REsp 2172209 - ACORDAO
O Tribunal concluiu que não houve violação aos arts. 489 e 1.022 do CPC porque o acórdão de origem examinou as questões relevantes com fundamentação suficiente; a pretensão de afastar a responsabilidade e a legitimidade passiva da agravante demandaria reexame de matéria fática, o que é inviável em recurso especial em razão da Súmula n. 7/STJ; e a multa do art. 1.021, §4º do CPC não se impõe automaticamente pelo mero desprovimento unânime do agravo interno, exigindo-se demonstração de manifesta inadmissibilidade ou improcedência, o que não ocorreu.
- Parties
- Agravante/recorrente: REFLORESTADORA SPINA LTDA; Autor: MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO; Réu: MUNICÍPIO DE SÃO LOURENÇO DA SERRA; Réu: TOBIATÃ EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS EIRELI; Sucessora: VITÓRIA FLORESTAL; Réu: VICENTE IMÓVEIS; Réu: CÉZAR FILHO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 April 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Recurso Especial / Julgado Pela Primeira Turma Agravo Interno Improvido (decisão Em Sessão Virtual)
- Legal Topics
- Ação Civil Pública, Omíssão/contradição/omissão De Acórdão (arts. 489 E 1.022 Cpc), Legitimidade Passiva E Responsabilidade Por Loteamento Clandestino, Reexame De Prova E Súmula N. 7/stj, Multa Do Art. 1.021, § 4º Do CPC
Case Brief
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Parties
REFLORESTADORA SPINA LTDA
Agravante/recorrente
MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO
Autor
MUNICÍPIO DE SÃO LOURENÇO DA SERRA
Réu
TOBIATÃ EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS EIRELI
Réu
VITÓRIA FLORESTAL
Sucessora
VICENTE IMÓVEIS
Réu
CÉZAR FILHO
Réu
Procedural Posture
Agravo Interno No Recurso Especial / Julgado Pela Primeira Turma Agravo Interno Improvido (decisão Em Sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 Existência de omissão, obscuridade ou contradição no acórdão recorrido (arts. 489 e 1.022 CPC)
- 2 Legitimidade passiva e responsabilidade da Reflorestadora Spina por loteamento clandestino
- 3 Possibilidade de reexame de matéria fática em recurso especial (Súmula n. 7/STJ)
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que não houve violação aos arts. 489 e 1.022 do CPC porque o acórdão de origem examinou as questões relevantes com fundamentação suficiente; a pretensão de afastar a responsabilidade e a legitimidade passiva da agravante demandaria reexame de matéria fática, o que é inviável em recurso especial em razão da Súmula n. 7/STJ; e a multa do art. 1.021, §4º do CPC não se impõe automaticamente pelo mero desprovimento unânime do agravo interno, exigindo-se demonstração de manifesta inadmissibilidade ou improcedência, o que não ocorreu.
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