AREsp 2581828 - DECISAO

AREsp 2581828 - DECISAO

O TJRS concluiu, com base na análise probatória, que as transferências foram realizadas pela filha da titular, sem demonstração de fraude por terceiro, e que a titular não explicou o modo de obtenção do cartão e senha, indicando que os forneceu ou negligenciou sua guarda; a modificação desse entendimento exigiria reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula n.7/STJ; além disso, a inversão do ônus da prova é discricionária e não se justificou no caso concreto. Assim, negou-se provimento ao agravo e manteve-se o afastamento da responsabilidade do banco.

Parties
Recorrente: parte autora; Recorrida: instituição financeira; Terceira (filha Da Correntista): Tainá
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
26 June 2024
Procedural Posture
Agravo Nos Próprios Autos (cpc/2015, Art. 1.042) Interposto Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão Interlocutória Em Agravo Nos Próprios Autos, Julgamento De Admissibilidade E Mérito Do Agravo
Outcome
Negado provimento ao agravo
Legal Topics
Ônus Da Prova, Inversão Do Ônus Da Prova, Responsabilidade Civil Do Fornecedor (art.14 Cdc), Súmula 7/stj (impossibilidade De Reexame De Provas), Honorários Advocatícios, Gratuidade Da Justiça

Case Brief

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Parties

parte autora

Recorrente

instituição financeira

Recorrida

Tainá

Terceira (filha Da Correntista)

Procedural Posture

Agravo Nos Próprios Autos (cpc/2015, Art. 1.042) Interposto Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão Interlocutória Em Agravo Nos Próprios Autos, Julgamento De Admissibilidade E Mérito Do Agravo

  1. 1 Se cabia a inversão do ônus da prova nos termos do art.6º, VIII, CDC
  2. 2 Se a instituição financeira era responsável por transferências realizadas por pessoa que detinha cartão e senha
  3. 3 Se seria necessário o reexame de fatos e provas para modificar o acórdão recorrido, vedado pela Súmula n.7/STJ

Ratio Decidendi

O TJRS concluiu, com base na análise probatória, que as transferências foram realizadas pela filha da titular, sem demonstração de fraude por terceiro, e que a titular não explicou o modo de obtenção do cartão e senha, indicando que os forneceu ou negligenciou sua guarda; a modificação desse entendimento exigiria reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula n.7/STJ; além disso, a inversão do ônus da prova é discricionária e não se justificou no caso concreto. Assim, negou-se provimento ao agravo e manteve-se o afastamento da responsabilidade do banco.

Court Disposition

Negado provimento ao agravo

Orders

  • Nego provimento ao agravo.
  • Majoro os honorários advocatícios em 20% (vinte por cento) do valor arbitrado, na forma do art. 85, § 11, do CPC/2015, observando-se os limites dos §§ 2º e 3º do referido dispositivo.