REsp 2166910 - DECISAO
O art. 62 do Código Florestal deve ser compreendido como dispositivo de consolidação tolerantiva de ocupações antrópicas preexistentes ao marco temporal de 22/07/2008; não desconstitui a APP delimitada na licença de operação, de modo que, para ocupações a partir de 22/7/2008, prevalece a Área de Preservação...
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- Parties
- Agravante/recorrente: INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA; Autor: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Réu: Francisco Melfi; Réu: Companhia Energética de São Paulo - CESP; Réu: Município de Rubinéia; Réu: União; Réu: RIOPARANÁ S/A (Rio Paraná Energia S.A.); Réu: Proprietários/possuidores ("rancheiros")
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Recurso Especial (parcial Provimento)
- Outcome
- Dou parcial provimento ao recurso especial, para declarar que a APP constante da licença ambiental de operação define a Área de Preservação Permanente em relação a ocupações antrópicas a partir de 22/7/2008.
- Legal Topics
- Área De Preservação Permanente, Código Florestal (lei N. 12.651/2012), Art. 62 Da Lei N. 12.651/2012, Marco Temporal 22/07/2008, Licença Ambiental, Consolidação De Ocupações Antrópicas
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Parties
INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA
Agravante/recorrente
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Autor
Francisco Melfi
Réu
Companhia Energética de São Paulo - CESP
Réu
Município de Rubinéia
Réu
União
Réu
RIOPARANÁ S/A (Rio Paraná Energia S.A.)
Réu
Proprietários/possuidores ("rancheiros")
Réu
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Recurso Especial (parcial Provimento)
Legal Issues
- 1 Se o art. 62 do Código Florestal se aplica apenas às ocupações antrópicas consolidadas (preexistentes a 22/7/2008) ou se define, em definitivo, a Área de Preservação Permanente no entorno de reservatórios antigos; se a APP definida na licença ambiental prevalece para ocupações posteriores a 22/7/2008.
Ratio Decidendi
O art. 62 do Código Florestal deve ser compreendido como dispositivo de consolidação tolerantiva de ocupações antrópicas preexistentes ao marco temporal de 22/07/2008; não desconstitui a APP delimitada na licença de operação, de modo que, para ocupações a partir de 22/7/2008, prevalece a Área de Preservação Permanente constante da licença ambiental (art. 4º, III).
Court Disposition
Dou parcial provimento ao recurso especial, para declarar que a APP constante da licença ambiental de operação define a Área de Preservação Permanente em relação a ocupações antrópicas a partir de 22/7/2008.
Orders
- Declarar que a APP constante da licença ambiental de operação define a Área de Preservação Permanente em relação a ocupações antrópicas a partir de 22/7/2008.
- Publique-se.
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