REsp 2212666 - ACORDAO

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Negou‑se provimento ao agravo interno porque prevalece a orientação da Segunda Turma de que, para reservatórios com registro ou outorga anterior à Medida Provisória n.º 2.166-67/2001 (24/08/2001), a faixa de APP deve ser definida na licença ambiental e o art. 62 do Código Florestal só consolida ocupações antrópicas preexistentes a 22/07/2008; no caso, a UHE Ilha Solteira tem outorga anterior à MP/2001 e a prova pericial concluiu pela inexistência de intervenções na APP, razão pela qual a sentença de improcedência e a decisão recorrida devem ser mantidas.

Parties
Autor: Ministério Público Federal (MPF); Réu: Sandra Fiorilli Assunção; Réu: Sinvaldo Carneiro Assunção; Réu: Companhia Energética de São Paulo (CESP); Réu: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); Réu: Município de Santa Albertina/SP
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
27 April 2026
Procedural Posture
Agravo Interno (contra Decisão Que Não Conheceu Do Recurso Especial) / Julgado Pela Segunda Turma Em Sessão Virtual De 16/04/2026 a 22/04/2026
Outcome
Agravo interno improvido; negado provimento ao recurso
Legal Topics
Ação Civil Pública, Área De Preservação Permanente (app), Código Florestal Art. 62, Marco Temporal, Prova Pericial, Honorários Periciais

Case Brief

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Parties

Ministério Público Federal (MPF)

Autor

Sandra Fiorilli Assunção

Réu

Sinvaldo Carneiro Assunção

Réu

Companhia Energética de São Paulo (CESP)

Réu

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)

Réu

Município de Santa Albertina/SP

Réu

Procedural Posture

Agravo Interno (contra Decisão Que Não Conheceu Do Recurso Especial) / Julgado Pela Segunda Turma Em Sessão Virtual De 16/04/2026 a 22/04/2026

  1. 1 Delimitação de Área de Preservação Permanente em reservatório de usina hidrelétrica
  2. 2 Aplicação do art. 62 da Lei n. 12.651/2012 e marco temporal aplicável
  3. 3 Efeito da prova pericial sobre a existência de intervenções na APP

Ratio Decidendi

Negou‑se provimento ao agravo interno porque prevalece a orientação da Segunda Turma de que, para reservatórios com registro ou outorga anterior à Medida Provisória n.º 2.166-67/2001 (24/08/2001), a faixa de APP deve ser definida na licença ambiental e o art. 62 do Código Florestal só consolida ocupações antrópicas preexistentes a 22/07/2008; no caso, a UHE Ilha Solteira tem outorga anterior à MP/2001 e a prova pericial concluiu pela inexistência de intervenções na APP, razão pela qual a sentença de improcedência e a decisão recorrida devem ser mantidas.

Court Disposition

Agravo interno improvido; negado provimento ao recurso

Orders

  • Negar provimento ao agravo interno
  • Manter a decisão recorrida que não conheceu do recurso especial