acordão, à luz de alegadas novas provas e, dito isto, conclui que é competente para conhecer desta causa. VII. PEDIDO DE MEDIDAS CAUTELARES 20. O Tribunal observa que o Autor solicitou Medidas Cautelares «enquanto se aguarda pela audiência e decisão da Petição de Revisão». 21. O Tribunal recorda que, por força do n.° 2 do art.° 27.° do Protocolo e o n.° 1 do art.° 51.° do Regulamento, é competente para decretar Medidas Cautelares «em caso de extrema gravidade e quando necessário para evitar danos irreparáveis a pessoas» e «que julgue necessário adoptar no interesse das partes ou da justiça». 22. De igual modo, o n.° 5 do art.° 67.° do Regulamento prescreve o seguinte: «uma requerimento de revisão não suspende a execução de um acórdão a não ser que o Tribunal decida contrariamente». O Tribunal observa que o Autor solicitou um despacho de Medidas Cautelares «enquanto se aguarda pela audiência e decisão da Pedido de Revisão» para suspender efectivamente a execução do seu Acórdão inicial. 23. O Tribunal observa que, o Autor, por admissão própria na sua declaração comprovativa, afirmou que não conseguiu chegar a acordo com o Estado Demandado sobre um plano de pagamento da dívida associada à sentença que lhe é devida. Não tendo garantido um acordo do género, o Autor recorre ao Tribunal para evitar os procedimentos em curso nos tribunais nacionais. 24. O Tribunal considera desejável decidir quer o Pedido de Medidas Cautelares, quer o Pedido de Revisão num único instrumento de decisão. O Tribunal apreciará, em primeiro lugar, o Pedido de Revisão e, posteriormente, decidirá sobre o Pedido de Medidas Cautelares. 6 O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. VIII. ADMISSIBILIDADE 25. O n.° 3 do art.° 28.° do Protocolo confere ao Tribunal poderes para rever as suas decisões em condições a serem definidas no seu Regulamento. 26. O Tribunal recorda que o n.° 3 do art.° 28.° do Protocolo exige que o processo de revisão não prejudique o disposto no n.° 2 do art.° 28.° do Protocolo, ou seja, esse processo não pode ser utilizado para prejudicar o princípio do carácter definitivo das decisões. Diante do que precede, a Pedido de Revisão apresentada pelo Autor deve ser apreciada2. 27. O n.° 1 do art.° 67.° do Regulamento, prevê que o Tribunal pode rever o seu acórdão: … no caso da descoberta de provas que não eram do conhecimento de tal parte na altura em que o acórdão foi proferido. Tal acórdão deve ser apresentado no prazo de seis (6) meses após a parte em questão ter tomado conhecimento das provas descobertas. Além disso, o n.° 2 do art.° 67.° do Regulamento prescreve o seguinte: [O] pedido deve especificar o acórdão a respeito do qual é requerida a revisão, conter a informação necessária para demonstrar que as condições definidas no n.° 1 deste artigo foram satisfeitas e deve ser acompanhado por uma cópia de todos os documentos comprovativos pertinentes. O pedido, assim como os documentos comprovativos, devem ser apresentados ao Cartório. 28. Com estas palavras, ao abrigo do art.° 67.° do Regulamento, compete a um Autor demonstrar, no seu pedido, a descoberta de novas provas de que não tinha conhecimento à data da prolação do acórdão do Tribunal, bem como na altura em que tomou conhecimento dessas provas. Por outro lado, o Pedido de Revisão deve ser apresentado no prazo de seis (6) meses a contar da data em que o Autor obteve tais provas3. 2 Urban Mkwandawire c. Malawi (Da revisão e interpretação) (2014), 1, AfCLR, 299, parág. 14. 3 Thobias Mang’ara e Shukrani Mango c. República Unida da Tanzânia, TAfDHP, Petição Inicial n.° 002/2018, Acórdão de 4 de Julho de 2019 (Da revisão), parág. 14. Chrystanthe Rutabingwa c. 7 O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. 29. O Tribunal vai rever os requisitos previstos no n.° 3 do art.° 28.° do Protocolo e no n.° 1 do art.° 67.° do Regulamento em conjunto, a começar com a questão do prazo-limite. 30. Quanto à apresentação do Acórdão no prazo de seis (6) meses após a descoberta de novas provas, o Tribunal constata que o Autor alega ter descoberto provas a 9 de Janeiro de 2020 ou por volta desta data. O Tribunal observa ainda que o Pedido foi apresentada a 4 de Março de 2020, ou seja, um (1) mês e vinte e quatro (24) dias após a descoberta de alegadas novas provas. 31. Por conseguinte, o Tribunal conclui que o Pedido foi apresentado dentro do prazo estipulado e em conformidade com o disposto no n.° 1 do art.° 67.° do Regulamento. 32. No que diz respeito à condição da descoberta de novas provas, o Tribunal observa que o presente Pedido de Revisão é apresentado a respeito do Acórdão inicial de 28 de Junho de 2019. Nestas circunstâncias, o Tribunal limitará a sua apreciação aos documentos comprovativos que acompanham o Pedido que alegadamente provariam as violações dos art.°s 2.° e 3.° da Carta. 33. O Tribunal observa que os documentos comprovativos apresentados compreendem um acordo entre o Estado Demandado e o Grupo de Construção de Xangai e outras exposições relacionadas com o processo de execução intentado contra o Autor nos tribunais nacionais. 34. O Tribunal observa igualmente que, para sustentar as suas alegações, o Autor anexou as seguintes elementos de prova: República do Ruanda, TAfDHP, Petição Inicial n.° 001/2018, Acórdão de 4 de Julho de 2019 (Da revisão), parág. 14. 8 O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. i. AAW1 - Acordo para a Concepção e Construção de Estádios em Sekondi-Takoradi & Tamale para o Torneio CAN 2008, assinado entre a República do Gana e o Grupo de Construção de Xangai; ii. AAW2 - Carta datada de 5 de Julho de 2019 do Autor ao Procurador- Geral, solicitando o pagamento da sua dívida associada aos julgamentos em prestações; iii. AAW3 - Carta datada de 22 de Julho de 2019 do Procurador-Geral Adjunto ao Autor, rejeitando a proposta de negociação da sentença; iv. AAW4 - Moção de suspensão da execução datada de 31 de Julho de 2019, emanada do antigo Procurador-Geral, Martin Amidu, contra o Autor e outros dois; v. AAW5 - Decisão do Supremo Tribunal, de 16 de Outubro de 2019, sobre a Moção apresentada por Martin Amidu; vi. AAW6 - Despacho do Supremo Tribunal de 8 de Junho de 2017 para acusação temporária; vii. AAW7 - um artigo publicado em Ghanaweb a 14 de Janeiro de 2020, relativo ao Supremo Tribunal que impôs uma multa ao advogado do Autor; viii. AAW8 - Cópia de um anúncio de venda em leilão publicado no Ghanaian Times, a 3 de Fevereiro de 2020; ix. AAW9 & AAW10 - Cópias do despacho proferido no High Court pelo Autor e da petição de providência cautelar no High Court, ambos datados de 5 de Fevereiro de 2020; x. AAW11 - Cópias do processo de providência datado de 5 de Fevereiro de 2020 interposto pelo Autor contra o Leiloeiro no High Court; xi. AAW12 - Cópia de uma declaração juramentada por Modesta Legibo, a 4 de Maio de 2020, em relação ao processo do High Court supracitado. 35. O Tribunal recorda que, no seu Acórdão inicial de 28 de Junho de 2019, constatou que o Estado Demandado não tinha violado os direitos do Autor ao abrigo dos art.°s 2.°, 3.° e 7.° da Carta, no que respeita à decisão da Secção de Revisão do Supremo Tribunal do Estado Demandado. O 9 O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. Tribunal observa igualmente que o Autor baseia o seu Pedido de Revisão nos parágrafos 138 e 139 do Acórdão inicial. Nos parágrafos supracitados, o Tribunal decidiu: No processo em apreço, o Tribunal decide que o Autor não demonstrou nem fundamentou a forma como foi discriminado, tratado de forma diferente ou desigual, resultando na discriminação ou tratamento desigual com base nos critérios estabelecidos nos art.°s 2.° e 3.° da Carta ... Face ao que precede, o Tribunal conclui que os direitos do Autor à não discriminação, o seu direito à igualdade perante a lei e à igual protecção da lei, conforme garantidos nos art.°s 2.° e 3.° da Carta, não foram violados pelo Estado Demandado4. 36. Em relação aos documentos comprovativos, o Tribunal recorda que, embora submetidos à sua apreciação pela primeira vez, as provas exigidas nos termos do n.° 3 do art.° 28.° do Protocolo são provas que influenciem na sua decisão inicial5. 37. O Tribunal recorda ainda que a fundamentação não constitui «novas provas» que não seria do conhecimento prévio do Autor no momento da apresentação6. 38. O Tribunal refere-se ao processo do Tribunal Interamericano dos Direitos do Homem, no qual concluiu: O pedido de revisão judicial deve basear-se nos factos ou situações importantes que eram desconhecidos na altura em que o acórdão foi proferido. Por este motivo, o acórdão pode ser impugnado por razões excepcionais, tais como as que envolvem documentos cuja existência era desconhecida na altura em que o acórdão foi proferido; as provas documentais ou testemunhais ou confissões constantes de um acórdão que teve como efeito um acórdão final e que mais tarde seja considerada 4 Alfred Agbesi Woyome c. Gana, op.cit, parágs. 138-139. 5Frank David Omary e Outros c. Tanzânia (Da revisão) (2016) 1 AfCLR 383 parág. 49. 6 Thobias Manga’ra c. Tanzânia op.cit. parág. 25. 10 O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. falso; quando tenha havido prevaricação, suborno, violência ou fraude, e factos que subsequentemente se revelaram falsos, tais como uma pessoa que tenha sido declarada desaparecida, mas depois localizada com vida7. 39. O Tribunal observa que, tendo apresentado uma Pedido de Revisão, contendo um Pedido de Medidas cautelares, o Autor também anexou documentos comprovativos para ambas as petições. A este respeito, o Tribunal entende ainda que os documentos comprovativos apresentados pelo Autor sobre o seu Pedido de Revisão são um acordo para a concepção e construção de estádios em Sekondi-Takoradi & Tamale para o torneio CAN 2008, assinado entre o Estado Demandado e o Grupo de Construção de Xangai, assinalado com a peça de prova «AAW1». O Autor conta com este documento para justificar a sua afirmação de que descobriu novas «provas» sob a forma de um acordo entre o Estado Demandado e outra Empresa para a construção dos estádios para o CAN 2008. 40. Por este motivo, o Tribunal observa que as restantes provas apresentadas, ou seja, «AAW2 - AAW12», foram apresentadas para justificar o Pedido de Medidas Cautelares, uma vez que estão relacionadas com os processos de execução em curso contra o Autor nos tribunais nacionais. Estas peças de prova não serão apreciadas aqui na aferição da admissibilidade do Pedido de Revisão, uma vez que não têm qualquer ligação com o mesmo. 41. No que respeita ao acordo entre o Estado Demandado e o Grupo de Construção de Xangai, o Tribunal observa que esta informação não tinha de facto sido levada ao seu conhecimento na altura do acórdão inicial. No entanto, é inconcebível que o referido contrato entre o Grupo de Construção de Xangai e o Estado Demandado, que era do domínio público desde 2005, não tenha sido do conhecimento do Autor na altura da prolação do acórdão inicial. Além disso, o referido acordo também teria sido apresentado dado o frenesim dos órgãos de comunicação social no 7 Genie Lacayo c. Nicarágua, (Pedido de Revisão Judicial do Mérito da causa, da Compensação e das Custas), Série C de IACHR n.° 45, parág. 12. 11 O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. Estado Demandado em torno do processo de concurso público para a construção dos estádios para o CAN 2008. Assim, o Tribunal conclui que o documento comprovativo aqui apresentado não é «novo» nem «prova», tal como previsto no n.° 3 do art.° 28.° do Protocolo e no n.° 1 do art.° 67.° do Regulamento. 42. O Tribunal observa ainda que, o documento comprovativo apresentado pelo Autor não tem qualquer correlação com o seu acórdão inicial, que é objecto da presente revisão. Dito de outra forma, não está relacionado com as suas alegações de que a truncagem do processo e a assunção da competência por parte do Supremo Tribunal do Estado Demandado e a conduta da Secção de Revisão do Supremo Tribunal resultaram em violações dos seus direitos ao abrigo dos art.°s 2.° e 3.° da Carta. 43. À luz do que precede, o Tribunal conclui que os documentos comprovativos apresentados não constituem novas provas que não tivessem sido do conhecimento do Autor na altura em que o Acórdão foi proferido, conforme previsto no n.° 3 do art.° 28.° do Protocolo e no n.° 1 do art.° 67.° do Regulamento. 44. Nestes termos, o Tribunal julga improcedente o Pedido de Revisão e declara-a improcedente. 45. No que respeita ao Pedido de Medidas Cautelares, o Tribunal decide que, tendo considerado o Pedido de Revisão inadmissível, o pedido de medidas cautelares ficam sem efeito. IX. CUSTAS 46. As Partes não apresentaram quaisquer alegações sobre as custas judiciais. 12 O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. 47. Nos termos do art.° 30.° do Regulamento «A não ser que o Tribunal decida o contrário, cada uma das partes deve suportar os seus próprios custos». 48. No caso concreto, o Tribunal decide, por isso, que cada parte deve suportar os seus próprios custos. X. DISPOSITIVO 49. Tudo visto e ponderado, O TRIBUNAL, Por unanimidade, (i) Declara que o documento comprovativo apresentado pelo Autor não constitui nova prova; (ii) Declara que o Pedido de Revisão do Acórdão de 28 de Junho de 2019 é inadmissível e está indeferida; (iii) Declara que o Pedido de Medidas Cautelares é questionável; (iv) Decide que cada Parte suporta as respectivas custas. Assinado: Venerando Juiz Sylvain ORÉ, Presidente; Venerando Juiz Ben KIOKO, Vice-Presidente; 13 O presente Acórdão foi proferido em Inglês e em Francês. Esta versão é apenas para informação. Venerando Juiz Rafaâ BEN ACHOUR; Venerando Juiz Ângelo V. MATUSSE; Veneranda Juíza Suzanne MENGUE; Veneranda Juíza Marie-Thérèse MUKAMULISA; Veneranda Juíza Tujilane R. CHIZUMILA; Veneranda Juíza Chafika BENSAOULA; Veneranda Juíza Stella I. ANUKAM; Veneranda Juíza Imani D. ABOUD; e Escrivão Robert ENO. Proferido em Arusha, aos vinte e seis de Junho de dois mil e vinte, nas línguas inglesa e francesa, fazendo fé o texto na língua inglesa. 14