AREsp 2024231 - ACORDAO
O tribunal manteve a decisão recorrida por entender que não há violação do art. 1.022 do NCPC porque o acórdão de origem é suficientemente fundamentado, e porque o Tribunal de Justiça, soberano na valoração do conjunto fático-probatório, concluiu pela existência de agravamento intencional do risco pelo segurado apto...
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- Parties
- Agravante: WILSON MATTOS DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Procedural Posture
- Agrav O Interno Nos Embargos De Declaração No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Sessão Virtual De 22/04/2025 a 28/04/2025
- Outcome
- Agravo interno não provido; decisão mantida.
- Legal Topics
- Ação Indenizatória De Danos Materiais E Morais, Indenização Securitária, Agravamento Do Risco, Embargos De Declaração, Agrav O Interno, Súmula Nº 7 Do STJ, Art. 1.022 Do NCPC
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Parties
WILSON MATTOS DA SILVA
Agravante
Procedural Posture
Agrav O Interno Nos Embargos De Declaração No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Sessão Virtual De 22/04/2025 a 28/04/2025
Legal Issues
- 1 Alegada violação do art. 1.022 do NCPC (omissão)
- 2 Aplicabilidade da Súmula nº 7 do STJ (vedação ao reexame do conjunto fático-probatório)
- 3 Exclusão da cobertura securitária em razão de agravamento intencional do risco pela ausência de habilitação para pilotar aeronaves
Ratio Decidendi
O tribunal manteve a decisão recorrida por entender que não há violação do art. 1.022 do NCPC porque o acórdão de origem é suficientemente fundamentado, e porque o Tribunal de Justiça, soberano na valoração do conjunto fático-probatório, concluiu pela existência de agravamento intencional do risco pelo segurado apto a excluir a obrigação de indenizar, conclusão cuja revisão demandaria reexame de fatos e provas vedado pela Súmula nº 7 do STJ; assim, o agravo interno não merece provimento.
Court Disposition
Agravo interno não provido; decisão mantida.
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Manter integralmente a decisão agravada
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 22/04/2025 a 28/04/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Ricardo Villas Bôas Cueva e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins. EMENTA CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO INDENIZATÓRIA DE DANOS MATERIAIS E MORAIS. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO NCPC. NÃO CONFIGURADA. INDENIZAÇÃO SECURITÁRIA AFASTADA. INVIABILIDADE DE REEXAME. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 7 DO STJ. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Não há ofensa ao art. 1.022 do NCPC, porquanto o Tribunal de origem decidiu a matéria de forma fundamentada. O julgador não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos invocados pelas partes, quando encontra motivação satisfatória para dirimir o litígio. 2. O Tribunal de Justiça, soberano na apreciação do acervo fático-probatório dos autos, concluiu que houve o agravamento intencional do risco por parte do segurado, apto a afastar a obrigação de indenizar da seguradora. Rever as conclusões quanto ao ponto demandaria, necessariamente, reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado em razão do óbice da Súmula nº 7 do STJ 3. Não sendo a linha argumentativa apresentada capaz de evidenciar a inadequação dos fundamentos invocados pela decisão agravada, o presente agravo não se revela apto a alterar o conteúdo do julgado impugnado, devendo ele ser integralmente mantido em seus próprios termos. 4. Agravo interno não provido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto por WILSON MATTOS DA SILVA (WILSON) contra decisão monocrática de minha relatoria, assim ementada: CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO INDENIZATÓRIA DE DANOS MATERIAIS E MORAIS. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO NCPC. NÃO CONFIGURADA. INDENIZAÇÃO SECURITÁRIA AFASTADA. INVIABILIDADE DE REEXAME. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 7 DO STJ. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO EM PARTE E, NESSA EXTENSÃO, IMPROVIDO. (e-STJ, fl. 857) Os embargos de declaração opostos WILSON foram rejeitados. Nas razões do presente inconformismo, defendeu a inaplicabilidade da Súmula nº 7 do STJ e a violação dos arts. 1.022 do NCPC; 47 e 51 do CDC e 757 e 768 do CC, ao sustentar que (1) o acórdão estadual padeceria de omissão; e (2) a ausência de habilitação para pilotar aeronaves não constituiria hipótese de exclusão de responsabilidade civil apta a afastar o dever da seguradora de pagar a indenização devida na medida em que não haveria agravamento do risco assumido nem seria causa determinante do dano. Foi apresentada contraminuta. É o relatório. EMENTA CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO INDENIZATÓRIA DE DANOS MATERIAIS E MORAIS. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO NCPC. NÃO CONFIGURADA. INDENIZAÇÃO SECURITÁRIA AFASTADA. INVIABILIDADE DE REEXAME. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 7 DO STJ. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Não há ofensa ao art. 1.022 do NCPC, porquanto o Tribunal de origem decidiu a matéria de forma fundamentada. O julgador não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos invocados pelas partes, quando encontra motivação satisfatória para dirimir o litígio. 2. O Tribunal de Justiça, soberano na apreciação do acervo fático-probatório dos autos, concluiu que houve o agravamento intencional do risco por parte do segurado, apto a afastar a obrigação de indenizar da seguradora. Rever as conclusões quanto ao ponto demandaria, necessariamente, reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado em razão do óbice da Súmula nº 7 do STJ 3. Não sendo a linha argumentativa apresentada capaz de evidenciar a inadequação dos fundamentos invocados pela decisão agravada, o presente agravo não se revela apto a alterar o conteúdo do julgado impugnado, devendo ele ser integralmente mantido em seus próprios termos. 4. Agravo interno não provido. VOTO O inconformism o agora manejado não merece provimento por não ter trazido nenhum elemento apto a infirmar as conclusões externadas na decisão recorrida. (1) Da negativa de prestação jurisdicional Apesar do inconformismo, verifica-se que o Tribunal local se pronunciou sobre todos os temas importantes ao deslinde da controvérsia, não havendo, portanto, omissão, contradição ou obscuridade. Assim, inexistem os vícios elencados no art. 1.022 do CPC, sendo forçoso reconhecer que a pretensão recursal ostenta caráter nitidamente infringente. A jurisprudência desta Casa é pacífica ao proclamar que, se os fundamentos adotados bastam para justificar o concluído na decisão, o julgador não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos utilizados pela parte. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. ACIDENTE DE TRÂNSITO. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC/2015. OMISSÃO. AUSÊNCIA. RESPONSABILIDADE CIVIL RECONHECIDA. EXCLUDENTES AFASTADAS. REVISÃO. NÃO CABIMENTO. MATÉRIA FÁTICA E PROBATÓRIA DOS AUTOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 7/STJ. ARBITRAMENTO DE DANOS MORAIS. DISCUSSÃO DO VALOR. PROPORCIONALIDADE RECONHECIDA. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO NESTES AUTOS. SÚMULA 7/STJ. TERMO INICIAL. JUROS MORATÓRIOS. CITAÇÃO. PRECEDENTES DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Não há ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015, porquanto o Tribunal de origem decidiu a matéria de forma fundamentada. O julgador não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos invocados pelas partes, quando encontra motivação satisfatória para dirimir o litígio. .. 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 2.229.195/RJ, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 4/9/2023, DJe de 6/9/2023.) Afasta-se, portanto, a alegada violação. (2) Da indenização securitária O agravante sustentou que a ausência de habilitação para pilotar aeronaves não constituiria hipótese de exclusão de responsabilidade civil apta a afastar o dever da seguradora de pagar a indenização devida, na medida em que não haveria agravamento do risco assumido nem seria causa determinante do dano. Ocorre que o Tribunal de Justiça, soberano na apreciação do acervo fático-probatório dos autos, concluiu que, embora a ausência de habilitação para dirigir não configure, por si só, o agravamento intencional do risco por parte do segurado, apto a afastar a obrigação de indenizar da seguradora, no caso dos autos, houve intenção do autor em agravar o risco, demonstrada em sua conduta determinante e deliberada para a ocorrência do infortúnio. Por oportuno, transcreve-se: Outrossim, a perda do seguro, em virtude do agravamento dos riscos, exige procedimento imputável ao próprio segurado. Nesse particular, a testemunha JOSÉ ANDYARA afirmou em seu depoimento (indexadores 000367/000368): a) pertence ao mesmo clube de voo que o segurado WILSON, ora embargante; b) como a habilitação de WILSON estava vencida, este convidou a testemunha JOSÉ para voar, afirmando que JOSÉ seria o piloto e WILSON apenas passageiro; c) a aeronave era de pequeno porte e não necessitava de co-piloto; d) para voar, é necessário que se faça uma notificação de voo perante o clube e, enquanto o depoente foi na secretaria fazer dita notificação, escutou um barulho e constatou que se tratava do segurado WILSON, sendo que a aeronave havia colidido com a porta do hangar; e) o segurado WILSON estava no interior do avião, na cadeira do passageiro; f) para o avião decolar, é preciso ligar o motor com uma chave que fica bem do lado esquerdo, que é o lado do piloto; f) a primeira virada da chave apenas aciona o painel, como em um carro; g) para ligar o motor, é necessário virar completamente a chave; h) também é necessário inserir dados no GPS, no transponder e no rádio, mas tais etapas não dependem do acionamento do motor, bastando que seja ligado o painel; i) é preciso dar a primeira virada da chave para que o painel seja ligado e se possa mexer no transponder e no rádio; j) o autor tentou ligar o painel para fazer a planificação do voo e programar o GPS e, por estar ele na poltrona do passageiro, ficou em má posição para girar a chave e com isso ligou o motor; k) a testemunha JOSÉ indagou ao segurado WILSON o que havia ocorrido, sendo que o segurado WILSON disse que tentou mexer no painel; l) a habilitação tem que ser renovada de 02 (dois) em 02 (dois) anos; m) a aeronave parou quando a hélice bateu no hangar e, com isso, o motor parou; que o depoente não entrou no avião após a colisão; n) que se o segurado WILSON estivesse ocupando a poltrona de piloto, teria conseguido ligar o painel sem acionar o motor, e, caso o motor fosse acionado, ele também teria condições de frear a aeronave evitando a colisão, sendo que ele não estava na poltrona de piloto porque não ia pilotar o avião. Evidencia-se a ocorrência de fato intencional, que enseja o agravamento do risco, previsto no artigo 768 do Código Civil, a legitimar o afastamento da cobertura securitária prevista no contrato. (e-STJ, fls. 614/615) Conforme se nota, rever as conclusões quanto ao ponto demandaria, necessariamente, reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado em razão do óbice da Súmula nº 7 do STJ. No mesmo sentido, confiram-se os precedentes: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. SEGURO DE VIDA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. ACIDENTE DE TRÂNSITO. CAUSA DO SINISTRO. EMBRIAGUEZ DO SEGURADO. MORTE ACIDENTAL. AGRAVAMENTO DO RISCO. DESCARACTERIZAÇÃO. DEVER DE INDENIZAR DA SEGURADORA. ESPÉCIE SECURITÁRIA. COBERTURA AMPLA. CLÁUSULA DE EXCLUSÃO. ABUSIVIDADE. SEGURO DE AUTOMÓVEL. TRATAMENTO DIVERSO. SÚMULA Nº 620/STJ. CONDUTA INTENCIONAL. INEXISTÊNCIA. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº 7/STJ. JUROS DE MORA. TERMO INICIAL. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. FUNDAMENTAÇÃO. DEFICIÊNCIA. SÚMU LA Nº 284/STF. 1. Discute-se nos autos acerca do direito de indenização securitária prevista em contrato de seguro de vida em decorrência do falecimento do segurado em acidente de trânsito, provocado, em tese, por estado de embriaguez. 2. Não viola o art. 1.022 do CPC nem importa em negativa de prestação jurisdicional o acórdão que adota fundamentação suficiente para a resolução da causa, porém diversa da pretendida pelo recorrente, decidindo de modo integral a controvérsia posta. 3. No seguro de vida, ao contrário do que ocorre no seguro de automóvel, é vedada a exclusão de cobertura na hipótese de sinistros ou acidentes decorrentes de atos praticados pelo segurado em estado de insanidade mental, de alcoolismo ou sob efeito de substâncias tóxicas (Carta Circular SUSEP/DETEC/GAB nº 8/2007). 4. As cláusulas restritivas do dever de indenizar no contrato de seguro de vida são mais raras, visto que não podem esvaziar a finalidade do contrato, sendo da essência do seguro de vida um permanente e contínuo agravamento do risco segurado. 5. No caso em apreço , aplica-se o entendimento consagrado na Súmula nº 620/STJ. 6. Na hipótese, rever as premissas adotadas pelo tribunal de origem, que, a partir das circunstâncias fático-probatórias dos autos, concluiu que não houve conduta intencional do segurado no agravamento do risco, encontra o óbice da Súmula nº 7/STJ. 7. O recurso especial fundamentado no dissídio jurisprudencial exige, em qualquer caso, que tenham os acórdãos - recorrido e paradigma - examinado o tema sob o enfoque do mesmo dispositivo de lei federal. Se nas razões de recurso especial não há a indicação de qual dispositivo legal teria sido malferido, com a consequente demonstração da divergência de interpretação à legislação infraconstitucional, aplica-se, por analogia, o óbice contido na Súmula nº 284/STF, a inviabilizar o conhecimento do recurso pela alínea "c" do permissivo constitucional. 8. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.215.664/SP, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 8/4/2024, DJe de 11/4/2024. - destacou-se) CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SEGURO DE VEÍCULO. EMBRIAGUEZ AO VOLANTE. AGRAVAMENTO DO RISCO NÃO CONFIGURADO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 83 DO STJ. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INADMISSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADA. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA. DECISÃO MANTIDA. 1. Nos termos da jurisprudência desta Corte, a embriaguez, por si só, não exime o segurador do pagamento de indenização prevista em contrato de seguro de vida, sendo necessária a prova de que o agravamento do risco decorrente da embriaguez influiu decisivamente na ocorrência do sinistro. Precedentes. 2. O recurso especial não comporta exame de questões que impliquem revolvimento do contexto fático-probatório dos autos (Súmula n. 7 do STJ). 3. No caso concreto, é inviável o exame da alegação da seguradora de que a embriaguez do motorista foi determinante para o sinistro, agravando o risco segurado, ante a necessidade de reexame de fatos e provas. 4. O conhecimento do recurso especial interposto com fundamento na alínea "c" do permissivo constitucional exige a demonstração da similitude fática entre os acórdãos confrontados. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 2.282.051/SP, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, julgado em 21/8/2023, DJe de 28/8/2023. - destacou-se) Dessarte, mantém-se a decisão proferida, por não haver motivos para sua alteração. Nessas condições, pelo meu voto, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno.