AREsp 2443034 - ACORDAO
O recurso não prospera porque não há omissão ou defeito de fundamentação nos termos dos arts. 489 e 1.022 do CPC; a revisão da conclusão sobre a posse demandaria reexame do conjunto fático-probatório, vedado pela Súmula 7 do STJ; e a questão relativa à competência privativa da SPU não foi impugnada na apelação...
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- Parties
- Recorrente: EMIDIO AUGUSTO VERAS LUSTOSA NOGUEIRA; Recorrido: FRANCISCO SOARES VERAS; Recorrido: JOSEPH RICHARD JOHNSTON
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Da Terceira Turma (sessão Virtual)
- Outcome
- Agravo conhecido. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido.
- Legal Topics
- Ação De Reintegração De Posse, Negativa De Prestação Jurisdicional, Súmula 7/stj (reexame De Matéria Fático Probatória), Súmula 283/stf (fundamento Não Impugnado), Posse De Bem Público, Competência Da SPU, Honorários Advocatícios
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Parties
EMIDIO AUGUSTO VERAS LUSTOSA NOGUEIRA
Recorrente
FRANCISCO SOARES VERAS
Recorrido
JOSEPH RICHARD JOHNSTON
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Da Terceira Turma (sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 Alegada omissão, contradição ou obscuridade do acórdão (arts. 489 e 1.022 do CPC)
- 2 Necessidade de reexame de provas e fatos sobre a posse (Súmula 7 do STJ)
- 3 Competência privativa da SPU para aferição de posse de bem público e falta de impugnação (Súmula 283 do STF)
Ratio Decidendi
O recurso não prospera porque não há omissão ou defeito de fundamentação nos termos dos arts. 489 e 1.022 do CPC; a revisão da conclusão sobre a posse demandaria reexame do conjunto fático-probatório, vedado pela Súmula 7 do STJ; e a questão relativa à competência privativa da SPU não foi impugnada na apelação originária, atraindo a Súmula 283 do STF, de modo que o recurso foi parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido.
Court Disposition
Agravo conhecido. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido.
Orders
- Conhecer do agravo em recurso especial.
- Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, negar-lhe provimento.
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 17/06/2025 a 23/06/2025, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso, mas lhe negar provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro Moura Ribeiro. Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Ricardo Villas Bôas Cueva e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. OFENSA AOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC. INOCORRÊNCIA. RECONHECIMENTO DE POSSE DE BEM DA UNIÃO. REEXAME DE PREMISSAS FÁTICAS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7 DO STJ. ALEGADA COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA SPU PARA A AFERIÇÃO DE POSSE DE BEM PÚBLICO. FUNDAMENTO NÃO IMPUGNADO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 283 DO STF. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO, E, NESSA PARTE, NÃO PROVIDO. 1. Inexistem omissão, contradição ou obscuridade, vícios elencados nos arts. 489 e 1.022 do CPC, sendo forçoso reconhecer que a pretensão recursal ostentava caráter nitidamente infringente, visando rediscutir matéria que já havia sido analisada pelo acórdão vergastado. 2. Rever as conclusões quanto à configuração da posse demandaria, necessariamente, reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado em razão do óbice da Súmula n. 7 do STJ. 3. Segundo c onclusão do TJPI, a questão atinente à suposta competência privativa da SPU para a aferição de efetiva posse de bem público não foi objeto da apelação interposta na origem. A falta de impugnação e este fundamento acarreta o não conhecimento do recurso. Inteligência da Súmula n. 283 do STF, aplicável, por analogia, ao recurso especial. 4. Agravo conhecido. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, não provido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por EMIDIO AUGUSTO VERAS LUSTOSA NOGUEIRA (EMIDIO) contra decisão que não admitiu seu apelo nobre manejado com fundamento no art. 105, III, alínea a, da CF contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, assim ementado: PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. ÔNUS PROBATÓRIO DO AUTOR EM RELAÇÃO AO PEDIDO DE PROTEÇÃO POSSESSÓRIA. ART. 561, E INCISOS, DO CPC. RECONHECIMENTO DA FUNÇÃO SOCIAL. AUSÊNCIA DE PROVAS. MANUTENÇÃO DA DECISÃO. I - Não obstante o litígio trate de imóvel que compõe o patrimônio da União, é possível o manejo de interditos possessórios, em litígio entre particulares, sobre bem público dominical, considerando que entre os contendores a disputa está adstrita à posse. Precedente. II - É do Apelante o ônus de provar o exercício da posse e a sua continuação sobre o bem imóvel em debate, assim como a turbação supostamente praticada pelos Apelados, nos termos do art. 561, II, do CPC. Precedente. III - A posse deve ser analisada de forma autônoma e independente em relação à propriedade, como fenômeno de relevante densidade social, em que se verifica o poder fático de ingerência socioeconômica sobre determinado bem da vida e de acordo com os valores sociais nela impregnados, devendo expressar o aproveitamento concreto e efetivo do bem para o alcance do interesse existencial, tendo como vetor de ponderação a dignidade da pessoa humana. IV - Diante do acervo probatório coligido aos presentes autos, percebe-se que, não obstante possua o RIP, o Apelante não comprova que vem exercendo a ocupação no imóvel, muito menos o efetivo aproveitamento do bem sob litígio, relatando, apenas, atos de vigília que, contudo, não são suficientes para a comprovação efetiva da posse. V - As provas coligidas nos autos demonstram o efetivo exercício da posse pelos Apelados, com ocupação no imóvel há mais de 15 (quinze) anos sem que notícias de o Apelante tenha promovido interditos em face de supostos esbulhos, bastando observar o pedido de ligação de energia elétrica, pelo 2º Apelado, datado de 10/09/98 (id nº. 2880009 - pág.107/109), bem como de água, junto à Agespisa, em 30/01/2013 (id nº. 2880009 - pág.109), e, ainda, declaração da prefeitura municipal, atestando a quitação do pagamento do IPTU pelo 2º Apelado, dos anos de 2011 a 2015 (id nº. 2880009 - pág.118). VI - Recurso conhecido e não provido (e-STJ, fls. 455/456). No presente inconformismo, EMIDIO defendeu que (1) ficou demonstrada a ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC; (2) foi demonstrado o prequestionamento; e (3) não incide o óbice da Súmula n. 7 do STJ. Não foi apresentada contraminuta. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. OFENSA AOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC. INOCORRÊNCIA. RECONHECIMENTO DE POSSE DE BEM DA UNIÃO. REEXAME DE PREMISSAS FÁTICAS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7 DO STJ. ALEGADA COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA SPU PARA A AFERIÇÃO DE POSSE DE BEM PÚBLICO. FUNDAMENTO NÃO IMPUGNADO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 283 DO STF. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO, E, NESSA PARTE, NÃO PROVIDO. 1. Inexistem omissão, contradição ou obscuridade, vícios elencados nos arts. 489 e 1.022 do CPC, sendo forçoso reconhecer que a pretensão recursal ostentava caráter nitidamente infringente, visando rediscutir matéria que já havia sido analisada pelo acórdão vergastado. 2. Rever as conclusões quanto à configuração da posse demandaria, necessariamente, reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado em razão do óbice da Súmula n. 7 do STJ. 3. Segundo c onclusão do TJPI, a questão atinente à suposta competência privativa da SPU para a aferição de efetiva posse de bem público não foi objeto da apelação interposta na origem. A falta de impugnação e este fundamento acarreta o não conhecimento do recurso. Inteligência da Súmula n. 283 do STF, aplicável, por analogia, ao recurso especial. 4. Agravo conhecido. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, não provido. VOTO O agravo é espécie recursal cabível, foi interposto tempestivamente e com impugnação adequada aos fundamentos da decisão recorrida. CONHEÇO, portanto, do agravo e passo ao exame do recurso especial, que não merece prosperar. Nas razões de seu apelo nobre interposto com base no art. 105, III, alínea a, da CF, EMIDIO alegou a violação dos arts. 371, 373, 489, 560, 561 e 1.022 do CPC; 61, 63, 127 e 128 do Decreto-lei n. 9.760/46; e 7º, §§ 1º e 3º, da Lei nº 9.636/98, ao sustentar que (1) é omisso e carente de devida fundamentação o acórdão recorrido, não obstante a oposição dos aclaratórios com a finalidade de provocar a manifestação quanto aos vícios aduzidos; (2) a ocupação irregular de terreno de marinha não enseja a posse, sendo devido o reconhecimento de que a posse do imóvel recai sobre o ora recorrente, que possuiria a inscrição de ocupação no RIP; e (3) compete à SPU a eventual declaração de irregularidade da ocupação dos terrenos pertencentes ao patrimônio da União, a qual indeferiu o requerimento de ocupação formulado administrativamente na medida em que a área já estaria ocupada. (1) Da negativa de prestação jurisdicional Apesar do inconformismo, verifica-se que o Tribunal local se pronunciou sobre todos os temas importantes ao deslinde da controvérsia, não havendo, portanto, omissão, contradição ou obscuridade. Assim, inexistem os vícios elencados nos arts. 489 e 1.022 do CPC, sendo forçoso reconhecer que a pretensão recursal ostenta caráter nitidamente infringente. A jurisprudência desta Casa é pacífica ao proclamar que, se os fundamentos adotados bastam para justificar o concluído na decisão, o julgador não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos utilizados pela parte. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. ACIDENTE DE TRÂNSITO. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC/2015. OMISSÃO. AUSÊNCIA. RESPONSABILIDADE CIVIL RECONHECIDA. EXCLUDENTES AFASTADAS. REVISÃO. NÃO CABIMENTO. MATÉRIA FÁTICA E PROBATÓRIA DOS AUTOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 7/STJ. ARBITRAMENTO DE DANOS MORAIS. DISCUSSÃO DO VALOR. PROPORCIONALIDADE RECONHECIDA. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO NESTES AUTOS. SÚMULA 7/STJ. TERMO INICIAL. JUROS MORATÓRIOS. CITAÇÃO. PRECEDENTES DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Não há ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015, porquanto o Tribunal de origem decidiu a matéria de forma fundamentada. O julgador não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos invocados pelas partes, quando encontra motivação satisfatória para dirimir o litígio. .. 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 2.229.195/RJ, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 4/9/2023, DJe de 6/9/2023) Afasta-se, portanto, a alegada violação. (2) Da identificação da efetiva posse da área controvertida, inserida em terreno de marinha EMIDIO sustenta, em seu inconformismo, ter a posse da área inserida em terreno de marinha a partir da suposta comprovação de que a teria registrada em seu nome no RIP, e que FRANCISCO SOARES VERAS e JOSEPH RICHARD JOHNSTON (FRANCISCO e JOSEPH) teriam a mera detenção do imóvel. Sobre o tema, o TJPI consignou que, à luz das provas dos autos, não ficou devidamente demonstrada a posse sustentada por EMIDIO, constatando, ainda, que ele não detém a ocupação do imóvel, que estaria sendo exercida por FRANCISCO e JOSEPH. Confira-se: Diante dessas considerações, é necessário analisar se o Apelante comprova o efetivo exercício da posse do imóvel, em observância ao que dispõe o art. 561, I, do CPC. Nesse sentido, diante do acervo probatório coligido aos presentes autos, percebe-se que, não obstante possua o RIP, o Apelante não comprova que vem exercendo a ocupação no imóvel, muito menos o efetivo aproveitamento do bem sob litígio, relatando, apenas, atos de vigília que, contudo, não são suficientes para a comprovação efetiva da posse. Pondere-se que, nem sempre o título revelará a realidade, dentro da análise da efetiva posse nos interditos possessórios, podendo tal fato deixar de acontecer no decurso do tempo, pois, o fato social é dinâmico, vindo o referido título a se tornar obsoleto quando deixar de atender ao fim social da propriedade/posse/ocupação. Ademais, as provas coligidas nos autos demonstram o efetivo exercício da posse pelos Apelados, com ocupação no imóvel há mais de 15 (quinze) anos, sem notícias de que o Apelante tenha promovido interditos em face de supostos esbulhos, bastando observar o pedido de ligação de energia elétrica, pelo 2º Apelado, datado de 10/09/98 (id nº. 2880009 - pág.107/109), assim como de água, junto à Agespisa, em 30/01/2013 (id nº. 2880009 - pág.109), e, ainda, declaração da Prefeitura Municipal de Cajueiro da Praia-PI, atestando a quitação do pagamento do IPTU pelo 2º Apelado, dos anos de 2011 a 2015 (id nº. 2880009 - pág.118). Feitas essas considerações objetivas, é que deve ser mantida a decisão recorrida, em todos os seus termos (e-STJ, fl. 461). Assim, rever as conclusões quanto à configuração da posse apta a justificar a ordem de reintegração demandaria, necessariamente, reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado em razão do óbice da Súmula n. 7 do STJ. Nesse sentido, confira-se a jurisprudência desta Corte: AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. USUCAPIÃO. ANIMUS DOMINI. POSSE MANSA E PACÍFICA. REQUISITOS NÃO VERIFICADOS. SÚMULA 7 DO STJ. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. O ordenamento jurídico permite a aquisição de propriedade por meio do instituto denominado de usucapião, previsto nos artigos 1.238 e seguintes do Código Civil, sendo requisitos para tanto a comprovação do transcurso de determinado lapso temporal, o animus domini e a posse mansa e pacífica. 2. Não cabe, em recurso especial, reexaminar matéria fático-probatória (Súmula n. 7/STJ). 3. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 2.626.324/MG, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 12/5/2025, DJEN de 16/5/2025) O recurso, portanto, não merece que dele se conheça quanto ao ponto. (3) Da suposta competência privativa da SPU para reconhecer a ocupação de bem de propriedade da União Nesse ponto, EMIDIO defende que competiria privativamente à SPU o reconhecimento de ocupação de bem da União, no que se inclui o imóvel em questão, não cabendo ao Poder Judiciário a análise e eventual conclusão diversa. Contudo, da acurada análise do acórdão proferido em embargos de declaração, é possível verificar que o TJPI consignou que essa questão não foi objeto da apelação interposta na origem, confira-se: e) Omissão sobre a competência privativa da União em fiscalizar e atestar a ocupação do seu patrimônio: tal argumento não fez parte da Apelação, quando o Apelante resumiu suas declarações a alegação de que o terreno era de propriedade da União, porém, deve-se pontuar que restou evidenciado tais circunstancias no voto embargado nos seguintes termos, in verbis: "Ab initio, pondere-se que, não obstante o litígio trate de imóvel que compõe o patrimônio da União, é possível o manejo de interditos possessórios, em litígio entre particulares, sobre bem público dominical, considerando que entre os contendores a disputa está adstrita à posse (e-STJ, fl. 527). Assim, da análise das razões do presente recurso, verifica-se que o referido fundamento não foi impugnado, o que atrai a incidência da Súmula n. 283 do STF, por analogia. Confira-se o seguinte precedente: AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL - AÇÃO DE COBRANÇA - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO RECLAMO. INSURGÊNCIA DA DEMANDADA. .. . 3. A subsistência de fundamento inatacado, apto a manter a conclusão do acórdão impugnado, impõe o desprovimento do apelo. Incidência da Súmula 283 do STF. 4. Agravo interno desprovido. (AgInt nos EDcl no REsp n. 2.184.805/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 28/4/2025, DJEN de 5/5/2025) Dessa forma, não se pode conhecer do recurso também quanto a esse ponto. Nessas condições, CONHEÇO do agravo para CONHECER EM PARTE do recurso especial e, nessa parte, a ele NEGAR PROVIMENTO. MAJORO em 5% o valor dos honorários advocatícios anteriormente fixados em favor de FRANCISCO e outro, limitados a 20%, nos termos do art. 85, § 11, do NCPC. É o voto.