AREsp 2737639 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque a matéria atinente ao art. 59, § 4º, da Lei nº 12.651/2012 não foi apreciada pela instância de origem, faltando prequestionamento (incidindo Súmula 282/STF), e porque o acórdão recorrido contrariou a tese firmada no Tema 1010/STJ ao afastar a aplicação do art. 4º, I, "c", da Lei...
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- Parties
- Agravante: Tabajara Ribeiro Pinto; Fiscal Da Lei: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão De Não Provimento Do Agravo (manutenção Da Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial)
- Outcome
- Nego provimento ao agravo.
- Legal Topics
- Área De Preservação Permanente (app), Aplicação Do Art. 4º, I, C, Da Lei Nº 12.651/2012, Tema 1010/stj, Demolição De Edificações Em APP, Prequestionamento E Súmula 282/stf
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Parties
Tabajara Ribeiro Pinto
Agravante
Ministério Público Federal
Fiscal Da Lei
Procedural Posture
Agravo / Decisão De Não Provimento Do Agravo (manutenção Da Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 Violação alegada aos arts. 3º, d e f, e 8º, da Lei n. 12.651/2012 (intervenções de baixo impacto em APP)
- 2 Violação alegada ao art. 59, § 4º, da Lei n. 12.651/2012 (edificações anteriores a 22/07/2008)
- 3 Incidência da tese firmada no Tema 1010/STJ sobre extensão não edificável em áreas urbanas consolidadas
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque a matéria atinente ao art. 59, § 4º, da Lei nº 12.651/2012 não foi apreciada pela instância de origem, faltando prequestionamento (incidindo Súmula 282/STF), e porque o acórdão recorrido contrariou a tese firmada no Tema 1010/STJ ao afastar a aplicação do art. 4º, I, "c", da Lei nº 12.651/2012 (que disciplina a extensão da APP), razão pela qual se concluiu pela necessidade de retratação para adequação ao entendimento consolidado, mantendo-se, assim, a decisão que determina a observância do disposto no Código Florestal.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo.
Orders
- Nego provimento ao agravo.
- Publique-se.
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo manejado por Tabajara Ribeiro Pinto contra decisão que não admitiu recurso especial, este interposto com fundamento no art. 105, III, a, da CF, desafiando acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, assim ementado (fl. 623): AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR DANOS AMBIENTAIS C/C OBRIGAÇÕES DE FAZER E NÃO-FAZER E PEDIDO LIMINAR REEXAME DE MATÉRIA JULGADO RETIFICADO TEMA 1010 DO STJ JUÍZO DE RETRATAÇÃO EXERCIDO RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO A decisão proferida afastou a regra disposta no art. 4º, I, c, da Lei nº 12.651/2012 (Código Florestal), que estabelece área de preservação permanente de cem metros para cursos d"água de 50 a 200 metros de largura, de modo que deve ser retificado., a fim de atender ao tema 1010 do STJ. Nas razões do recurso especial, a parte agravante aponta violação aos seguintes dispositivos: I - arts. 3º, d e f, e 8º, da Lei n. 12.651/2012, ao argumento de que o acórdão recorrido não considerou que as construções existentes são de baixíssimo impacto ambiental, conforme laudo pericial, e que, portanto, não deveriam ser demolidas. Acrescenta que o Código Florestal permite intervenções de baixo impacto em Áreas de Preservação Permanente. Para tanto, argumenta que "a presença de corrimão e deck de madeira, embora localizados em APP, estão compreendidos dentre as hipóteses excludentes de necessidade de demolição, qual seja a de baixo (baixíssimo neste caso) impacto ambiental" (fl. 747); II - art. 59, § 4º, da Lei n. 12.651/2012, afirmando que as edificações foram construídas antes de 22 de julho de 2008, o que as enquadra em área urbana consolidada, isentando-as de autuação por infrações cometidas antes dessa data. Para tanto, aduz que "no período entre a publicação desta Lei e a implantação do PRA em cada Estado e no Distrito Federal, bem como após a adesão do interessado ao PRA e enquanto estiver sendo cumprido o termo de compromisso, o proprietário ou possuidor não poderá ser autuado por infrações cometidas antes de 22 de julho de 2008" (fl. 748). Foram ofertadas contrarrazões às fls. 759/775. O Ministério Público Federal, na condição de fiscal da lei, opinou pelo conhecimento do agravo para negar provimento ao recurso especial (fls. 838/844). É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. Verifica-se, inicialmente, que a matéria pertinente ao art. 59, § 4º, da Lei n. 12.651/2012 não foi apreciada pela instância judicante de origem, tampouco foram opostos embargos declaratórios para suprir eventual omissão. Portanto, ante a falta do necessário prequestionamento, incide o óbice da Súmula 282/STF. Quanto ao mais, cumpre anotar que a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, por ocasião do julgamento do Tema 1.010, firmou tese segundo a qual a extensão não edificável nas áreas de preservação permanente de qualquer curso d"água, perene ou intermitente, em trechos de área urbana consolidada, deve respeitar o que foi disciplinado pelo art. 4º, caput, I, alíneas a, b, c, d e e, do Código Florestal (Lei 12.651/2012), a fim de assegurar a mais ampla garantia ambiental a esses espaços territoriais especialmente protegidos, e, por conseguinte, à coletividade. Confira-se, a propósito, a ementa do julgado: RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. AMBIENTAL. CONTROVÉRSIA A ESPEITO DA INCIDÊNCIA DO ART. 4º, I, DA LEI N. 12.651/2012 (NOVO CÓDIGO FLORESTAL) OU DO ART. 4º, CAPUT, III, DA LEI N. 6.766/1979 (LEI DE PARCELAMENTO DO SOLO URBANO). DELIMITAÇÃO DA EXTENSÃO DA FAIXA NÃO EDIFICÁVEL A PARTIR DAS MARGENS DE CURSOS D"ÁGUA NATURAIS EM TRECHOS CARACTERIZADOS COMO ÁREA URBANA CONSOLIDADA. 1. Nos termos em que decidido pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016, aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma nele prevista (Enunciado Administrativo n. 3). 2. Discussão dos autos: Trata-se de mandado de segurança impetrado contra ato de Secretário Municipal questionando o indeferimento de pedido de reforma de imóvel derrubada de casa para construção de outra) que dista menos de 30 (trinta) metros do Rio Itajaí-Açu, encontrando-se em Área de Preservação Permanente urbana. O acórdão recorrido negou provimento ao reexame necessário e manteve a concessão da ordem a fim de que seja observado no pedido administrativo a Lei de Parcelamento do Solo Urbano (Lei n. 6.766/1979), que prevê o recuo de 15 (quinze) metros da margem do curso d"água. 3. Delimitação da controvérsia: Extensão da faixa não edificável a partir das margens de cursos d"água naturais em trechos caracterizados como área urbana consolidada: se corresponde à área de preservação permanente prevista no art. 4º, I, da Lei n. 12.651/2012 (equivalente ao art. 2º, alínea "a", da revogada Lei n. 4.771/1965), cuja largura varia de 30 (trinta) a 500 (quinhentos) metros, ou ao recuo de 15 (quinze) metros determinado no art. 4º, caput, III, da Lei n. 6.766/1979. 4. A definição da norma a incidir sobre o caso deve garantir a melhor e mais eficaz proteção ao meio ambiente natural e ao meio ambiente artificial, em cumprimento ao disposto no art. 225 da CF/1988, sempre com os olhos também voltados ao princípio do desenvolvimento sustentável (art. 170, VI,) e às funções social e ecológica da propriedade. 5. O art. 4º, caput, inciso I, da Lei n. 12.651/2012 mantém-se hígido no sistema normativo federal, após os julgamentos da ADC n. 42 e das ADIs ns. 4.901, 4.902, 4.903 e 4.937. 6. A disciplina da extensão das faixas marginais a cursos d"água no meio urbano foi apreciada inicialmente nesta Corte Superior no julgamento do REsp 1.518.490/SC, Relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe de 15/10/2019, precedente esse que solucionou, especificamente, a antinomia entre a norma do antigo Código Florestal (art. 2º da Lei n. 4.771/1965) e a norma da Lei de Parcelamento do Solo Urbano (art. 4º, III, da Lei n. 6.766/1976), com a afirmação de que o normativo do antigo Código Florestal é o que deve disciplinar a largura mínima das faixas marginais ao longo dos cursos d"água no meio urbano. Nesse sentido: Resp 1.505.083/SC, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, Dje 10/12/2018; AgInt no REsp 1.484.153/SC, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 19/12/2018; REsp 1.546.415/SC, Rel. Min. Og Fernandes, Segunda Turma, DJe 28/2/2019; e AgInt no REsp 1.542.756/SC, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, DJe 2/4/2019. 7. Exsurge inarredável que a norma inserta no novo Código Florestal (art. 4º, caput, inciso I), ao prever medidas mínimas superiores para as faixas marginais de qualquer curso d"água natural perene e intermitente, sendo especial e específica para o caso em face do previsto no art. 4º, III, da Lei n. 6.766/1976, é a que deve reger a proteção das APPs ciliares ou ripárias em áreas urbanas consolidadas, espaços territoriais especialmente protegidos (art. 225, III, da CF/1988), que não se condicionam a fronteiras entre o meio rural e o urbano. 8. A superveniência da Lei n. 13.913, de 25 de novembro de 2019, que suprimiu a expressão " .. salvo maiores exigências da legislação específica." do inciso III do art. 4º da Lei n. 6.766/1976, não afasta a aplicação do art. 4º, caput, e I, da Lei n. 12.651/2012 às áreas urbanas de ocupação consolidada, pois, pelo critério da especialidade, esse normativo do novo Código Florestal é o que garante a mais ampla proteção ao meio ambiente, em áreas urbana e rural, e à coletividade. 9. Tese fixada - Tema 1010/STJ: Na vigência do novo Código Florestal (Lei n. 12.651/2012), a extensão não edificável nas Áreas de Preservação Permanente de qualquer curso d1água, perene ou intermitente, em trechos caracterizados como área urbana consolidada, deve respeitar o que disciplinado pelo seu art. 4º, caput, inciso I, alíneas a, b, c, d e e, a fim de assegurar a mais ampla garantia ambiental a esses espaços territoriais especialmente protegidos e, por conseguinte, à coletividade. 10. Recurso especial conhecido e provido. 11. Acórdão sujeito ao regime previsto no art. 1.036 e seguintes do CPC/2015. (REsp n. 1.770.760/SC, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Seção, julgado em 28/4/2021, DJe de 10/5/2021.) De fato, nos termos da Lei n. 12.651/12 (Código Florestal), a APP é caracterizada como faixa de terreno onde é vedada a construção, cuja exploração econômica direta, desmatamento ou ocupação humana se dão de forma totalmente excepcional e em numerus clausus, somente nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental previstas nesta Lei, mediante rigoroso procedimento de licenciamento administrativo. A corroborar o proposto acima, insta destacar compreensão do STJ no sentido de ser "Induvidosa a prescrição do legislador, no que se refere à posição intangível e ao caráter non aedificandi da APP, nela interditando, com pouquíssimas exceções submetidas a rigoroso procedimento de licenciamento administrativo, o uso econômico direto, isto é, exploração agropecuária, silvicultura, plantio ou replantio com espécies exóticas, instalação de equipamentos de lazer, construção ou manutenção de edificações, impermeabilização do solo, limpeza, carpina, plantio de gramíneas, capim, etc. Correta, por conseguinte, a referência do ilustre Magistrado Robson Celeste Candelorio, ao indicar que a solução da questão sub judice "prescinde da constatação pericial dos danos ambientais causados às margens do Rio Ivinhema, bastando a constatação, já existente nos autos, de que o imóvel em questão foi edificado em Área de Preservação Permanente e sem autorização ambiental válida expedida pelo órgão ambiental competente"" (REsp n. 1.245.149/MS, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 9/10/2012, DJe de 13/6/2013). Na mesma linha de percepção, confiram-se os seguintes julgados: AMBIENTAL E PROCESSUAL CIVIL. MANUTENÇÃO DE CASA DE VERANEIO NA MARGEM DO RIO IVINHEMA. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. DEMOLIÇÃO. RECUPERAÇÃO DO MEIO AMBIENTE. RECURSO ESPECIAL PROVIDO PARA RESTABELECER A SENTENÇA. NEGATIVA À INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ E DA SÚMULA 280/STF. INAPLICABILIDADE DA LEI 14.285/2021. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. A decisão agravada conheceu do Agravo para prover o Recurso Especial do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, restabelecendo os termos da sentença de primeiro grau, que condenou o ora agravante a: a) desocupar, demolir e remover as edificações erguidas em Área de Preservação Permanente localizada na margem do Rio Ivinhema; b) abster-se de promover qualquer intervenção ou atividade na Área de Preservação Permanente; c) reflorestar toda a área degradada situada nos limites do lote descrito na petição inicial. O agravante restringiu-se a defender a aplicação das Súmulas 7/STJ e 280/STF ao caso em escopo. 2. O Tribunal a quo fundou-se em tese eminentemente jurídica para solucionar a controvérsia, vale dizer, de que o simples fato de ter havido consolidação da situação ilegal no tempo (manutenção de casa de veraneio em APP) desobriga a recomposição do meio ambiente. Logo, trata-se de decisão passível de ser revisada em Recurso Especial, cuja análise não demanda revolvimento fático-probatório. Nega-se, assim, a incidência da Súmula 7/STJ. Afasta-se, igualmente, a Súmula 280/STF. Por fim, cumpre ressaltar que a decisão agravada adotou o mesmo desfecho processual de precedentes julgados por esta Turma em casos absolutamente idênticos ao presente. 3. Agravo Interno não provido . (AgRg no AREsp n. 2.182.235/MS, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 12/6/2023, DJe de 27/6/2023.) PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. CONSTRUÇÃO EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE ÀS MARGENS DO RIO IVINHEMA. INAPLICABILIDADE DA TEORIA DO FATO CONSUMADO. 1. Inviável, por ausência de prequestionamento, a análise de questão que, a despeito de ter sido suscitada em contrarrazões, não foi alvo de manifestação pela Corte de origem. Além disso, tratando-se de matéria ambiental, prevalece o disposto no princípio tempus regit actum, que impõe obediência à lei em vigor por ocasião da ocorrência do fato ilícito, sendo, portanto, inaplicável o novo Código Florestal a situações pretéritas. Precedentes. 2. O acórdão recorrido destoa da orientação desta Casa de Justiça assentada no sentido da ilegalidade das edificações ocorridas em áreas de preservação permanente às margens do Rio Ivinhema e da inaplicabilidade da teoria do fato consumado na espécie. 3. Tal conclusão não exigiu reexame de provas ou análise de leis locais, mas tão somente o devido enquadramento e a subsunção dos fatos, precisamente delineados no aresto impugnado, aos regramentos da legislação federal aplicável ao caso e apontada como violada. A medida é compatível com a natureza excepcional da via eleita, e a conclusão da discrepância do acórdão com o entendimento desta Corte está respaldada na jurisprudência deste Superior Tribunal. 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt nos EDcl no REsp 1.381.858/MS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, DJe 25/10/2017) Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido, conforme se infere do seguinte excerto (fls. 724/726): Isso porque, o acórdão proferido ao afastar a condenação do requerido de demolição de construção existente em área de proteção permanente contrariou o entendimento firmado no julgamento do Tema 1010 do STJ. No julgamento do Tema 1010/STJ, o Superior Tribunal de Justiça firmou a seguinte tese jurídica: "Na vigência do novo Código Florestal (Lei n. 12.651/2012), a extensão não edificável nas Áreas de Preservação Permanente de qualquer curso d"água, perene ou intermitente, em trechos caracterizados como área urbana consolidada, deve respeitar o que disciplinado pelo seu art. 4º, caput, inciso 1, alíneas a, b, c, d e e, a fim de assegurar a mais ampla garantia ambiental a esses espaços territoriais especialmente protegidos e, por conseguinte, à coletividade." Assim, pacificou-se o entendimento no sentido de que as áreas de preservação permanente previstas no Código Florestal incidem indiscriminadamente sobre zonas rurais ou urbanas, ainda que consolidadas, ante o expresso teor do art. 4º, c aput. No caso em exame, o acórdão recorrido admitiu que não fosse efetuada a demolição e/ou remoção do corrimão e deck de madeira, que dão acesso ao local de pescaria, situado no lote nº 43 ora em discussão. .. Com isso, a decisão afastou a regra disposta no art. 4º, I, "c", da Lei nº 12.651/2012 (Código Florestal), que estabelece área de preservação permanente de cem metros para cursos d"água de 50 a 200 metros de largura. Fundamentou-se o acórdão no fato de que as construções existentes são de baixíssimo impacto, todavia, desrespeitando o disposto na lei em comento. Desta forma, deve ser exercido juízo positivo de retratação de modo a adequar a decisão à tese firmada no julgamento do Tema 1010 do STJ, a fim de manter a sentença proferida pelo juízo a quo. ANTE O EXPOSTO, nego provimento ao agravo. Publique-se. EMENTA