REsp 2231669 - ACORDAO

REsp 2231669 - ACORDAO

O art. 62 da Lei n. 12.651/2012 é norma de transição e de caráter excepcional, destinada a consolidar ocupações antrópicas preexistentes ao marco temporal de 22/07/2008, não desconstituindo a Área de Preservação Permanente delimitada na licença ambiental; para ocupações posteriores a 22/07/2008 prevalece a APP fixada no licenciamento ambiental; e, no caso concreto, a pretensão de reformar a conclusão do Tribunal de origem sobre a ausência de intervenção antrópica e de dano ambiental esbarra na vedação ao reexame do conjunto fático-probatório prevista na Súmula 7/STJ.

Parties
Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Recorrido: UNIÃO FEDERAL; Recorrido: IBAMA; Recorrido: COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO - CESP; Réu / Corréu: JOSÉ; Réu / Corréu: SUELI
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
22 April 2026
Procedural Posture
Recurso Especial (originário De Ação Civil Pública) / Julgado (acórdão Da Segunda Turma)
Outcome
Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, parcialmente provido.
Legal Topics
Área De Preservação Permanente, Código Florestal (lei N. 12.651/2012), Art. 62 Do Código Florestal, Dano Ambiental, Súmula 7/stj, Licenciamento Ambiental

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Parties

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Recorrente

UNIÃO FEDERAL

Recorrido

IBAMA

Recorrido

COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO - CESP

Recorrido

JOSÉ

Réu / Corréu

SUELI

Réu / Corréu

Procedural Posture

Recurso Especial (originário De Ação Civil Pública) / Julgado (acórdão Da Segunda Turma)

  1. 1 Se o art. 62 da Lei n. 12.651/2012 deve ser aplicado como regra geral para delimitar a APP de reservatórios artificiais antigos ou se se limita a consolidar ocupações antrópicas preexistentes a 22/07/2008
  2. 2 Se é possível, em Recurso Especial, reformar o acórdão recorrido para reconhecer dano ambiental e condenar à reparação com base no reexame do laudo pericial, sem violar a Súmula 7/STJ

Ratio Decidendi

O art. 62 da Lei n. 12.651/2012 é norma de transição e de caráter excepcional, destinada a consolidar ocupações antrópicas preexistentes ao marco temporal de 22/07/2008, não desconstituindo a Área de Preservação Permanente delimitada na licença ambiental; para ocupações posteriores a 22/07/2008 prevalece a APP fixada no licenciamento ambiental; e, no caso concreto, a pretensão de reformar a conclusão do Tribunal de origem sobre a ausência de intervenção antrópica e de dano ambiental esbarra na vedação ao reexame do conjunto fático-probatório prevista na Súmula 7/STJ.

Court Disposition

Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, parcialmente provido.

Orders

  • Declarar que o art. 62 do Código Florestal (Lei n. 12.651/2012) não desconstitui a APP delimitada na licença ambiental, mas apenas tolera as ocupações antrópicas anteriores a 22/07/2008
  • Declarar que a APP constante da licença ambiental de operação define a Área de Preservação Permanente em relação às ocupações antrópicas a partir de 22/07/2008