REsp 1505083 - DECISAO
O recurso extraordinário foi negado seguimento e não admitido porque a alegada ofensa constitucional dependia da prévia análise de normas infraconstitucionais e demandaria reexame de fatos e provas, circunstâncias cobertas pela tese do Tema 660 do STF e pela Súmula 279, não possibilitando o prosseguimento do recurso.
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- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA; Co Ré: FUNDAÇÃO AMBIENTAL MUNICIPAL DE ORLEANS-FAMOR; Município: MUNICÍPIO DE ORLEANS/SC
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 June 2024
- Procedural Posture
- Recurso Extraordinário / Recurso Extraordinário Não Admitido/negado Seguimento
- Outcome
- Negado seguimento ao recurso extraordinário quanto à alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal; não admitido o recurso quanto às demais alegações
- Legal Topics
- Área De Preservação Permanente (app), Parcelamento Do Solo Urbano (lei 6.766/1979), Código Florestal (lei 4.771/1965), Teoria Do Fato Consumado, Repercussão Geral (tema 660 Stf), Súmula 279 STF, Direito De Propriedade E Ato Jurídico Perfeito
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Recorrente
FUNDAÇÃO AMBIENTAL MUNICIPAL DE ORLEANS-FAMOR
Co Ré
MUNICÍPIO DE ORLEANS/SC
Município
Procedural Posture
Recurso Extraordinário / Recurso Extraordinário Não Admitido/negado Seguimento
Legal Issues
- 1 Conflito entre Lei de Parcelamento do Solo Urbano (Lei 6.766/1979) e Código Florestal (Lei 4.771/1965) quanto à área non aedificandi às margens do Rio Tubarão
- 2 Aplicabilidade da proteção ambiental superior às normas de parcelamento urbano
- 3 Admissibilidade de recurso extraordinário quando a questão depende de prévia análise de normas infraconstitucionais (Tema 660 STF)
Ratio Decidendi
O recurso extraordinário foi negado seguimento e não admitido porque a alegada ofensa constitucional dependia da prévia análise de normas infraconstitucionais e demandaria reexame de fatos e provas, circunstâncias cobertas pela tese do Tema 660 do STF e pela Súmula 279, não possibilitando o prosseguimento do recurso.
Court Disposition
Negado seguimento ao recurso extraordinário quanto à alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal; não admitido o recurso quanto às demais alegações
Orders
- Nego seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento no art. 1.030, I, a, do CPC
- Não admito o recurso, com fundamento no art. 1.030, V, do CPC
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DECISÃO Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que recebeu a seguinte ementa: RECURSO ESPECIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ADMINISTRATIVO E AMBIENTAL. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE-APP. SUPOSTA ANTINOMIA DO CÓDIGO FLORESTAL COM A LEI DE PARCELAMENTO DO SOLO URBANO NO QUE TANGE À DEFINIÇÃO DA ÁREA NÃO-EDIFICÁVEL ÀS MARGENS DE RIO. MAIOR PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. INCIDÊNCIA DO LIMITE PREVISTO NO CÓDIGO AMBIENTAL VIGENTE À ÉPOCA DOS FATOS. RECURSO ESPECIAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROVIDO, PARA RECONHECER A IMPOSSIBILIDADE DE CONTINUIDADE OU PERMANÊNCIA DE QUALQUER EDIFICAÇÃO NA ÁREA DE PRESERVAÇÃO DAS MARGENS DO RIO TUBARÃO. 1. Discute-se nos autos, no âmbito de análise desta Corte Superior de Justiça, o suposto conflito da Lei de Parcelamento do Solo Urbano (art. 4º., III, da Lei 6.766/1979) sobre o Código Florestal (art. 2º. da Lei 4.771/1965) no que tange à definição da dimensão non aedificandi no leito do Rio Tubarão, considerada como Área de Preservação Permanente-APP, restando incontroverso nos autos que os recorridos edificaram a uma distância de 22 metros do corpo d"água. 2. A aparente antinomia das normas foi enfrentada pela Corte de origem com enfoque na suposta especialidade da Lei 6.766/1979, compreendendo que a Lei 4.771/1965 cederia espaço à aplicação da Lei de Parcelamento do Solo no âmbito urbano. 3. O âmbito de proteção jurídica das normas em confronto seria, na realidade, distinto. Enquanto o art. 2º. do Código Florestal visa à proteção da biodiversidade, a Lei de Parcelamento do Solo tem por finalidade precípua a ordenação do espaço urbano destinado à habitação, de modo que a proteção pretendida estaria mais relacionada à segurança da população, prevenindo edificações em terrenos alagadiços ou sujeitos a inundações. 4. Por ser o que oferece a maior proteção ambiental, o limite que prevalece é o do art. 2º . da Lei 4.771/1965, com a redação vigente à época dos fatos, que, na espécie, remontam ao ano de 2011. Incide, portanto, o teor dado ao dispositivo pela Lei 7.511/1986, que previu a distância mínima de 100 metros, em detrimento do limite de 15 metros estabelecido pela Lei de Parcelamento do Solo Urbano. Precedente da Segunda Turma: REsp. 1.518.490/SC, Rel. Min. OG FERNANDES, DJe 15.10.2018. 5. Frise-se, ademais, não se admitir, notadamente em temas de Direito Ambiental, a incidência da Teoria do Fato Consumado para a manutenção de situação que, apesar do decurso do tempo, é danosa ao ecossistema e violadora das normas de proteção ambiental. 6. Não se olvida que, ao que tudo indica, a particular agiu de boa-fé, amparada no Plano Diretor do Município de Orleans/SC (Lei Complementar Municipal 2.147/2004) - que estabelece a distância de 20 metros - e na referida Lei do Parcelamento do Solo Urbano, tendo sua edificação licenciada pela co-ré FUNDAÇÃO AMBIENTAL MUNICIPAL DE ORLEANS-FAMOR, órgão ambiental responsável no âmbito do Município. Por essa razão, terá ela, a princípio, direito à persecução do ressarcimento pelas perdas e danos na via processual adequada. 7. Recurso Especial do MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA provido, reconhecendo a imprescindibilidade da observância do limite imposto pelo Código Ambiental para a edificação nas margens do Rio Tubarão, e, por conseguinte, a necessária demolição da edificação construída na Área de Preservação Permanente-APP, impondo, ainda, à FUNDAÇÃO AMBIENTAL MUNICIPAL DE ORLEANS-FAMOR a obrigação de não mais expedir licenciamentos e autorizações para projetos de construção na referida área. A parte recorrente sustenta a ocorrência de contrariedade dos arts. 5º, caput, XXII, XXIII, XXXVI, XXXVII e LIII, 23, VI, 30, 170, caput, II, III e VI, 182, caput e § 2º, e 225, §§ 1º, III, e 3º, da Constituição Federal e aduz haver repercussão geral da matéria tratada. Alega que o acórdão recorrido, ao colocar-se a favor prevalência da proteção jurídica ao meio ambiente em detrimento do direito à propriedade, teria violado o seu direito de dispor dela, obstando que a propriedade atenda a sua função social. Nesse sentido, argumenta que (fl. 1.488): .. caso mantida a decisão nos moldes em que foi proferida, atribuindo-se a um ambiente totalmente antropizado, sem função ambiental alguma, uma proteção que não deveria existir, a um espaço territorial protegido (art. 225, §1º, III), na modalidade área de preservação permanente (APP), isso levará a uma verdadeira afronta à função social daquele imóvel e de tantos outros que se encontram na mesma situação (arts. 5º, XXII, XXIII, 182, caput, §2º). Acrescenta que, " .. ao atribuir proteção absoluta a uma área totalmente ocupada, ignorando por completo o direito adquirido que recai sobre o imóvel .. , inviabiliza-se por completo o pleno desenvolvimento de diversas cidades do País, uma vez que a função social de um sem número de propriedades deixará de atingir o seu fim colimado" (fl. 1.489). Assevera que a Lei n. 4.771/1965, que determina ser área de preservação permanente aquela situada a menos de 100 metros das margens do rio, seria inaplicável ao caso, sob pena de ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal, porquanto, desde o ano de 1927, já existiam edificações na referida área, erigidas em atendimento a todas as regulamentações da época. Ressalta que o Município de Orleans, no âmbito da sua competência concorrente, prevista na Carta Magna, " .. editou normas exigindo afastamento inferiores àquele previsto na norma infraconstitucional, pois, conhecedor do seu território, está ciente de que não há como se exigir o recuo de 100 metros das margens do Rio Tubarão, sob pena de inviabilizar/interferir em praticamente toda a cidade" (fl. 1.500). Requer, ao final, a admissão do recurso e a remessa ao Supremo Tribunal Federal. As contrarrazões foram apresentadas. É o relatório. O Supremo Tribunal Federal já definiu que a alegação de afronta aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, bem como ao ato jurídico perfeito, ao direito adquirido e aos limites da coisa julgada, quando dependente da prévia análise de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. Isso é o que ficou definido no Tema n. 660 do STF, no qual a Suprema Corte fixou a seguinte tese: A questão da ofensa aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites à coisa julgada, tem natureza infraconstitucional, e a ela se atribuem os efeitos da ausência de repercussão geral, nos termos do precedente fixado no RE n. 584.608, rel. a Ministra Ellen Gracie, DJe 13/03/2009. (ARE n. 748.371-RG, relator Ministro Gilmar Mendes, julgado em 6/6/2013, DJe de 1º/8/2013.) Essa conclusão foi adotada sob o regime da repercussão geral e é de aplicação obrigatória, devendo os tribunais que analisam a viabilidade prévia dos recursos extraordinários negar seguimento aos recursos que discutam questão à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral, nos termos do art. 1.030, I, a, do CPC. No caso dos autos, o exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal dependeria da análise de dispositivos da legislação infraconstitucional considerados na solução do acórdão recorrido, motivo pelo qual se aplica a conclusão do STF no mencionado Tema n. 660. É o que se observa do seguinte trecho do acórdão recorrido (fls. 836-841): 1. Discute-se nos autos, no âmbito de análise desta Corte Superior de Justiça, o suposto conflito da Lei de Parcelamento do Solo Urbano (art. 4º., III, da Lei 6.766/1979) sobre o Código Florestal (art. 2º. da Lei 4.771/1965) no que tange à definição da dimensão non aedificandi no leito do Rio Tubarão, considerada como Área de Preservação Permanente-APP, restando incontroverso nos autos que os recorridos edificaram a uma distância de 22 metros do corpo d"água. 2. Pretende o MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA fazer com que prevaleça a disposição do art. 2º., a, item 3 e parág. único do Código Florestal, reconhecendo-se como não-edificável a área de 100 metros para os cursos d"água do referido rio. 3. A aparente antinomia das normas foi enfrentada pela Corte de origem com enfoque na suposta especialidade da Lei 6.766/1979, compreendendo que a Lei 4.771/1965 cederia espaço à sua aplicação no âmbito urbano. 4. A meu ver, porém, o âmbito de proteção jurídica das normas em confronto seria, na realidade, distinto. Enquanto o art. 2º. do Código Florestal visa a proteção da biodiversidade, a Lei de Parcelamento do Solo Urbano tem por finalidade precípua a ordenação do espaço urbano destinado à habitação, de modo que a proteção pretendida estaria mais relacionada à segurança da população, prevenindo edificações em terrenos alagadiços ou sujeitos a inundações. 5. Embora, a princípio, possa parecer inócua a previsão do limite inferior da Lei 6.766/1979 para a definição da área não-edificável, a norma se faz necessária diante das hipóteses excepcionais contidas no art. 4º. da Lei 4.771/1965, referentes à possibilidade de supressão de área de preservação permanente em caso de utilidade pública ou interesse social, desde que autorizada após procedimento administrativo próprio. Assim sendo, mesmo quando admitida a referida supressão, o limite contido na Lei de Parcelamento do Solo Urbano deve ser observado, a fim de prevenir acidentes ou desastres. 6. Não sendo esse o caso, por ser o que oferece a maior proteção ambiental, o limite que prevalece é o do art. 2o. da Lei 4.771/1965, com a redação vigente à época dos fatos, que, na espécie, remontam ao ano de 2011 (fls. 417). Incide, portanto, o teor dado ao dispositivo pela Lei 7.511/1986, que previu a distância mínima de 100 metros. .. 8. Não se pode olvidar, porém, que a particular agiu, ao que tudo indica, de boa-fé, amparado no Plano Diretor do Município de Orleans/SC (Lei Complementar Municipal 2.147/2004) - que estabelece a distância de 20 metros - e na referida Lei do Parcelamento do Solo Urbano, tendo sua edificação licenciada pela co-ré FUNDAÇÃO AMBIENTAL MUNICIPAL DE ORLEANS-FAMOR, órgão ambiental responsável no âmbito do Município. Por essa razão, terá ela, a princípio, direito à persecução do ressarcimento pelas perdas e danos na via processual adequada. Quanto ao mais, verifica-se que a controvérsia cinge-se à questão da delimitação da área de preservação permanente às margens do rio. Desse modo, consoante já consignado alhures, a análise da matéria ventilada depende do exame de legislação infraconstitucional, motivo pelo qual eventual ofensa à Constituição da República, se houvesse, seria reflexa ou indireta, não legitimando a interposição do recurso. Ademais, para afastar os pressupostos fáticos adotados no julgamento do recurso, seria indispensável o reexame dos elementos de convicção existentes nos autos, o que não é permitido em recurso extraordinário, diante do óbice contido no enunciado 279 da Súmula da Suprema Corte ("Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário"). Em caso semelhante, assim já decidiu o STF: Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO E AMBIENTAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO DE IMÓVEL EM AREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ALEGADA NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO E DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. 1.Agravo interno contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, que tem por objeto acórdão que manteve decisão que negou provimento aos pedidos de nulidade do auto de infração ambiental e do processo administrativo. 2.O STF já decidiu que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 3.O Plenário desta Corte afastou a existência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos arts. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, da CF, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG Tema nº 660). 4.Hipótese em que para dissentir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, assim como reexaminar fatos e provas constantes dos autos, procedimentos vedados neste momento processual (Súmula 279/STF). 5.Agravo interno a que se nega provimento, com a aplicação da multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. (ARE n. 1.443.659-AgR, relator Ministro Luís Roberto Barroso - Presidente, Tribunal Pleno, julgado em 27/11/2023, DJe de 7/12/2023. ) Ante o exposto, com amparo no art. 1.030, I, a, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário, em relação à suscitada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal, e, quanto às demais alegações, com fundamento no art. 1.030, V, do Código de Processo Civil, não admito o recurso. Publique-se. Intimem-se. EMENTA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, BEM COMO AO ATO JURÍDICO PERFEITO, AO DIREITO ADQUIRIDO E AOS LIMITES DA COISA JULGADA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. TEMA N. 660 DO STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ART. 1.030, I, A, DO CPC. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DIREITO AMBIENTAL. DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ÁREA NÃO-EDIFICÁVEL ÀS MARGENS DE RIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. VERBETE 279 DA SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO NÃO ADMITIDO.