REsp 2169380 - DECISAO
Aplicando a tese do Tema 1.010/STJ e o art. 4º, caput, inciso I, da Lei n. 12.651/2012, o Tribunal concluiu que a proteção de APPs nos trechos urbanos consolidados impõe a observância da extensão não edificável prevista no Código Florestal, e, diante da hipótese concreta de ocupação em APP, deu provimento ao recurso especial para condenar a construtora à demolição da parte da edificação realizada em área de preservação permanente e à recuperação da área degradada mediante PRAD, determinando que o pedido de indenização por danos morais coletivos seja analisado e quantificado na origem.
- Parties
- Recorrente: Ministério Público do Estado de Santa Catarina; Recorrido: Werk Empreendimentos Imobiliarios Ltda.; Recorrido: Município de Rio do Sul
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 September 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento
- Outcome
- Recurso especial provido para julgar procedente o pedido inicial em parte, com condenação à demolição de edificação em APP e recuperação da área degradada; determinação de remessa à origem para análise e quantificação de indenização por danos morais coletivos.
- Legal Topics
- Área De Preservação Permanente (app), Recuo De 30 Metros, Canalização De Curso D'água, Demolição, PRAD, Danos Morais Coletivos, Tema 1.010/stj
Case Brief
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Parties
Ministério Público do Estado de Santa Catarina
Recorrente
Werk Empreendimentos Imobiliarios Ltda.
Recorrido
Município de Rio do Sul
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento
Legal Issues
- 1 Aplicação do art. 4º, caput, inciso I, da Lei 12.651/2012 (Código Florestal) em trechos caracterizados como área urbana consolidada
- 2 Incidência da proteção de APP sobre curso d'água canalizado
- 3 Regularização administrativa e licenciamento municipal versus restrições de APP
Ratio Decidendi
Aplicando a tese do Tema 1.010/STJ e o art. 4º, caput, inciso I, da Lei n. 12.651/2012, o Tribunal concluiu que a proteção de APPs nos trechos urbanos consolidados impõe a observância da extensão não edificável prevista no Código Florestal, e, diante da hipótese concreta de ocupação em APP, deu provimento ao recurso especial para condenar a construtora à demolição da parte da edificação realizada em área de preservação permanente e à recuperação da área degradada mediante PRAD, determinando que o pedido de indenização por danos morais coletivos seja analisado e quantificado na origem.
Court Disposition
Recurso especial provido para julgar procedente o pedido inicial em parte, com condenação à demolição de edificação em APP e recuperação da área degradada; determinação de remessa à origem para análise e quantificação de indenização por danos morais coletivos.
Orders
- Dar provimento ao recurso especial interposto pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina
- Julgar procedente o pedido inicial
Full Case Text
Judgment text and source record
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