REsp 1656161 - ACORDAO
A partir da vigência da Circular SUSEP n.11/1996 é possível que, por repactuação, os reajustes dos benefícios de planos administrados por entidades abertas de previdência complementar passem a utilizar índices gerais de preços de ampla publicidade (INPC, IPCA, IGP-M, IGP-DI, IPC/FGV ou IPC/FIPE); na ausência de repactuação deve incidir o IPCA-E. Aplicando essa tese ao caso concreto, o recurso especial foi parcialmente provido, determinando-se a atualização dos valores do benefício da autora pelo índice IPCA-E, preservados fundamentos relativos a equilíbrio atuarial e medidas regulatórias para reequilíbrio quando cabíveis.
- Parties
- Recorrida: Elaine Maria Garcia Dreyer; Recorrente: Associação dos Profissionais Liberais Universitários do Brasil - Aplub; Amicus Curiae: Federação Nacional de Previdência Privada e Vida - FENAPREVI; Amicus Curiae: Superintendência de Seguros Privados - SUSEP; Amicus Curiae: Instituto Brasileiro de Atuária - IBA; Amicus Curiae: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - Idec; Amicus Curiae: Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário - IBDP; Amicus Curiae: Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - ABRAPP
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 October 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial Representativo De Controvérsia / Julgamento Em Recurso Repetitivo
- Outcome
- Recurso especial parcialmente provido
- Legal Topics
- Índices De Reajuste, Correção Monetária, Taxa Referencial (tr), Repactuação De Planos, Equilíbrio Econômico Financeiro E Atuarial
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Elaine Maria Garcia Dreyer
Recorrida
Associação dos Profissionais Liberais Universitários do Brasil - Aplub
Recorrente
Federação Nacional de Previdência Privada e Vida - FENAPREVI
Amicus Curiae
Superintendência de Seguros Privados - SUSEP
Amicus Curiae
Instituto Brasileiro de Atuária - IBA
Amicus Curiae
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - Idec
Amicus Curiae
Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário - IBDP
Amicus Curiae
Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - ABRAPP
Amicus Curiae
Procedural Posture
Recurso Especial Representativo De Controvérsia / Julgamento Em Recurso Repetitivo
Legal Issues
- 1 Se a Taxa Referencial (TR) pode subsistir como índice de correção monetária para benefícios de planos de previdência complementar administrados por entidades abertas após a Circular SUSEP n.11/1996
- 2 Quais índices são aplicáveis aos reajustes dos benefícios de entidades abertas e o efeito da falta de repactuação
- 3 Impacto da substituição de indexador sobre o equilíbrio atuarial e possibilidade de medidas compensatórias
Ratio Decidendi
A partir da vigência da Circular SUSEP n.11/1996 é possível que, por repactuação, os reajustes dos benefícios de planos administrados por entidades abertas de previdência complementar passem a utilizar índices gerais de preços de ampla publicidade (INPC, IPCA, IGP-M, IGP-DI, IPC/FGV ou IPC/FIPE); na ausência de repactuação deve incidir o IPCA-E. Aplicando essa tese ao caso concreto, o recurso especial foi parcialmente provido, determinando-se a atualização dos valores do benefício da autora pelo índice IPCA-E, preservados fundamentos relativos a equilíbrio atuarial e medidas regulatórias para reequilíbrio quando cabíveis.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente provido
Orders
- Fixada tese repetitiva: "A partir da vigência da Circular/SUSEP n.11/1996, é possível ser pactuado que os reajustes dos benefícios dos planos administrados pelas entidades abertas de previdência complementar passem a ser feitos com utilização de um Índice Geral de Preços de Ampla Publicidade (INPC/IBGE, IPCA/IBGE,...
- No caso concreto, determinado que os reajustes do benefício da autora sejam feitos com utilização do índice IPCA-E.
Full Case Text
Judgment text and source record
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