HC 906465 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido porque os autos não estavam suficientemente instruídos: faltaram a denúncia, o requerimento de prisão e a decisão de primeiro grau, de modo que não se demonstrou, de plano, o fumus boni iuris. Conforme a orientação desta Corte, é ônus do impetrante apresentar documentos...
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- Parties
- Paciente: DIEGO HENRIQUE ALVES CARVALHO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 April 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do presente habeas corpus.
- Legal Topics
- Ônus Da Instrução Do Impetrante, Fumus Boni Iuris, Pedido De Liminar
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Parties
DIEGO HENRIQUE ALVES CARVALHO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 pedido liminar em habeas corpus
- 2 ausência de peças essenciais aos autos (denúncia, requerimento de prisão, decisão de primeiro grau)
- 3 ônus de instrução do impetrante
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido porque os autos não estavam suficientemente instruídos: faltaram a denúncia, o requerimento de prisão e a decisão de primeiro grau, de modo que não se demonstrou, de plano, o fumus boni iuris. Conforme a orientação desta Corte, é ônus do impetrante apresentar documentos indispensáveis; assim, com fundamento no art. 34, inc. XX, e art. 210 do RISTJ, o pedido não foi conhecido.
Court Disposition
Não conheço do presente habeas corpus.
Orders
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, interposto em favor de DIEGO HENRIQUE ALVES CARVALHO, em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO. Consta dos autos que a 13ª Câmara de Direito Criminal deu provimento ao Recurso em Sentido Estrito para cassar a decisão que indeferiu o pedido de prisão preventiva de: " .. i) GABRIEL CAMPOS GONÇALVES, ii) GABRIEL AUGUSTO MACHADO DE OLIVEIRA, iii) MICHAEL KENNEDY MENDES, iv) TIAGO DE OLIVEIRA, v) ANSELMO RIBEIRO, vi) RONALDO CABRAL RIBEIRO, vii) BRUNO PANDAGIS DE OLIVEIRA, viii) RODRIGO CARDENAS BOEMI, ix) SILVIO APARECIDO DIAS LOPES DA SILVA, x) MISAEL DE LIMA EVANGELISTA, xi) ALINE CRISTINA DOMINGOS TEIXEIRA, xii) ANA PAULA DO CARMO CANDIDO, xiii) LEANDRO FRANCISCO DA ROCHA, xiv) MATTEUS MAXIMIANO NALESSO, xv) RODRIGO DA SILVA DIAS BATISTA, xvi) ALVICO DIAS BATISTA NETO, xvii) TIAGO HENRIQUE FERREIRA FOGAÇA, xviii) DIEGO HENRIQUE ALVES CARVALHO, xix)FELIPE VICENTE LACERDA, xx) JONATHAN RODRIGUES DE OLIVEIRA, xxi) WAGNER CABRAL RIBEIRO e xii) DOUGLAS RIBEIRO RODRIGUES .. " (fl. 16) Em suas razões, o paciente sustenta a ilegalidade da decisão, bem como a falta de fundamentação. Requer, assim, liminarmente, que seja concedida a ordem para revogar o decreto prisional proferido pelo Tribunal de origem, com a expedição do respectivo Salvo-conduto. É o relatório. DECIDO. Os autos não retratam a excepcional hipótese de juízo provisório antecipado acerca do pedido, uma vez que não suficientemente instruídos. Dessa maneira, a quaestio trazida à baila na exordial do writ não vislumbra o pretenso quadro claro e adequado à concessão da liminar, não sendo constatado, de plano, o fumus boni iuris do pedido, pois não foram anexadas aos autos peças essenciais à compreensão da controvérsia. O paciente não juntou aos autos a denúncia ofertada pelo Ministério Público, bem como o requerimento de prisão, ademais, a decisão do juízo de primeiro grau que indeferiu o pleito ministerial. Sobre o tema, deve-se asseverar que, segundo orientação firmada no âmbito desta Corte, constitui ônus do impetrante instruir os autos com os documentos necessários à exata compreensão da controvérsia, sob pena de não conhecimento do writ. Nesse sentido: "Em sede de habeas corpus, a prova deve ser pré-constituída e incontroversa, cabendo aos impetrantes apresentar documentos suficientes à análise de eventual ilegalidade flagrante no ato atacado" (AgRg no HC n. 774.358/PE, Quinta Turma, relator Ministro Ribeiro Dantas, DJe de 15/12/2022.) Ante o exposto, com fulcro no art. 34, inc. XX e art. 210, do RISTJ, não conheço do presente habeas corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA