REsp 2136647 - DECISAO
Rejeitaram-se os embargos porque a decisão embargada não padecia de obscuridade, contradição, omissão ou erro material, tendo expressamente mantido inalterada a distribuição dos ônus sucumbenciais ao conceder apenas a inclusão da obrigação de custeio da equoterapia; assim, os embargos pretendiam reformar o julgado...
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- Parties
- Embargante: A. B. DE S.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 July 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão (stj)
- Outcome
- rejeitados os embargos de declaração
- Legal Topics
- Ônus Sucumbenciais, Equoterapia, Embargos De Declaração, Art. 1.022 Do Código De Processo Civil, Art. 1.026 Do Código De Processo Civil
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Parties
A. B. DE S.
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão (stj)
Legal Issues
- 1 omissão na redistribuição dos ônus de sucumbência na segunda instância
- 2 inclusão da obrigação de custeio de equoterapia na condenação
- 3 natureza infringente dos embargos de declaração
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos porque a decisão embargada não padecia de obscuridade, contradição, omissão ou erro material, tendo expressamente mantido inalterada a distribuição dos ônus sucumbenciais ao conceder apenas a inclusão da obrigação de custeio da equoterapia; assim, os embargos pretendiam reformar o julgado por via inadequada.
Court Disposition
rejeitados os embargos de declaração
Orders
- Rejeitam-se os embargos de declaração
- Advertência sobre aplicação da multa prevista no art. 1.026 do Código de Processo Civil em caso de embargos protelatórios
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de embargos declaratórios opostos por A. B. DE S. à decisão que deu parcial provimento ao seu recurso especial para incluir na condenação imposta à ora recorrida a obrigação de fazer consistente no custeio do tratamento de equoterapia do menor ora recorrente (e-STJ fls. 774-777). Nas razões dos presentes aclaratórios, o embargante sustenta haver omissão na decisão, pois alega que não houve a redistribuição dos ônus de sucumbência com fundamento no art. 86 do Código de Processo Civil na segunda instância. Afirma que obteve êxito nos pedidos de cobertura de fisioterapia sem limites de sessões por ano de contrato e Equoterapia. Impugnação às e-STJ fls. 793-794. É o relatório. DECIDO. Não prospera a inconformidade veiculada nos presentes aclaratórios. Verifica-se, desde logo, que a decisão embargada não padece de nenhum dos vícios ensejadores dos embargos de declaração enumerados no art. 1.022 do Código de Processo Civil: obscuridade, contradição, omissão ou erro material. No caso, constou expressamente na decisão embargada que a distribuição dos ônus de sucumbência manteve-se inalterada, como se observa do seguinte trecho: "Ante o exposto, dou provimento ao recurso especial para, reformando o acórdão recorrido, incluir na condenação imposta à ora recorrida a obrigação de fazer consistente no custeio do tratamento de equoterapia do menor ora recorrente, mantendo inalterada, todavia, a distribuição dos ônus sucumbenciais" (e-STJ fl. 777 - grifou-se ). Isso porque o provimento foi tão-somente para incluir na condenação a obrigação de custeio de equoterapia. Com efeito, extrai-se dos autos que foram pleiteados os seguintes tratamentos: fisioterapia, equoterapia, hidroterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia especializada, terapia intensiva em PediaSuit com conceito neuroevolutivo Bobath com fornecimento de órtese terapêutica. O Tribunal de origem determinou a cobertura somente das sessões de fisioterapia e manteve a obrigação do autor de arcar com os ônus de sucumbência. Assim, mesmo diante do provimento da pretensão referente à equoterapia, com o êxito do recurso especial interposto, verifica-se que o réu decaiu de parte mínima de seu pedido, motivo pelo qual os ônus de sucumbência permaneceram inalterados. Nesse contexto, ausentes quaisquer dos vícios ensejadores dos aclaratórios, afigura-se patente o intuito infringente da presente irresignação, que objetiva não suprimir omissão, afastar obscuridade, eliminar contradição ou sanar erro material, mas, sim, reformar o julgado por via inadequada. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração com a advertência de que, havendo reiteração de embargos protelatórios, a multa prevista no art. 1.026 do Código de Processo Civil será aplicada. Publique-se. Intimem-se. EMENTA