REsp 1623321 - DECISAO
O STJ concluiu que, em matéria ambiental, a concessão de licença pelo órgão estadual não afasta a responsabilidade pela ocupação e edificação em Área de Preservação Permanente quando tais atos são irregulares; não se admite a teoria do fato consumado para justificar manutenção de edificações em APP, devendo aplicar‑se a legislação vigente ao tempo dos atos (Lei n.º 4.771/1965) e serem adotadas as medidas de restauração determinadas na sentença, restabelecendo‑a.
- Parties
- Recorrente: Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul; Recorrido: proprietário/possuidor de casa de veraneio
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 February 2021
- Procedural Posture
- Ação Civil Pública Ambiental / Recurso Especial Julgado Pelo STJ (conhecido E Provido)
- Outcome
- recurso especial conhecido e provido para restabelecer a sentença de primeira instância
- Legal Topics
- Área De Preservação Permanente (app), Licenciamento Ambiental, Teoria Do Fato Consumado, Responsabilidade Por Dano Ambiental, Código Florestal, Princípios Da Proporcionalidade E Razoabilidade
Case Brief
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Parties
Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul
Recorrente
proprietário/possuidor de casa de veraneio
Recorrido
Procedural Posture
Ação Civil Pública Ambiental / Recurso Especial Julgado Pelo STJ (conhecido E Provido)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de manutenção de edificações em APP em razão de licença administrativa concedida pelo IMASUL
- 2 Aplicabilidade do Novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) ou do antigo Código Florestal (Lei 4.771/1965) ao caso concreto
- 3 Incidência ou não da teoria do fato consumado em matéria ambiental
Ratio Decidendi
O STJ concluiu que, em matéria ambiental, a concessão de licença pelo órgão estadual não afasta a responsabilidade pela ocupação e edificação em Área de Preservação Permanente quando tais atos são irregulares; não se admite a teoria do fato consumado para justificar manutenção de edificações em APP, devendo aplicar‑se a legislação vigente ao tempo dos atos (Lei n.º 4.771/1965) e serem adotadas as medidas de restauração determinadas na sentença, restabelecendo‑a.
Court Disposition
recurso especial conhecido e provido para restabelecer a sentença de primeira instância
Orders
- Restabelecer a sentença de primeiro grau
- Demolição e remoção das edificações existentes no lote situadas em APP
Full Case Text
Judgment text and source record
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