REsp 2224524 - DECISAO
Não conhecer do recurso especial porque a recorrente não impugnou o fundamento autônomo do acórdão recorrido segundo o qual, nas ações rescisórias relacionadas ao Tema 69, não há como atribuir responsabilidade sucumbencial em razão da modulação temporal determinada pelo STF, e porque apresentou argumentos genéricos...
Source-derived case information.
- Parties
- Recorrente: União
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 August 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Não Conhecimento
- Outcome
- Recurso especial não conhecido.
- Legal Topics
- Ação Rescisória, PIS, COFINS, ICMS, Base De Cálculo, Honorários Advocatícios, Modulação De Efeitos, Súmula 283/stf, Súmula 284/stf, Tema 69, Tema 1279
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
União
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 ofensa ao art.85, caput, do CPC/2015
- 2 responsabilidade sucumbencial em ações rescisórias relacionadas ao Tema 69
- 3 aplicação das Súmulas 283 e 284 do STF
Ratio Decidendi
Não conhecer do recurso especial porque a recorrente não impugnou o fundamento autônomo do acórdão recorrido segundo o qual, nas ações rescisórias relacionadas ao Tema 69, não há como atribuir responsabilidade sucumbencial em razão da modulação temporal determinada pelo STF, e porque apresentou argumentos genéricos dissociados dos fundamentos do acórdão, o que autoriza a aplicação das Súmulas 283 e 284 do STF.
Court Disposition
Recurso especial não conhecido.
Orders
- Não conheço do recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto com fundamento no art. 105, inc. III, "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo TRF4 assim ementado (fl. 698): PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. AÇÃO RESCISÓRIA. CABIMENTO. PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. RE 574.706. TEMA 69. MODULAÇÃO DE EFEITOS. 1. É cabível o manejo de ação rescisória, desde que observados os prazos legais, para adequar capítulo do acórdão à modulação dos efeitos determinada pelo Supremo Tribunal Federal em sede de Repercussão Geral. 2. No julgamento dos embargos de declaração no RE 574.706, o STF decidiu que a exclusão do ICMS destacado em notas fiscais da base de cálculo do PIS e da COFINS tem efeitos para os fatos geradores ocorridos a partir de 15/3/2017 (Tema 1279), ressalvadas as ações judiciais e expedientes administrativos protocolados até a data da sessão em que proferido o julgamento (15/03/2017). Embargos de declaração com provimento negado. A recorrente alega violação do art. 85, caput, do CPC/2015, sob os seguintes argumentos: a) a condenação da parte vencida ao pagamento de honorários advocatícios é, pois, um imperativo de ordem legal, que somente pode ser afastado por força de lei; b) na espécie, a ação rescisória proposta pela União consubstancia o único instrumento jurídico possível para obter o bem jurídico pretendido; c) não há como se atribuir à União, vencedora na demanda, a responsabilidade por haver dado "causa ao processo", conforme a redação prevista no art. 85, §10, do Diploma Processual, sendo preciso deixar claro que, embora figure como autora na relação processual, o motivo da propositura da demanda não lhe pode ser atribuído, visto que não havia outro meio possível de afastar a ilegalidade que presidiu o ajuizamento da ação rescisória. Sem contrarrazões. Juízo positivo de admissibilidade à fl. 732. É o relatório. Passo a decidir. Consigna-se inicialmente que o recurso foi interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devendo ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. Dito isso, no que se refere à alegação de ofensa ao art. 85, caput, do CPC/2015, a pretensão é inadmissível, pois a recorrente não impugnou o fundamento do acórdão recorrido segundo o qual "(..) nas ações rescisórias relacionadas ao Tema 69 não há como atribuir à empresa qualquer tipo de responsabilidade, inclusive de natureza sucumbencial, pela ação rescisória que é fundada na modulação temporal determinada pelo STF, visto que tal delimitação se deu com esteio em questões de segurança jurídica e não no mérito da causa." (fl. 696). Essa situação enseja a aplicação da Súmula 283/STF. Outrossim, no caso dos autos, a recorrente apresentou argumentos genéricos, vagos a respeito da suposta ofensa ao art. 85, caput, do CPC/2015, e que se encontram dissociados dos fundamentos aplicados pelo acórdão recorrido, situação que não permite a exata compreensão da controvérsia e impede o conhecimento do recurso, ao que se acrescenta que o dispositivo em exame não contém comando normativo capaz de infirmar o juízo formulado no julgado. Aplica-se à hipótese, por ambos os motivos, a Súmula 284/STF. Ante o exposto, não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. ART. 85, CAPUT, DO CPC/2015. ACÓRDÃO COM FUNDAMENTO AUTÔNOMO NÃO IMPUGNADO. SÚMULA 283/STF. DEFICIÊNCIA NA ARGUMENTAÇÃO RECURSAL E AUSÊNCIA DE COMANDO NORMATIVO. SÚMULA 284/STF. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.