AREsp 2834643 - ACORDAO
Conheceu-se do agravo e não conheceu do recurso especial porque o recorrente não indicou de forma clara e específica os dispositivos de lei federal supostamente violados, tornando a fundamentação deficiente e atraindo, por analogia, a aplicação da Súmula n. 284 do STF.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: BANCO DO ESTADO DE SERGIPE S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 August 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Agravo Conhecido; Decisão: Não Conhecer Do Recurso Especial (julgamento Pela Terceira Turma, Sessão Virtual)
- Outcome
- Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Ação Cominatória, Indenização Por Danos Morais, Responsabilidade Objetiva, Deficiência De Fundamentação Recursal, Súmula N. 284 Do STF (por Analogia)
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Parties
BANCO DO ESTADO DE SERGIPE S.A.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Agravo Conhecido; Decisão: Não Conhecer Do Recurso Especial (julgamento Pela Terceira Turma, Sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 Ausência de indicação expressa dos dispositivos de lei federal supostamente violados
- 2 Aplicação, por analogia, da Súmula n. 284 do STF para declarar a inadmissibilidade do recurso
- 3 Mérito quanto à existência de ato ilícito e à possibilidade de redução do quantum indenizatório (susceptível de análise, mas não conhecido)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não conheceu do recurso especial porque o recorrente não indicou de forma clara e específica os dispositivos de lei federal supostamente violados, tornando a fundamentação deficiente e atraindo, por analogia, a aplicação da Súmula n. 284 do STF.
Court Disposition
Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Não conhecer do recurso especial.
- Deixar de majorar os honorários advocatícios, por já estarem fixados no limite legal.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 19/08/2025 a 25/08/2025, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Ricardo Villas Bôas Cueva e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins. EMENTA CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO COMINATÓRIA C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ALEGAÇÃO DE ATO ILÍCITO. NÃO INDICAÇÃO DOS DISPOSITIVOS DE LEI VIOLADOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 284 DO STF, POR ANALOGIA. AGRAVO CONHECIDO PARA NÃO CONHECER DO RECURSO ESPECIAL. 1. A ausência de expressa indicação de artigos de lei violados inviabiliza o conhecimento do recurso especial, aplicando-se o disposto na Súmula n. 284 do STF. 2. Agravo conhecido para não conhecer do recursos especial.
RELATÓRIO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por BANCO DO ESTADO DE SERGIPE S.A. (BANCO) contra decisão que não admitiu seu apelo nobre manejado contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE, assim ementado: APELAÇÕES CÍVEIS. AÇÃO COMINATÓRIA C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ABERTURA DE CONTA BANESE. DEMORA DE MAIS DE 8 MESES PARA ENTREGA DO CARTÃO DE MOVIMENTAÇÕES FINANCEIRAS. CONSUMIDORA FORÇADA A SE DESLOCAR DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES/SE PARA O MUNICÍPIO DE ITABI/SE PARA SAQUE DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE IMPUTAÇÃO DE C U L P A D O S C O R R E I O S . RESPONSABILIDADE OBJETIVA. FALHA NA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS. DANO MORAL CONFIGURADO. PLEITO DE REDIMENSIONAMENTO DO VALOR DA CONDENAÇÃO. QUANTUM FIXADO EM R$ 1.500,00 (HUM MIL E QUINHENTOS REAIS). PROPORCIONALIDADE AO CASO RECURSOSCONCRETO. MANUTENÇÃO. CONHECIDOS E DESPROVIDOS (e-STJ, fl. 230). Não foi apresentada contraminuta. É o relatório. EMENTA CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO COMINATÓRIA C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ALEGAÇÃO DE ATO ILÍCITO. NÃO INDICAÇÃO DOS DISPOSITIVOS DE LEI VIOLADOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 284 DO STF, POR ANALOGIA. AGRAVO CONHECIDO PARA NÃO CONHECER DO RECURSO ESPECIAL. 1. A ausência de expressa indicação de artigos de lei violados inviabiliza o conhecimento do recurso especial, aplicando-se o disposto na Súmula n. 284 do STF. 2. Agravo conhecido para não conhecer do recursos especial. VOTO O agravo é espécie recursal cabível, foi interposto tempestivamente e com impugnação adequada aos fundamentos da decisão recorrida. CONHEÇO, portanto, do agravo e passo ao exame do recurso especial, que não merece prosperar. Nas razões de seu apelo nobre interposto com base no art. 105, III, alínea a, da CF, BANCO sustentou, em síntese, a ausência de ato ilícito que justificaria a condenação em danos morais, não havendo se falar em falha na prestação do serviço e, alternativamente, pugnou pela minoração do valor arbitrado a título de dano moral. Todavia, apesar do inconformismo, não indicou de forma clara e específica os dispositivos de lei federal eventualmente violados. Assim, a fundamentação recursal se mostrou deficiente. Impositiva, portanto, a aplicação da Súmula n. 284 do STF, por analogia: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. Sobre a necessidade de indicação expressa do dispositivo de lei tido por violado, confira-se o precedente: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO ESPECIAL. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE DISPOSITIVO LEGAL. DIVERGÊNCIA INTERPRETATIVA. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 284/STF. ANALOGIA. 1. Considera-se deficiente de fundamentação o recurso especial que não indica os dispositivos legais supostamente violados pelo acórdão recorrido, ou sobre os quais aponta dissidência interpretativa, circunstância que atrai a incidência, por analogia, da Súmula nº 284 do Supremo Tribunal Federal. 2. O agravo interno não se presta para a correção de vício de fundamentação do recurso especial. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.699.006/MS, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 16/12/2024, DJEN de 20/12/2024) Nessas condições, CONHEÇO do agravo para NÃO CONHECER do recurso especial. Deixo de majorar os honorários advocatícios, pois já fixados no limite legal. É o voto. Por oportuno, previno que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar condenação nos termos do art. 1.026, § 2º, do NCPC.