REsp 1961359 - DECISAO
Conheceu-se parcialmente do recurso especial e, no mérito, manteve-se o entendimento de que os honorários sucumbenciais pertencem ao patrimônio público, sendo ilegal o rateio por portaria/decreto sem lei específica; caracterizada a ilegalidade e a lesividade, os beneficiários devem ressarcir o erário independentemente de alegada boa-fé, e lei municipal posterior não convalida atos administrativos já impugnados judicialmente; assim, o recurso não foi provido pelo STJ, que majorou em 10% os honorários advocatícios sucumbenciais anteriormente fixados.
- Parties
- Ré (recorrente No Recurso Especial): Maria Delvita Moreira; Ré (recorrente No Recurso Especial): Adriane Lopes Diniz; Ré (recorrente No Recurso Especial): Maria Eunice Ascendio França; Réu (solidário): Maurílio Soares Guimarães; Beneficiário (cofres Públicos): Município de Curvelo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 February 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça (decisão)
- Outcome
- Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, negado provimento
- Legal Topics
- Ação Popular, Honorários Advocatícios Sucumbenciais, Ressarcimento Ao Erário, Convalidação De Ato Administrativo, Titularidade De Honorários, Coisa Julgada
Case Brief
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Parties
Maria Delvita Moreira
Ré (recorrente No Recurso Especial)
Adriane Lopes Diniz
Ré (recorrente No Recurso Especial)
Maria Eunice Ascendio França
Ré (recorrente No Recurso Especial)
Maurílio Soares Guimarães
Réu (solidário)
Município de Curvelo
Beneficiário (cofres Públicos)
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça (decisão)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de rateio de honorários advocatícios sucumbenciais entre procuradores municipais
- 2 Devolução/ressarcimento de valores percebidos a título de honorários sucumbenciais
- 3 Boa-fé dos beneficiários como excludente de obrigação de restituição em ação popular
Ratio Decidendi
Conheceu-se parcialmente do recurso especial e, no mérito, manteve-se o entendimento de que os honorários sucumbenciais pertencem ao patrimônio público, sendo ilegal o rateio por portaria/decreto sem lei específica; caracterizada a ilegalidade e a lesividade, os beneficiários devem ressarcir o erário independentemente de alegada boa-fé, e lei municipal posterior não convalida atos administrativos já impugnados judicialmente; assim, o recurso não foi provido pelo STJ, que majorou em 10% os honorários advocatícios sucumbenciais anteriormente fixados.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, negado provimento
Orders
- Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, não provido
- Majoração em 10% dos honorários advocatícios sucumbenciais anteriormente fixados pela Corte de origem
Full Case Text
Judgment text and source record
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