AREsp 2609121 - DECISAO
Conheceu-se do agravo; entendeu-se que o acórdão recorrido estava devidamente fundamentado quanto à ausência de violação do art. 489 do CPC, mas que não houve prequestionamento das questões relativas aos arts. 166, II, e 167, § 1º, II, do Código Civil nem sobre a alegada nulidade/invalidade da substância do negócio...
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- Parties
- Agravante: EDNA ROSALIA ZULIANI - ESPÓLIO; Agravados/autores: NILSON CLEMENTE; Agravados/autores: TERESA MARIA DE ALMEIDA PRADO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 June 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão
- Outcome
- Agravo conhecido. Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta extensão, negado provimento.
- Legal Topics
- Ação De Imissão Na Posse, Prequestionamento, Negócio Jurídico Simulado, Gratuidade De Justiça, Honorários Advocatícios
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Parties
EDNA ROSALIA ZULIANI - ESPÓLIO
Agravante
NILSON CLEMENTE
Agravados/autores
TERESA MARIA DE ALMEIDA PRADO
Agravados/autores
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão
Legal Issues
- 1 Violação do art. 489, § 1º, II, do CPC
- 2 Prequestionamento dos arts. 166, II, e 167, § 1º, II, do Código Civil
- 3 Nulidade do negócio jurídico simulado e invalidade de sua substância
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo; entendeu-se que o acórdão recorrido estava devidamente fundamentado quanto à ausência de violação do art. 489 do CPC, mas que não houve prequestionamento das questões relativas aos arts. 166, II, e 167, § 1º, II, do Código Civil nem sobre a alegada nulidade/invalidade da substância do negócio jurídico simulado, sendo inviável o conhecimento do recurso especial quanto a tais pontos (aplicando-se a Súmula 211/STJ); assim, conheceu-se parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negou-se provimento.
Court Disposition
Agravo conhecido. Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta extensão, negado provimento.
Orders
- Conheço do agravo.
- Conheço parcialmente do recurso especial e, nesta extensão, nego-lhe provimento.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Examina-se agravo interposto por EDNA ROSALIA ZULIANI - ESPÓLIO, contra decisão interlocutória que negou seguimento ao seu recurso especial, fundamentado exclusivamente na alínea "a" do permissivo constitucional. Agravo em recurso especial interposto em: 07/02/2024. Concluso ao gabinete em: 14/06/2024. Ação: de imissão na posse, ajuizada por NILSON CLEMENTE e TERESA MARIA DE ALMEIDA PRADO, em desfavor do agravante, em virtude de contrato de compra e venda de imóvel firmado entre as partes e ausência de desocupação do bem pela parte vendedora. Sentença: julgou procedente o pedido, a fim de imitir os agravados na posse do imóvel e, por consequência, determinar ao agravante a desocupação do bem. Acórdão: deu parcial provimento à apelação interposta pelo agravante, apenas para condenar a gratuidade de justiça com relação à interposição do recurso, nos termos da seguinte ementa: APELAÇÃO - AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE - Sentença de procedência - Insurgência da parte ré - Gratuidade concedida ao ato - Declaração de quitação na escritura que já é prova de pagamento - Invalidade da quitação e do contrato afastadas na ação própria - Imissão na posse ao comprador devida - Sentença mantida - Recurso provido apenas para conceder ao apelante a gratuidade ao ato (e-STJ fl. 980). Embargos de declaração: opostos pelo agravante, foram rejeitados. Recurso especial: aponta a violação dos arts. 166, II, e 167, § 1º, II, do CC: e 489, § 1º, II, do CPC. Além de negativa de prestação jurisdicional, sustenta que a compra e venda celebrada entre as partes tratou-se, em verdade, de negócio jurídico simulado para servir de garantia de eventual inadimplemento do fomento realizado entre a empresa pertencente à agravante e a facturing do agravado. Aduz, ainda, a invalidade da substância do negócio jurídico simulado. RELATADO O PROCESSO, DECIDE-SE. - Da violação do art. 489, § 1º, II, do CPC Devidamente analisadas e discutidas as questões de mérito, e fundamentado suficientemente o acórdão recorrido, de modo a esgotar a prestação jurisdicional, não há que se falar em violação do art. 489, § 1º, II, do CPC. - Da ausência de prequestionamento O acórdão recorrido, apesar da oposição de embargos de declaração, não decidiu acerca dos argumentos invocados pelo agravante em seu recurso especial quanto aos arts. 166, II, e 167, § 1º, II, do CPC - tampouco com relação aos argumentos de nulidade do negócio jurídico simulado e invalidade de sua substância -, o que inviabiliza o seu julgamento. Aplica-se, neste caso, a Súmula 211/STJ. Forte nessas razões, CONHEÇO do agravo e, com fundamento no art. 932, III, e IV, "a", do CPC, CONHEÇO PARCIALMENTE do recurso especial e, nesta extensão, NEGO-LHE PROVIMENTO. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC, considerando o trabalho adicional imposto ao advogado da parte agravada em virtude da interposição deste recurso, majoro os honorários fixados anteriormente em desfavor das agravantes em 12% (doze por cento) sobre o valor da causa (e-STJ fl. 982) para 15% (quinze por cento), observada eventual concessão da gratuidade de justiça. Previno as partes que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar sua condenação às penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE. VIOLAÇÃO DO ART. 489 DO CPC. INOCORRÊNCIA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 211/STJ. 1. Ação de imissão na posse, em virtude de contrato de compra e venda de imóvel firmado entre as partes. 2. Devidamente analisadas e discutidas as questões de mérito, e fundamentado corretamente o acórdão recorrido, de modo a esgotar a prestação jurisdicional, não há que se falar em violação do art. 489 do CPC. 3. A ausência de decisão acerca dos argumentos invocados pelo agravante em suas razões recursais, não obstante a oposição de embargos de declaração, impede o conhecimento do recurso especial. 4. Agravo conhecido. Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta extensão, não provido.