REsp 2161721 - DECISAO
Não conheceu-se do recurso especial de ANÍBAL por ausência de prequestionamento da matéria relativa à quantificação dos danos morais (Súmula 211/STJ). Conheceu-se parcialmente do recurso da CONSULFAC e negou-se provimento porque o Tribunal de origem corretamente aplicou a Lei n. 6.766/1979 diante da constatação pericial de que o projeto não foi executado integralmente, não houve licenciamento ambiental e existiu degradação ambiental; além disso, a responsabilidade por recomposição ambiental é objetiva, propter rem e solidária, podendo recair sobre adquirentes ou anteriores (Súmula 623/STJ e jurisprudência do STJ).
- Parties
- Recorrente: CONSULFAC ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS LTDA.; Recorrente: ANÍBAL CARVALHO DE AGUIAR FILHO (ESPÓLIO)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 October 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Monocrática Sobre Admissibilidade E Provimento
- Outcome
- NÃO CONHEÇO do Recurso Especial de ANÍBAL CARVALHO DE AGUIAR FILHO (ESPÓLIO); CONHEÇO PARCIALMENTE do Recurso Especial de CONSULFAC ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS LTDA. e, nessa extensão, NEGO-LHE PROVIMENTO.
- Legal Topics
- Ação Civil Pública, Loteamento Irregular, Licenciamento Ambiental, Danos Morais Coletivos, Responsabilidade Propter Rem, Prequestionamento, Súmula 211/stj, Súmula 623/stj
Case Brief
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Parties
CONSULFAC ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS LTDA.
Recorrente
ANÍBAL CARVALHO DE AGUIAR FILHO (ESPÓLIO)
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Monocrática Sobre Admissibilidade E Provimento
Legal Issues
- 1 Aplicação da Lei n. 6.766/1979 a loteamento aprovado antes de sua vigência
- 2 Responsabilidade de adquirente/alienante por danos ambientais (natureza propter rem e solidariedade)
- 3 Obrigação do ente municipal como subsidiário na regularização do loteamento
Ratio Decidendi
Não conheceu-se do recurso especial de ANÍBAL por ausência de prequestionamento da matéria relativa à quantificação dos danos morais (Súmula 211/STJ). Conheceu-se parcialmente do recurso da CONSULFAC e negou-se provimento porque o Tribunal de origem corretamente aplicou a Lei n. 6.766/1979 diante da constatação pericial de que o projeto não foi executado integralmente, não houve licenciamento ambiental e existiu degradação ambiental; além disso, a responsabilidade por recomposição ambiental é objetiva, propter rem e solidária, podendo recair sobre adquirentes ou anteriores (Súmula 623/STJ e jurisprudência do STJ).
Court Disposition
NÃO CONHEÇO do Recurso Especial de ANÍBAL CARVALHO DE AGUIAR FILHO (ESPÓLIO); CONHEÇO PARCIALMENTE do Recurso Especial de CONSULFAC ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS LTDA. e, nessa extensão, NEGO-LHE PROVIMENTO.
Orders
- Publique-se e intimem-se.
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