AREsp 2746367 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque não houve violação dos arts. 1.022 e 489 do CPC/2015, a Corte de origem enfrentou as questões indispensáveis; a alteração da decisão exigiria reexame de provas e fatos, vedado pela Súmula 7/STJ; e o dissídio jurisprudencial não foi demonstrado nos termos legais (ausência...
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- Parties
- Agravante: Esio da Conceição
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Julgamento Na Segunda Turma Do STJ (sessão Virtual)
- Outcome
- Agravo interno improvido
- Legal Topics
- Ação Acidentária, Restabelecimento De Benefício Previdenciário, Aposentadoria Por Invalidez, Prequestionamento, Súmula 7/stj, Dissídio Jurisprudencial, Reexame Fático Probatório, Arts. 1.022 E 489 Do Cpc/2015
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Parties
Esio da Conceição
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Julgamento Na Segunda Turma Do STJ (sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 violação do art. 1.022 do CPC/2015
- 2 violação do art. 489 do CPC/2015
- 3 necessidade de reexame fático-probatório
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque não houve violação dos arts. 1.022 e 489 do CPC/2015, a Corte de origem enfrentou as questões indispensáveis; a alteração da decisão exigiria reexame de provas e fatos, vedado pela Súmula 7/STJ; e o dissídio jurisprudencial não foi demonstrado nos termos legais (ausência de cotejo analítico e similitude fática), razão pela qual manteve-se a decisão recorrida.
Court Disposition
Agravo interno improvido
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Manutenção da decisão recorrida
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 13/03/2025 a 19/03/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Maria Thereza de Assis Moura, Marco Aurélio Bellizze, Teodoro Silva Santos e Afrânio Vilela votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO ACIDENTÁRIA. PLEITO DE RESTABELECIMENTO DO BENEFÍCIO DA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DOS ARTS. 1.022 E 489 DO CPC/2015. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADO. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. I - Na origem, trata-se de ação de restabelecimento de benefício previdenciário. Na sentença, julgou-se procedente o pedido. No Tribunal a quo, a sentença foi reformada para julgar improcedente os pedidos iniciais. Nesta Corte, o recurso especial não foi conhecido. O valor da causa foi fixado em R$ 48.000,00 (quarenta e oito mil reais). II - Não há violação do art. 1.022 do CPC/2015 (antigo art. 535 do CPC/1973) quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a (art. 165 do CPC/1973 e do art. 489 do CPC/2015), apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. III - Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". EDcl no MS n. 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016. IV - Quanto à matéria de fundo, verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa, seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". V - O dissídio jurisprudencial viabilizador do recurso especial pela alínea c do permissivo constitucional não foi demonstrado nos moldes legais, pois, além da ausência do cotejo analítico e de não ter apontado qual dispositivo legal recebeu tratamento diverso na jurisprudência pátria, não ficou evidenciada a similitude fática e jurídica entre os casos colacionados que teriam recebido interpretação divergente pela jurisprudência pátria. Ressalte-se ainda que a incidência do Enunciado n. 7, quanto à interposição pela alínea a, impede o conhecimento da divergência jurisprudencial, diante da patente impossibilidade de similitude fática entre acórdãos. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 1.044.194/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 19/10/2017, DJe 27/10/2017. VI - Para a caracterização da divergência, nos termos do art. 1.029, § 1º, do CPC/2015 e do art. 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ, exige-se, além da transcrição de acórdãos tidos por discordantes, a indicação de dispositivo legal supostamente violado, a realização do cotejo analítico do dissídio jurisprudencial invocado, com a necessária demonstração de similitude fática entre o aresto impugnado e os acórdãos paradigmas, assim como a presença de soluções jurídicas diversas para a situação, sendo insuficiente, para tanto, a simples transcrição de ementas, como no caso. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 1.235.867/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 17/5/2018, DJe 24/5/2018; AgInt no AREsp n. 1.109.608/SP, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 13/3/2018, DJe 19/3/2018; REsp n. 1.717.512/AL, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 17/4/2018, DJe 23/5/2018. VII - Agravo interno improvido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto por Esio da Conceição contra decisão que julgou improcedente agravo em recurso especial. A decisão recorrida tem o seguinte dispositivo: "Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial." No agravo interno, a parte recorrente traz, resumidamente, os seguintes argumentos: .. Quanto a essa parte do trecho da decisão, observa-se que não houve análise dos embargos de declaração oposto perante o Tribunal de origem. A oposição dos embargos de declaração no Tribunal de origem, foi justamente para que suprisse a omissão e não incidisse a aplicação da Súmula 7 do STJ, em razão do tema controverso nos autos que é sobre a aplicação stricto sensu ou lato sensu do artigo 42 da Lei 8. 213/1991. Para que ficasse comprovado no recurso especial de que houve prequestionamento e omissão sobre o tema controverso, foi inserido nas argumentações o trecho contido no acórdão da apelação, trecho contido dos embargos de declaração e trecho do acórdão dos embargos de declaração. E assim, o agravante comprova que todo o tema tratado referente ao ponto controverso nos autos entre a aplicação stricto sensu e lato sensu referente ao artigo 42 da Lei 8. 213/1991, não foi dirimida pelo Tribunal de origem, bem como não necessitou de provocar a busca no caderno processual a controvérsia sobre o tema, pois, o debate sobre o tema no recurso especial é perceptível que é partir dos acórdãos do Tribunal de origem, o que não incide a aplicação da Súmula 7 do STJ. .. Quanto ao dispositivo violado é o artigo 42 da Lei 8. 213/1991, em que foi tratado nos embargos de declaração no âmbito do Tribunal de origem e no recurso especial, tudo referente ao ponto controverso quanto a interpretação stricto sensu e lato sensu do referido artigo. Quanto ao cotejo analítico, cingiu-se quando o Tribunal de origem aplicou o artigo 42 da Lei 8. 213/1991 de forma a interpretar somente sobre o laudo pericial dando interpretação estrita, enquanto que a discussão é que o artigo 42 da Lei 8. 213/1991 deveria ser interpretado por um modo mais amplo, considerando tratar-se de posicionamento socioeconômico, profissional e cultural. Esse posicionamento no recurso especial é bem explícito, considerando que o agravante demonstra que houve confronto de idéias, de teses, de forma fundamentada, explicada, aplicando o princípio da dialeticidade, que é obrigatório no sistema recursal. Quanto a transcrição dos acórdãos tidos como discordantes, no recurso especial contido que foi extraído do acórdão da apelação, do trecho dos embargos de declaração e do acórdão dos embargos de declaração, para demonstrar as transcrições dos trechos que consubstanciam as controvérsias. .. O tema é repetitivo, dominante âmbito deste Superior Tribunal de Justiça. e relevante no A aplicação do artigo 42 da Lei 8.213/1991, no âmbito desta Corte, assim o faz aplicando o artigo 479 do Código de Processo Civil afastando o entendimento pericial e dando interpretação mais ampla ao referido artigo acolhe aspectos socioeconômicos, profissional e cultural, aspectos esses que no acórdão da Segunda Câmara Cível do Tribunal de origem deixou de analisar, mantendo-se silente e omissa. Na Emenda Constitucional 125/2022 o §3º, Inciso V, do artigo 105, da CR, diz que haverá relevância de que trata o §2º, do artigo 105, da CR. No §3º, Inciso V, do artigo 105, da CR, afirma que havendo "hipóteses em que o acórdão recorrido contrariar jurisprudência dominante o Superior Tribunal de Justiça" . Considerando que a Segunda Câmara Cível, não supriu a omissão para que os elementos essenciais suscitados tempo e modo via embargos de declaração fossem acolhidos, não enfrentando os argumentos deduzidos capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada, com a devida vênia, não pode ser considerada fundamentada a decisão, devendo ser anulada. Houve cerceamento do direito ao agravante quando a Segunda Câmara Cível deixa de apreciar o artigo 42 da Lei 8. 213/1991 de forma ampla, considerando que as decisões judiciais devem ser fundamentadas. Nesse contexto, há importância relevante, quanto a possibilidade jurídica de concessão de um direito social que é a aposentadoria por invalidez, na forma prevista no artigo 42 da Lei 8. 213/1991, quando este Egrégio Superior Tribunal de Justiça em sua jurisprudência majoritária proclama que o artigo 42 citado, deve ser interpretado de forma ampla. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO ACIDENTÁRIA. PLEITO DE RESTABELECIMENTO DO BENEFÍCIO DA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DOS ARTS. 1.022 E 489 DO CPC/2015. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADO. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. I - Na origem, trata-se de ação de restabelecimento de benefício previdenciário. Na sentença, julgou-se procedente o pedido. No Tribunal a quo, a sentença foi reformada para julgar improcedente os pedidos iniciais. Nesta Corte, o recurso especial não foi conhecido. O valor da causa foi fixado em R$ 48.000,00 (quarenta e oito mil reais). II - Não há violação do art. 1.022 do CPC/2015 (antigo art. 535 do CPC/1973) quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a (art. 165 do CPC/1973 e do art. 489 do CPC/2015), apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. III - Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". EDcl no MS n. 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016. IV - Quanto à matéria de fundo, verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa, seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". V - O dissídio jurisprudencial viabilizador do recurso especial pela alínea c do permissivo constitucional não foi demonstrado nos moldes legais, pois, além da ausência do cotejo analítico e de não ter apontado qual dispositivo legal recebeu tratamento diverso na jurisprudência pátria, não ficou evidenciada a similitude fática e jurídica entre os casos colacionados que teriam recebido interpretação divergente pela jurisprudência pátria. Ressalte-se ainda que a incidência do Enunciado n. 7, quanto à interposição pela alínea a, impede o conhecimento da divergência jurisprudencial, diante da patente impossibilidade de similitude fática entre acórdãos. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 1.044.194/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 19/10/2017, DJe 27/10/2017. VI - Para a caracterização da divergência, nos termos do art. 1.029, § 1º, do CPC/2015 e do art. 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ, exige-se, além da transcrição de acórdãos tidos por discordantes, a indicação de dispositivo legal supostamente violado, a realização do cotejo analítico do dissídio jurisprudencial invocado, com a necessária demonstração de similitude fática entre o aresto impugnado e os acórdãos paradigmas, assim como a presença de soluções jurídicas diversas para a situação, sendo insuficiente, para tanto, a simples transcrição de ementas, como no caso. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 1.235.867/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 17/5/2018, DJe 24/5/2018; AgInt no AREsp n. 1.109.608/SP, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 13/3/2018, DJe 19/3/2018; REsp n. 1.717.512/AL, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 17/4/2018, DJe 23/5/2018. VII - Agravo interno improvido. VOTO O agravo interno não merece provimento. A parte agravante repisa os mesmos argumentos já analisados na decisão recorrida. Não há violação do art. 1.022 do CPC/2015 (antigo art. 535 do CPC/1973) quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a (art. 165 do CPC/1973 e do art. 489 do CPC/2015), apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". EDcl no MS n. 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016. Quanto à matéria de fundo, verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa, seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". O dissídio jurisprudencial viabilizador do recurso especial pela alínea c do permissivo constitucional não foi demonstrado nos moldes legais, pois, além da ausência do cotejo analítico e de não ter apontado qual dispositivo legal recebeu tratamento diverso na jurisprudência pátria, não ficou evidenciada a similitude fática e jurídica entre os casos colacionados que teriam recebido interpretação divergente pela jurisprudência pátria. Ressalte-se ainda que a incidência do Enunciado n. 7, quanto à interposição pela alínea a, impede o conhecimento da divergência jurisprudencial, diante da patente impossibilidade de similitude fática entre acórdãos. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 1.044.194/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 19/10/2017, DJe 27/10/2017. Para a caracterização da divergência, nos termos do art. 1.029, § 1º, do CPC/2015 e do art. 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ, exige-se, além da transcrição de acórdãos tidos por discordantes, a indicação de dispositivo legal supostamente violado, a realização do cotejo analítico do dissídio jurisprudencial invocado, com a necessária demonstração de similitude fática entre o aresto impugnado e os acórdãos paradigmas, assim como a presença de soluções jurídicas diversas para a situação, sendo insuficiente, para tanto, a simples transcrição de ementas, como no caso. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 1.235.867/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 17/5/2018, DJe 24/5/2018; AgInt no AREsp n. 1.109.608/SP, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 13/3/2018, DJe 19/3/2018; REsp n. 1.717.512/AL, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 17/4/2018, DJe 23/5/2018. Ante o exposto, não havendo razões para modificar a decisão recorrida, nego provimento ao agravo interno. É o voto.