REsp 2217312 - ACORDAO

REsp 2217312 - ACORDAO

O art. 62 do Código Florestal, embora aplicado a reservatórios com registro ou concessão anteriores à MP nº 2.166-67/2001, insere-se nas disposições transitórias e deve ser interpretado como norma de consolidação de ocupações antrópicas preexistentes a 22/07/2008; não desconstitui a Área de Preservação Permanente delimitada em licença ambiental, sendo esta última a que prevalece para ocupações posteriores a 22/07/2008, nos termos dos arts. 4º, III, e 5º da Lei nº 12.651/2012.

Parties
Recorrente: INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA; Autor: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Recorrido: RIO PARANÁ ENERGIA S/A; Recorrido: COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO - CESP
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
15 December 2025
Procedural Posture
Recurso Especial / Acórdão Segunda Turma (sessão Virtual)
Outcome
Recurso parcialmente provido
Legal Topics
Área De Preservação Permanente, Código Florestal (lei 12.651/2012), Licenciamento Ambiental, Disposições Transitórias, Marco Temporal 22/07/2008, Reservatórios Artificiais

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Parties

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA

Recorrente

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Autor

RIO PARANÁ ENERGIA S/A

Recorrido

COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO - CESP

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial / Acórdão Segunda Turma (sessão Virtual)

  1. 1 Se o art. 62 da Lei nº 12.651/2012 se aplica exclusivamente às ocupações antrópicas consolidadas (preexistentes a 22/07/2008) ou se delimita de forma definitiva a APP no entorno de reservatórios artificiais registrados ou concedidos antes da MP nº 2.166-67/2001
  2. 2 Se o art. 62 desconstitui a APP delimitada na licença ambiental ou apenas consolida ocupações antigas

Ratio Decidendi

O art. 62 do Código Florestal, embora aplicado a reservatórios com registro ou concessão anteriores à MP nº 2.166-67/2001, insere-se nas disposições transitórias e deve ser interpretado como norma de consolidação de ocupações antrópicas preexistentes a 22/07/2008; não desconstitui a Área de Preservação Permanente delimitada em licença ambiental, sendo esta última a que prevalece para ocupações posteriores a 22/07/2008, nos termos dos arts. 4º, III, e 5º da Lei nº 12.651/2012.

Court Disposition

Recurso parcialmente provido

Orders

  • Conhecer do recurso e dar-lhe parcial provimento para declarar que o art. 62 do Código Florestal não desconstitui a APP delimitada na licença ambiental, mas apenas consolida ocupações antrópicas preexistentes a 22/07/2008
  • Declarar que, para ocupações posteriores a 22/07/2008, prevalece a APP definida na licença ambiental, conforme arts. 4º, III, e 5º da Lei nº 12.651/2012