AREsp 2729472 - DECISAO

AREsp 2729472 - DECISAO

Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem fundamentadamente concluiu pela suficiência das provas constantes dos autos (já havia sido expedido ofício à MasterCard sem resposta), aplicou correta e justificadamente a inversão do ônus da prova, verificou que o banco não comprovou a alegada fraude e que, portanto, a retenção dos valores foi indevida; a reanálise desses fatos pelo STJ implicaria reexame probatório vedado pela Súmula 7/STJ; ademais, a mitigação da teoria finalista autorizou a aplicação de normas do CDC diante da vulnerabilidade da contratante, de modo que a cláusula contratual invocada não afasta a responsabilidade do banco.

Parties
Agravante: BANCO SAFRA S.A.; Autora: parte autora
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
15 September 2025
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Agravo Negado Provimento
Outcome
nego provimento ao agravo
Legal Topics
Ônus Da Prova, Cerceamento De Defesa, Responsabilidade Civil, Aplicação Do CDC À Pessoa Jurídica Vulnerável (teoria Finalista Mitigada), Reexame De Provas (súmula 7/stj), Cláusulas Contratuais E Exclusão De Responsabilidade

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 5 Authorities cited 19 Party arguments 2 Amounts and remedies 2
Sign in to unlock

Parties

BANCO SAFRA S.A.

Agravante

parte autora

Autora

Procedural Posture

Agravo Em Recurso Especial / Decisão Agravo Negado Provimento

  1. 1 ocorreu cerceamento de defesa por não expedição de novo ofício à MasterCard?
  2. 2 é aplicável o Código de Defesa do Consumidor à relação entre as partes?
  3. 3 a cláusula contratual de credenciamento exime o banco de responsabilidade pela retenção de valores?

Ratio Decidendi

Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem fundamentadamente concluiu pela suficiência das provas constantes dos autos (já havia sido expedido ofício à MasterCard sem resposta), aplicou correta e justificadamente a inversão do ônus da prova, verificou que o banco não comprovou a alegada fraude e que, portanto, a retenção dos valores foi indevida; a reanálise desses fatos pelo STJ implicaria reexame probatório vedado pela Súmula 7/STJ; ademais, a mitigação da teoria finalista autorizou a aplicação de normas do CDC diante da vulnerabilidade da contratante, de modo que a cláusula contratual invocada não afasta a responsabilidade do banco.

Court Disposition

nego provimento ao agravo

Orders

  • Nego provimento ao agravo.
  • Majoro, em 10% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, os honorários advocatícios em desfavor da parte recorrente, nos termos do § 11 do art. 85 do CPC.