AREsp 2679419 - DECISAO
Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial, porque não há prova cabal do pagamento administrativo em nome do executado e a parte sequer foi citada, havendo indícios de pagamento por terceiros; ademais, a revisão da distribuição dos ônus sucumbenciais e dos valores de honorários envolve análise de fato e...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo De Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo
- Outcome
- Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
- Legal Topics
- Ônus Sucumbenciais, Custas Processuais, Inversão Do Ônus, Extinção Do Feito (art. 924, III, Do Cpc), Dissídio Jurisprudencial, Súmula 7/stj
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Procedural Posture
Agravo De Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo
Legal Issues
- 1 responsabilidade pelo pagamento das custas processuais quando há pagamento administrativo antes da citação
- 2 admissibilidade do Recurso Especial (divergência jurisprudencial e alínea 'a' do art. 105, III, da CF)
- 3 alcance da Súmula 7/STJ sobre análise de fatos e provas
Ratio Decidendi
Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial, porque não há prova cabal do pagamento administrativo em nome do executado e a parte sequer foi citada, havendo indícios de pagamento por terceiros; ademais, a revisão da distribuição dos ônus sucumbenciais e dos valores de honorários envolve análise de fato e prova, vedada no Recurso Especial pela Súmula 7/STJ, e a tese de dissídio jurisprudencial restou prejudicada pela análise na alínea 'a' do permissivo constitucional.
Court Disposition
Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de Agravo de decisão que inadmitiu Recurso Especial (art. 105, III, "a" e "c", da CF) interposto contra acórdão cuja ementa é a seguinte: APELAÇÃO CÍVEL. EXECUÇÃO FISCAL. SENTENÇA DE EXTINÇÃO DO FEITO (ART. 924, III, DO CPC). CONDENAÇÃO DO EXEQUENTE AO PAGAMENTO DAS CUSTAS PROCESSUAIS, EXCETUADA A TAXA JUDICIÁRIA. PRETENSÃO DE INVERSÃO DO ÔNUS SUCUMBENCIAL PELA APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA CAUSALIDADE. IMPOSSIBILIDADE. PARTE EXECUTADA NÃO CITADA. QUITAÇÃO DA DÍVIDA TRIBUTÁRIA REALIZADA SEM COMPROVANTE DE PAGAMENTO EM NOME DO EXECUTADO, DOCUMENTAÇÃO GENÉRICA QUE DEMONSTRA A QUITAÇÃO. CIRCUNSTÂNCIA QUE NÃO EVIDENCIA A CIÊNCIA DA PARTE EXECUTADA QUANTO À EXISTÊNCIA DA PRESENTE EXECUÇÃO. ÔNUS SUCUMBENCIAIS CORRETAMENTE ATRIBUÍDOS AO EXEQUENTE. CONDENAÇÃO DO MUNICÍPIO AO PAGAMENTO DAS CUSTAS PROCESSUAIS. REFORMA PARCIAL DA SENTENÇA, PARA RECONHECER **EX OFFICIO** TAMBÉM O DIREITO À ISENÇÃO DO FUNREJUS (ARTIGO 21 DA INSTRUÇÃO NORMATIVA TJPR N.º 01/1999 C/C LEI ORDINÁRIA ESTADUAL/PR N.º 12.216/1998). MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA QUE PODE SER REFORMADA DE OFÍCIO E SEM CONFIGURAR REFORMATIO IN PEJUS. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. No Recurso Especial, o agravante sustenta que ocorreu divergência jurisprudencial e violação do art. 90 do Código de Processo Civil. Argumenta que, mesmo após o pagamento administrativo da dívida pelo devedor, as custas processuais devem ser arcadas pelo executado. Sem contraminuta. É o relatório. Decido. Os autos foram recebidos neste Gabinete em 15.8.2024. A controvérsia centraliza-se na distribuição dos ônus sucumbenciais, especialmente no que tange à responsabilidade pelo pagamento das custas processuais quando há extinção do crédito tributário pelo suposto pagamento administrativo após o início da ação e antes da citação efetiva da parte executada. No enfrentamento da matéria, o Tribunal de origem consignou: (..) A hipótese dos autos, entretanto, não se amolda ao precedente do Superior Tribunal de Justiça, já que não há prova cabal do pagamento da dívida na via administrativa em nome da parte executada. Logo, não há que se falar em inversão do ônus sucumbencial em desfavor da parte executada, como pretende o apelante, haja vista que a relação processual não foi triangularizada com a citação do devedor, bem como há indícios de que o pagamento administrativo do débito tributário se deu por terceiros. Assim, essa situação, aliada à circunstância de que a parte executada sequer foi citada, de modo que ela não pôde se defender da exigibilidade da dívida tributária, enseja a manutenção da condenação do exequente ao pagamento das custas processuais, pois atraiu para si o ônus da sucumbência em razão do princípio da causalidade. Nesse sentido, já decidiu este Egrégio Tribunal de Justiça: (..) Conforme disposto no decisum combatido, "a hipótese dos autos, entretanto, não se amolda ao precedente do Superior Tribunal de Justiça, já que não há prova cabal do pagamento da dívida na via administrativa em nome da parte executada". A revisão dos valores arbitrados a título de honorários advocatícios, bem como da distribuição dos ônus sucumbenciais, envolve ampla análise de questões de fato e de prova, consoante as peculiaridades de cada caso concreto, situação que é obstada no âmbito do Recurso Especial nos termos da Súmula 7/STJ. Ressalte-se, por fim, que fica prejudicada a apreciação da divergência jurisprudencial quando a tese sustentada já foi afastada no exame do Recurso Especial pela alínea "a" do permissivo constitucional. Nessa senda: AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. COFINS. BASE DE CÁLCULO. TEMA CONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO DO APELO NOBRE. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. ANÁLISE. PREJUÍZO. (..) 3. Prejudicada a análise do suscitado dissídio jurisprudencial quando a tese veiculada nas razões do especial é afastada pela análise da irresignação fundada na alínea a do permissivo constitucional. Precedentes. 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no REsp 1.251.683/RJ, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe 19/4/2021) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO RECORRIDO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. PROVIMENTO DO CSM. ATO NORMATIVO NÃO ENQUADRADO COMO LEI FEDERAL. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. ANÁLISE PREJUDICADA. (..) 2. Resta prejudicada a análise da divergência jurisprudencial quando a tese sustentada já foi afastada no exame do recurso especial pela alínea a do permissivo constitucional. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1.673.561/SP, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe 25/3/2021) Diante do exposto, conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA