AREsp 1987728 - DECISAO
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial em razão da deficiência de sua fundamentação (ausência de indicação precisa dos dispositivos legais violados, nos termos da Súmula 284/STF) e da falta de prequestionamento da tese pela corte de origem, razão pela qual o recurso especial não foi admitido.
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- Parties
- Agravante/recorrente: JOSEFA VANUBIA DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 December 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno Em Ação Rescisória / Agravo Para Admissão De Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Decisão Por Não Conhecer Do Recurso Especial (não Admissão)
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Ação Rescisória, Decadência, Admissibilidade De Recurso Especial, Prequestionamento, Súmula 284/stf
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Parties
JOSEFA VANUBIA DA SILVA
Agravante/recorrente
Procedural Posture
Agravo Interno Em Ação Rescisória / Agravo Para Admissão De Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Decisão Por Não Conhecer Do Recurso Especial (não Admissão)
Legal Issues
- 1 Ocorrência de decadência do direito de propor ação rescisória
- 2 Deficiência na fundamentação do recurso especial por ausência de indicação precisa de dispositivos legais (Súmula 284/STF)
- 3 Ausência de prequestionamento da tese recursal pela corte de origem
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial em razão da deficiência de sua fundamentação (ausência de indicação precisa dos dispositivos legais violados, nos termos da Súmula 284/STF) e da falta de prequestionamento da tese pela corte de origem, razão pela qual o recurso especial não foi admitido.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por JOSEFA VANUBIA DA SILVA contra a decisão que não admitiu seu recurso especial, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "a", da CF/88, que visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO GRANDE DO NORTE, assim resumido: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM AÇÃO RESCISÓRIA. INSURGÊNCIA QUANTO À DECISÃO QUE JULGOU LIMINARMENTE IMPROCEDENTE O. TRANSCURSO DE MAIS DE DOIS ANOS PEDIDO, PELA OCORRÊNCIA DE DECADÊNCIA ENTRE O TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RESCINDENDA E O AJUIZAMENTO DA DEMANDA RESCISÓRIA. DECADÊNCIA DO DIREITO DA AÇÃO. RECURSO DESPROVIDO. Quanto à controvérsia recursal, pela alínea "a" do permissivo constitucional, traz alegações acerca da não ocorrência da decadência do direito de propor ação rescisória, trazendo o(s) seguinte(s) argumento(s): No entanto, deve-se chamar a atenção para a circunstância que o direito pretendido pela autora e ora recorrente teve seu nascedouro por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário com Repercussão Geral de nº. 765.320, que teve trânsito certificado em 17 de outubro do ano corrente. Em tal Julgado, a Corte Suprema referendou entendimento sobre o qual a contratação temporária de servidores sem concurso público, em que pese não gere direito sobre verbas decorrentes de rescisão trabalhista, enseja, pelo menos, direito a percepção do salário contratado e levantamento do FGTS depositado. (fls. 306). Neste aspecto, o marco inicial para ajuizamento a rescisória seria o dia 17 de outubro de 2017, trânsito em Julgado do Acórdão Paradigma, tendo em vista que a consagração do entendimento apto a legitimar a oposição da presente Ação Rescisória teve origem com a confirmação do resultado do Julgamento. Neste aspecto, vênia concessa, o Acórdão incorre em afronta a dispositivos de Lei Federal contido na dicção do art. 975, § 2º, de maneira a evidenciar que o ajuizamento da demanda rescisória foi atempado. (fls. 307). É, no essencial, o relatório. Decido. Na espécie, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que a parte recorrente deixou de indicar precisamente os dispositivos legais que teriam sido violados, ressaltando que a mera citação de artigo de lei na peça recursal não supre a exigência constitucional. Aplicável, por conseguinte, o enunciado da citada súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nesse sentido: "A ausência de expressa indicação de artigos de lei violados inviabiliza o conhecimento do recurso especial, não bastando a mera menção a dispositivos legais ou a narrativa acerca da legislação federal, aplicando-se o disposto na Súmula n. 284 do STF". (AgInt no AREsp n. 1.684.101/MA, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 26/8/2020.) Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt no ARESP n. 1.611.260/RS, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 26/6/2020; AgInt nos EDcl no REsp n. 1.675.932/PR, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 4/5/2020; AgInt no REsp n. 1.860.286/RO, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 14/8/2020; AgRg nos EDcl no AREsp n. 1.541.707/MS, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJe de 29/6/2020; AgRg no AREsp n. 1.433.038/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe de 14/8/2020; REsp n. 1.114.407/SP, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Seção, DJe de 18/12/2009; e AgRg no EREsp n. 382.756/SC, relatora Ministra Laurita Vaz, Corte Especial, DJe de 17/12/2009. Ademais, não houve o prequestionamento da tese recursal, uma vez que a questão postulada não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente. Nesse sentido: "Quanto à segunda controvérsia, o Distrito Federal alega violação do art. 91, § 1º, do CPC. Nesse quadrante, não houve prequestionamento da tese recursal, uma vez que a questão postulada não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente no sentindo de que a realização de perícia por entidade pública somente ser possível quando requerida pela Fazenda Pública, pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública. " (AgInt no AREsp n. 1.582.679/DF, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 26/05/2020.) Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt no AREsp 1.514.978/SC, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe de 17/6/2020; AgInt no AREsp 965.710/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 19/9/2018; e AgRg no AREsp 1.217.660/SP, relator Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe de 4/5/2018. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.