REsp 2102011 - DECISAO
Conheceu-se em parte do Recurso Especial e negou-se provimento, por entender que não houve omissão no acórdão recorrido quanto ao pedido de retirada de pauta e que os argumentos do INCRA relativos à exigência de demonstração de culpa (arts. 3º e 14 da Lei n. 6.938/1981) não são aptos a infirmar as conclusões fáticas...
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- Parties
- Recorrente: INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA; Recorrido (custos Iuris): MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 April 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Monocrática De Relator (conhecimento Em Parte E Negação De Provimento)
- Outcome
- Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Ação Civil Pública Ambiental, Responsabilidade Por Degradação Ambiental E Obrigação De Recuperação (prad), Remessa Necessária, Embargos De Declaração, Pedido De Retirada De Pauta/julgamento Virtual, Prevenção De Reexame De Fatos E Provas (súmula 7/stj), Deficiência De Fundamentação (súmula 284/stf), Assentamento Rural/reforma Agrária
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Parties
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA
Recorrente
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Recorrido (custos Iuris)
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Monocrática De Relator (conhecimento Em Parte E Negação De Provimento)
Legal Issues
- 1 alegação de omissão no acórdão quanto ao indeferimento do pedido de retirada de pauta/julgamento presencial
- 2 necessidade de demonstrar culpa da pessoa jurídica de direito público para imputação de responsabilidade por degradação ambiental (arts. 3º e 14 da Lei n. 6.938/1981)
- 3 possibilidade de decisão monocrática do relator com fundamento em entendimento dominante e súmulas
Ratio Decidendi
Conheceu-se em parte do Recurso Especial e negou-se provimento, por entender que não houve omissão no acórdão recorrido quanto ao pedido de retirada de pauta e que os argumentos do INCRA relativos à exigência de demonstração de culpa (arts. 3º e 14 da Lei n. 6.938/1981) não são aptos a infirmar as conclusões fáticas do tribunal de origem de que a degradação advém de ocupação irregular e inércia do INCRA; aplicou-se, por analogia, a orientação da Súmula 284/STF e foram observadas as limitações ao reexame de fatos e provas previstas na Súmula 7/STJ, legitimando a decisão monocrática do relator nos termos do art. 932 do CPC e do Regimento Interno.
Court Disposition
Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento.
Orders
- Publique-se e intimem-se.
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1 paragraphs
DECISÃO Vistos. Trata-se de Recurso Especial interposto pelo INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA contra acórdão prolatado, por unanimidade, pela 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região no julgamento de Reexame Necessário e Apelação, assim ementado (fls. 2.254/2.256e): AÇÃO CIVIL PÚBLICA. AMBIENTAL. ARTIGO 225 DA CRFB/88. ASSENTAMENTO RURAL FAZENDA MATUTINA. ANTERIOR DESAPROPRIAÇÃO PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA. ARTS. 184 A 186 DA CRFB/88. DEGRADAÇÃO AMBIENTAL PERPRETADA AO LONGO DO TEMPO. FUNÇÃO SÓCIOAMBIENTAL DA PROPRIEDADE. INÉRCIA DO ENTE EXPROPRIANTE. DIREITO INTERGERACIONAL. RESOLUÇÃO CONAMA 458/2016. PARCIAL PROVIMENTO. .. 23. Remessa necessária e recurso de apelação do MPF parcialmente providos para, reformando a sentença, julgar parcialmente procedente o pedido, a fim de condenar o INCRA à obrigação de recuperar as áreas já degradadas da área expropriada, denominada Projeto de Assentamento Rural da Fazenda Matutina, por meio de medidas fixadas em PRAD - Plano de Recuperação de Áreas Degradadas a ser apresentado à autoridade ambiental competente, nos termos do requerido pelo MPF no item 4 da exordial, abstendo-se o ente de proceder a novos assentamentos até que efetivada tal recuperação. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados (fls. 2.303/2.310e). Com amparo no art. 105, III, a, da Constituição da República, aponta-se ofensa aos dispositivos a seguir relacionados, alegando-se, em síntese, que: i. Arts. 489, § 1º, I, III e IV, e 1.022, II e parágrafo único, II, do Código de Processo Civil - o acórdão recorrido foi omisso quanto à " .. violação ao contraditório e ampla defesa, malgrado pedido explícito aviado nos embargos de declaração" (fl. 2.342e); ii. Arts. 3º e 14 da Lei n. 6.938/1981 - " .. entende-se que quando se tratar de degradação ambiental decorrente da omissão da pessoa jurídica de direito público, deve-se buscar demonstrar a culpa em cada caso. Uma das providências que podem ser adotadas de modo a configurar a culpa pela omissão a ser eventualmente imputada ao órgão público é a sua notificação prévia antes da autuação" (fl. 2.346e). Com contrarrazões (fls. 2.366/2.372e), o recurso foi admitido (fls. 2.384/2.387e). O Ministério Público Federal manifestou-se, na qualidade de custos iuris, às fls. 2.407/2.413e. Feito breve relato, decido. Por primeiro, consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, in casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. Nos termos do art. 932, III e IV, do estatuto processual, combinado com os arts. 34, XVIII, a e b, e 255, I e II, do Regimento Interno desta Corte, o Relator está autorizado, mediante decisão monocrática, respectivamente, a não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida, bem como a negar provimento a recurso ou a pedido contrário à tese fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral (arts. 1.036 a 1.041), a entendimento firmado em incidente de assunção de competência (art. 947), à súmula do Supremo Tribunal Federal ou desta Corte ou, ainda, à jurisprudência dominante acerca do tema, consoante Enunciado da Súmula n. 568/STJ: O Relator, monocraticamente e no Superior Tribunal de Justiça, poderá dar ou negar provimento ao recurso quando houver entendimento dominante acerca do tema. O Recorrente sustenta a existência de omissão no acórdão recorrido, não sanada no julgamento dos embargos de declaração, porquanto não examinada a alegação concernente ao indeferimento do pedido de retirada de pauta. Ao prolatar o acórdão mediante o qual os embargos de declaração foram analisados, o tribunal de origem enfrentou a controvérsia nos seguintes termos (fls. 2.305/2.307e): Ademais, inexiste o vício apontado pelo embargante no tocante ao indeferimento do pedido de retirada de pauta por oposição ao julgamento virtual. O acórdão recorrido expressamente assentou que o recorrente não indicou a razão pela qual requereu o julgamento presencial do processo, "não sinalizando sequer a pretensão de realizar sustentação oral". Partindo-se da premissa de que os requerimentos judiciais necessitam de motivação, bem como que a razão exclusiva para o pedido de retirada da pauta virtual seria a realização de sustentação oral, depreende-se a correção da manutenção do feito na pauta virtual, em consonância com os dos artigos 149-A e 149-B do Regimento Interno, deste Tribunal, e do artigo 3º, § 2º, da Resolução nº TRF2-RSP-2021/00058, de 20/07/2021. .. Percebe-se, pois, que a parte embargante pretende, na verdade, modificar o julgado, com a rediscussão da matéria, e não sanar um suposto vício. Note-se que somente em hipóteses excepcionais pode-se emprestar efeitos infringentes aos embargos de declaração, não sendo este o caso do presente recurso. No caso, não verifico omissão acerca de questão essencial ao deslinde da controvérsia e oportunamente suscitada, tampouco de outro vício a impor a revisão do julgado. Nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, cabe a oposição de embargos de declaração para: i) esclarecer obscuridade ou eliminar contradição; ii) suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento; e, iii) corrigir erro material. A omissão, definida expressamente pela lei, ocorre na hipótese de a decisão deixar de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento. O Código de Processo Civil considera, ainda, omissa, a decisão que incorra em qualquer uma das condutas descritas em seu art. 489, § 1º, no sentido de não se considerar fundamentada a decisão que: i) se limita à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua relação com a causa ou a questão decidida; ii) emprega conceitos jurídicos indeterminados; iii) invoca motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão; iv) não enfrenta todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador; v) invoca precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes, nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos; e, vi) deixa de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento. Sobreleva notar que o inciso IV do art. 489 do Código de Processo Civil de 2015 impõe a necessidade de enfrentamento, pelo julgador, dos argumentos que possuam aptidão, em tese, para infirmar a fundamentação do julgado embargado. Esposando tal entendimento, precedente desta Corte: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. ACÓRDÃO EMBARGADO QUE NÃO EXAMINOU O MÉRITO DA CONTROVÉRSIA EM VIRTUDE DA INCIDÊNCIA À ESPÉCIE DA SÚMULA N. 7 DESTA CORTE. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA CONFIRMADA NO JULGAMENTO DO AGRAVO INTERNO. SÚMULA N. 315/STJ. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ALEGAÇÕES DE VÍCIOS NO ACÓRDÃO EMBARGADO. VÍCIOS INEXISTENTES. I - Os embargos não merecem acolhimento. Se o recurso é inapto ao conhecimento, a falta de exame da matéria de fundo impossibilita a própria existência de omissão quanto a esta matéria. Nesse sentido: EDcl nos EDcl no AgInt no RE nos EDcl no AgInt no REsp 1.337.262/RJ, relator Ministro Humberto Martins, Corte Especial, julgado em 21/3/2018, DJe 5/4/2018; EDcl no AgRg no AREsp 174.304/PR, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 10/4/2018, DJe 23/4/2018; EDcl no AgInt no REsp 1.487.963/RS, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 24/10/2017, DJe 7/11/2017. II - Segundo o art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, os embargos de declaração são cabíveis para esclarecer obscuridade; eliminar contradição; suprir omissão de ponto ou questão sobre as quais o juiz devia pronunciar-se de ofício ou a requerimento; e/ou corrigir erro material. III - Conforme entendimento pacífico desta Corte: "O julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão. A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 veio confirmar a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida." (EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (desembargadora Convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016). IV - O acórdão é claro e sem obscuridades quanto aos vícios indicados pela parte embargante, conforme se confere dos seguintes trechos: Mediante análise dos autos, verifica-se que o acórdão embargado concluiu pela impossibilidade de se analisar o mérito do recurso especial em razão da incidência, no ponto, da Súmula n. 7/STJ. Tal situação impede, por si só, o conhecimento desta via de impugnação, pois não se admite a interposição de embargos de divergência na hipótese de não ter sido analisado o mérito do recurso especial, a teor da Súmula n. 315 desta Corte Superior: "Não cabem embargos de divergência no âmbito do agravo de instrumento que não admite recurso especial." V - Nesse mesmo sentido trago à colação julgado desta Corte Especial: AgInt nos EREsp n. 1.960.526/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Corte Especial, julgado em 7/3/2023, DJe de 13/3/2023. VI - A contradição que vicia o julgado de nulidade é a interna, em que se constata uma inadequação lógica entre a fundamentação posta e a conclusão adotada, o que, a toda evidência, não retrata a hipótese dos autos. Nesse sentido: E Dcl no AgInt no RMS 51.806/ES, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 16/5/2017, DJe 22/5/2017; EDcl no REsp 1.532.943/MT, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 18/5/2017, DJe 2/6/2017. VII - Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no AgInt nos EAREsp n. 1.991.078/SP, Relator Ministro FRANCISCO FALCÃO, CORTE ESPECIAL, julgado em 09.05.2023, DJe de 12.05.2023). E depreende-se da leitura do acórdão integrativo que a controvérsia foi examinada de forma satisfatória, mediante apreciação da disciplina normativa e cotejo ao firme posicionamento jurisprudencial aplicável ao caso. O procedimento encontra amparo em reiteradas decisões no âmbito desta Corte Superior, de cujo teor merece destaque a rejeição dos embargos declaratórios uma vez ausentes os vícios do art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015 (v.g. Corte Especial, EDcl no AgInt nos EAREsp n. 1.990.124/MG, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, DJe de 14.8.2023; 1ª Turma, EDcl no AgInt nos EDcl nos EDcl nos EDcl no REsp n. 1.745.723/RJ, Rel. Min. Sérgio Kukina, DJe de 7.6.2023; e 2ª Turma, EDcl no AgInt no AREsp n. 2.124.543/RJ, Rel. Min. Assusete Magalhães, DJe de 23.5.2023). Além disso, em relação à suscitada ofensa aos arts. 3º e 14 da Lei n. 6.938/1981, nas suas razões recursais, a parte recorrente sustenta a necessidade de se perquirir a culpa para fins de imputar responsabilidade em seu desfavor, sendo tal alegação inidônea a infirmar os fundamentos adotados pela Corte de origem, quais sejam, in verbis (fl. 2.251e): Da análise extrai-se, portanto, ser incontroverso que o processo erosivo do solo, o assoreamento hidrográfico e o processo de degradação da área, caracterizada como de preservação permanente (art. 1º, II da Lei4.771/65, atual art. 3º, II da Lei 12.651/2012), são consequência da ocupação irregular do local e fruto de sua má utilização ao longo de décadas. No caso, assegurada formalmente a posse da terra ao ente expropriante, inicialmente de 200ha em dezembro/1998 e, depois, em junho/2005, da área integral objeto da desapropriação, com sentença de procedência proferida em outubro/20086, mostra-se descabido ao INCRA alegar a ausência de posse fática a fim de legitimar seu incontroverso comportamento inerte ao longo do tempo. Não só já existiam famílias assentadas no local, desde o final da década de 90, amparadas por imissão provisória do INCRA no terreno, como também passou a recair sobrea autarquia a responsabilidade de zelar pela viabilidade ambiental do assentamento, tendo logrado título judicial de expropriação em seu favor. Com efeito, ausente comando suficiente nos dispositivos apontados para alterar a mencionada conclusão, razão pela qual o recurso não merece prosperar nesse ponto, incidindo, por analogia, a orientação contida na Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal ("É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia"). Nesse sentido: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA E LAVRA DE MINÉRIOS. PEDIDO PROTOCOLADO NO ÚLTIMO DIA DA LICENÇA ANTERIOR. ACÓRDÃO A QUO QUE CONCLUI, COM BASE NOS FATOS E PROVAS CONSTANTES DOS AUTOS, SER DESARRAZOADO O INDEFERIMENTO DO REQUERIMENTO. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7 DO STJ. ARTIGO 18, INCISO I, DO CÓDIGO DE MINERAÇÃO. DISPOSITIVO LEGAL QUE NÃO CONTEM COMANDO CAPAZ DE SUSTENTAR A TESE RECURSAL E INFIRMAR O JUÍZO FORMULADO PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA N. 284 DO STF. .. 2. Não pode ser conhecido o recurso especial se o dispositivo apontado como violado não contem comando capaz de sustentar a tese recursal e infirmar o juízo formulado no acórdão recorrido. Incidência, por analogia, da orientação posta na Súmula 284/STF. 3. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 385.170/GO, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05/08/2014, DJe 08/08/2014). PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE. NÃO CONHECIMENTO DO ESPECIAL. SÚMULAS 282, 284, 356/STF E 7/STJ. .. 3. O fato de constar na Lei de Licitações a previsão de empreitada integral não infirma, de plano, os dizeres do acórdão no sentido de que não há empecilho à inclusão do fornecimento de imóvel. O conteúdo dos dispositivos mencionados no Especial não tem comando suficiente para alterar o acórdão. Incidência da Súmula 284/STF. 4. Em relação ao índice de reajuste utilizado e à caracterização do ato ímprobo, o acórdão se amparou nas conclusões de laudo pericial e afastou o prejuízo ao Erário. Aplica-se a Súmula 7/STJ à espécie. Ressalto que o art. 11 da LIA nem sequer foi prequestionado, o que também sugere o óbice das Súmulas 282 e 356/STF. 5. Agravo Regimental não provido. (AgRg no AREsp 229.402/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 19/03/2013, DJe 08/05/2013 -destaques meus). Posto isso, com fundamento nos arts. 932, III e IV, do Código de Processo Civil de 2015 e 34, XVIII, a e b, e 255, I e II, do RISTJ, CONHEÇO EM PARTE do Recurso Especial, e, nessa extensão, NEGO-LHE PROVIMENTO. Publique-se e intimem-se. EMENTA