AREsp 1702697 - ACORDAO

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Negou-se provimento ao agravo interno porque para modificar o entendimento da Corte de origem seria necessário reexame do conjunto fático-probatório, hipótese vedada pelas Súmulas 7 do STJ e 735 do STF; ademais, aplicando-se o Código de Defesa do Consumidor às relações entre concessionária e usuário final, a cobrança conjunta por único código de barras, sem prévia e expressa autorização do consumidor, condiciona indevidamente o fornecimento de serviço essencial ao pagamento do tributo, justificando a manutenção da tutela antecipada que impõe emissão de faturas com dois códigos de barras e proíbe a interrupção do fornecimento quando apenas o consumo é pago.

Parties
Agravante: Companhia Piratininga de Força e Luz - CPFL; Autor Da Ação Civil Pública: Ministério Público do Estado de São Paulo; Réu: Município da Estância Turística de Itu
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
06 April 2021
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Acórdão (negado Provimento)
Outcome
Agravo interno improvido
Legal Topics
Ação Civil Pública, Iluminação Pública, Tarifa De Energia Elétrica, Contribuição Para Custeio De Iluminação Pública CIP, Tutela Antecipada, Súmula 7 Do STJ, Súmula 735 Do STF, Código De Defesa Do Consumidor

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Parties

Companhia Piratininga de Força e Luz - CPFL

Agravante

Ministério Público do Estado de São Paulo

Autor Da Ação Civil Pública

Município da Estância Turística de Itu

Réu

Procedural Posture

Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Acórdão (negado Provimento)

  1. 1 Possibilidade de cobrança conjunta da tarifa de energia elétrica e da contribuição de iluminação pública por meio de único código de barras
  2. 2 Requisitos para concessão de tutela antecipada e necessidade de reexame fático-probatório
  3. 3 Aplicação do Código de Defesa do Consumidor às relações entre concessionária e usuário final

Ratio Decidendi

Negou-se provimento ao agravo interno porque para modificar o entendimento da Corte de origem seria necessário reexame do conjunto fático-probatório, hipótese vedada pelas Súmulas 7 do STJ e 735 do STF; ademais, aplicando-se o Código de Defesa do Consumidor às relações entre concessionária e usuário final, a cobrança conjunta por único código de barras, sem prévia e expressa autorização do consumidor, condiciona indevidamente o fornecimento de serviço essencial ao pagamento do tributo, justificando a manutenção da tutela antecipada que impõe emissão de faturas com dois códigos de barras e proíbe a interrupção do fornecimento quando apenas o consumo é pago.

Court Disposition

Agravo interno improvido

Orders

  • Negar provimento ao agravo interno
  • Manter a decisão de primeiro grau que determinou que CPFL e o Município emitam faturas mensais com dois códigos de barras, distinguindo valores de consumo e da Contribuição para Custeio de Iluminação Pública - CIP