AR 7823 - ACORDAO
Os embargos de declaração foram rejeitados porque o acórdão embargado estava devidamente fundamentado e não apresentava omissão, obscuridade, contradição ou erro material nos termos do art. 1.022 do NCPC; assim, não cabe utilizar embargos para rediscutir o mérito da decisão que, em conformidade com a jurisprudência,...
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- Parties
- Embargante: MNR6 EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S/A
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 August 2025
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração No Agravo Interno Na Ação Rescisória / Embargos De Declaração Julgados Rejeitados
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados por unanimidade.
- Legal Topics
- Ação Rescisória, Embargos De Declaração, Agravo Interno, Rescisão Contratual, Responsabilidade De Agente Financeiro, Coisa Julgada, Promessa De Compra E Venda
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Parties
MNR6 EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S/A
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração No Agravo Interno Na Ação Rescisória / Embargos De Declaração Julgados Rejeitados
Legal Issues
- 1 Cabimento dos embargos de declaração (art. 1.022 do NCPC)
- 2 Presença de omissão, obscuridade, contradição ou erro material no acórdão
- 3 Manutenção do acórdão que considerou a CEF mera credora fiduciária
Ratio Decidendi
Os embargos de declaração foram rejeitados porque o acórdão embargado estava devidamente fundamentado e não apresentava omissão, obscuridade, contradição ou erro material nos termos do art. 1.022 do NCPC; assim, não cabe utilizar embargos para rediscutir o mérito da decisão que, em conformidade com a jurisprudência, considerou a CEF mera credora fiduciária ilevatando-a à responsabilidade pelos vícios de construção.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados por unanimidade.
Orders
- Rejeitar os embargos de declaração.
- Manter o acórdão impugnado sem modificação.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA SEÇÃO do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 13/08/2025 a 19/08/2025, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, João Otávio de Noronha, Humberto Martins, Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira, Moura Ribeiro e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NA AÇÃO RESCISÓRIA - PROMESSA DE COMPRA E VENDA - AÇÃO DE RESOLUÇÃO CONTRATUAL JULGADA PROCEDENTE - MANUTENÇÃO PELO ACÓRDÃO RESCINDENDO - DELIBERAÇÃO UNIPESSOAL QUE INDEFERIU LIMINARMENTE O PLEITO RESCISÓRIO - INSURGÊNCIA DA EMBARGANTE. 1. O apelo recursal somente é cabível quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição, omissão ou erro material, consoante dispõe o artigo 1.022 do NCPC (art. 535 do CPC/73) 1.1. Na hipótese em tela, o aresto deste órgão fracionário encontra-se devida e suficientemente fundamentado uma vez que esta eg. Segunda Seção, ao examinar a controvérsia, foi clara ao sustentar as razões do desprovimento do agravo interno interposto porquanto a decisão ora questionada proferida nos autos do mantida em sua integralidade pelo AREsp 2000984/RJ colegiado da eg. Terceira Turma, foi expressa e categórica no sentido de que "(..) no caso, a CEF agiu apenas como agente financeiro do empreendimento imobiliário, ou seja, como mera credora fiduciária, no contrato de financiamento para a aquisição do imóvel firmado com a ora recorrente, não podendo, por isso, responder pelos apontados vícios de construção, uma vez que não teve nenhuma influência na escolha do construtor ou nas decisões acerca da edificação do empreendimento." 2. Embargos de declaração rejeitados.
RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO MARCO BUZZI (RELATOR): Cuida-se de embargos de declaração opostos por MNR6 EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S/A contra acórdão desta eg. Segunda Seção, assim ementado: AGRAVO INTERNO NA AÇÃO RESCISÓRIA - PROMESSA DE COMPRA E VENDA - AÇÃO DE RESOLUÇÃO CONTRATUAL JULGADA PROCEDENTE - MANUTENÇÃO PELO ACÓRDÃO RESCINDENDO - DELIBERAÇÃO UNIPESSOAL QUE INDEFERIU LIMINARMENTE O PLEITO RESCISÓRIO - INSURGÊNCIA DA AGRAVANTE. 1. A ação rescisória é medida de acolhimento excepcional, cabível nos limites das hipóteses taxativas de rescindibilidade previstas no art. 966 do CPC/15, em razão da necessidade de se conferir proteção constitucional à coisa julgada e ao princípio da segurança jurídica. 2. Concretamente, a decisão ora questionada proferida nos autos do mantida em sua integralidade pelo AREsp 2000984/RJ colegiado da eg. Terceira Turma, foi expressa e categórica no sentido de que "(..) no caso, a CEF agiu apenas como agente financeiro do empreendimento imobiliário, ou seja, como mera credora fiduciária, no contrato de financiamento para a aquisição do imóvel firmado com a ora recorrente, não podendo, por isso, responder pelos apontados vícios de construção, uma vez que não teve nenhuma influência na escolha do construtor ou nas decisões acerca da edificação do empreendimento." 2.1. A solução dada à controvérsia pela decisão ora combatida, em sintonia com a orientação jurisprudencial deste STJ, não se mostrou em nenhum momento teratológica, mas, sim, restou escolhida como uma daquelas cabíveis à resolução da demanda e ainda que desfavorável à autora da presente ação rescisória, não se revela ofensiva aos dispositivos legais ora suscitados. 3. Agravo interno desprovido. Nas razões do presente apelo recursal, o insurgente repisa o fundamento acerca da presença dos requisitos necessários ao manejo da ação rescisória. Adiciona que apresentou, adequadamente, a violação literal a disposição normativa. Entende, portanto, satisfeitos os seus requisitos e pede, ao final, o seu acolhimento. (fls.1278/1291) Sem impugnação ( fl. 1295). É o relatório. EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NA AÇÃO RESCISÓRIA - PROMESSA DE COMPRA E VENDA - AÇÃO DE RESOLUÇÃO CONTRATUAL JULGADA PROCEDENTE - MANUTENÇÃO PELO ACÓRDÃO RESCINDENDO - DELIBERAÇÃO UNIPESSOAL QUE INDEFERIU LIMINARMENTE O PLEITO RESCISÓRIO - INSURGÊNCIA DA EMBARGANTE. 1. O apelo recursal somente é cabível quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição, omissão ou erro material, consoante dispõe o artigo 1.022 do NCPC (art. 535 do CPC/73) 1.1. Na hipótese em tela, o aresto deste órgão fracionário encontra-se devida e suficientemente fundamentado uma vez que esta eg. Segunda Seção, ao examinar a controvérsia, foi clara ao sustentar as razões do desprovimento do agravo interno interposto porquanto a decisão ora questionada proferida nos autos do mantida em sua integralidade pelo AREsp 2000984/RJ colegiado da eg. Terceira Turma, foi expressa e categórica no sentido de que "(..) no caso, a CEF agiu apenas como agente financeiro do empreendimento imobiliário, ou seja, como mera credora fiduciária, no contrato de financiamento para a aquisição do imóvel firmado com a ora recorrente, não podendo, por isso, responder pelos apontados vícios de construção, uma vez que não teve nenhuma influência na escolha do construtor ou nas decisões acerca da edificação do empreendimento." 2. Embargos de declaração rejeitados. VOTO O EXMO. SR. MINISTRO MARCO BUZZI (RELATOR): Os embargos de declaração não merecem acolhimento. 1. Nos lindes do artigo 1.022 do NCPC (art. 535 do CPC/1973), o recurso de embargos de declaração objetiva somente suprir omissão, dissipar obscuridade, afastar contradição ou sanar erro material encontrável em decisão ou acórdão, não podendo ser utilizado como instrumento para a rediscussão do julgado, como pretende a embargante. Nesse sentido, são os seguintes precedentes desta Corte: AgRg no AREsp 609.464/DF, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 02/06/2015, DJe 12/06/2015. E ainda: EDcl nos EDcl nos EDcl nos EDcl no AgRg no AREsp 552.667/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 05/11/2015, DJe 10/11/2015. Na hipótese em foco, o decisum embargado não possui vício a ser sanado pela via dos embargos declaratórios, uma vez que esta eg. Segunda Seção, ao examinar a controvérsia, foi clara ao sustentar as razões do desprovimento do agravo interno interposto porquanto: i) "a decisão ora questionada proferida nos autos do mantida em sua integralidade pelo AREsp 2000984/RJ colegiado da eg. Terceira Turma, foi expressa e categórica no sentido de que "(..) no caso, a CEF agiu apenas como agente financeiro do empreendimento imobiliário, ou seja, como mera credora fiduciária, no contrato de financiamento para a aquisição do imóvel firmado com a ora recorrente, não podendo, por isso, responder pelos apontados vícios de construção, uma vez que não teve nenhuma influência na escolha do construtor ou nas decisões acerca da edificação do empreendimento."; ii) "a solução dada à controvérsia pela decisão ora combatida, em sintonia com a orientação jurisprudencial deste STJ, não se mostrou em nenhum momento teratológica, mas, sim, restou escolhida como uma daquelas cabíveis à resolução da demanda e ainda que desfavorável à autora da presente ação rescisória, não se revela ofensiva aos dispositivos legais ora suscitados." Diante disso, não havendo notícia de alteração na situação fática, não há razão para modificar a decisão impugnada, bem como por inexistir nenhuma das máculas prevista no art. 1.022 do Código de Processo Civil. Finalmente, cumpre alertar à embargante que a interposição de recursos destituídos de fundamentação idônea será reputada litigância de má-fé. 2. Do exposto, rejeito os presentes embargos declaratórios. É o voto.