AREsp 2762929 - ACORDAO
O agravo interno foi desprovido porque o acórdão recorrido apreciou tutela de urgência (decisão de natureza precária) e teve fundamento predominantemente constitucional, de modo que, por analogia à Súmula 735 do STF e diante da competência do STF para matérias constitucionais, não é cabível o conhecimento do recurso...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: WECAMBIO SERVIÇOS FINANCEIROS LTDA.; Agravado: Município de Embu das Artes
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Acórdão (sessão Virtual 22/05/2025 a 28/05/2025)
- Outcome
- Agravo interno desprovido; negar provimento ao recurso
- Legal Topics
- Ação Revisional, Tutela De Urgência, Súmula 735 Do STF, Suspensão Da Exigibilidade Do Crédito Tributário, EC Nº 113/21
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
WECAMBIO SERVIÇOS FINANCEIROS LTDA.
Agravante
Município de Embu das Artes
Agravado
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Acórdão (sessão Virtual 22/05/2025 a 28/05/2025)
Legal Issues
- 1 Cabimento de recurso especial para reexaminar decisão que defere ou indefere tutela de urgência
- 2 Aplicação, por analogia, da Súmula 735 do STF
- 3 Natureza predominantemente constitucional do acórdão recorrido e competência do STF
Ratio Decidendi
O agravo interno foi desprovido porque o acórdão recorrido apreciou tutela de urgência (decisão de natureza precária) e teve fundamento predominantemente constitucional, de modo que, por analogia à Súmula 735 do STF e diante da competência do STF para matérias constitucionais, não é cabível o conhecimento do recurso especial para reexaminar decisão liminar ou antecipatória, tornando incabível a pretensão recursal no STJ.
Court Disposition
Agravo interno desprovido; negar provimento ao recurso
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
- Manter a decisão que não conheceu do recurso especial e o acórdão de origem quanto ao deferimento parcial da tutela de urgência.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 22/05/2025 a 28/05/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Maria Thereza de Assis Moura, Marco Aurélio Bellizze e Teodoro Silva Santos votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO REVISIONAL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TUTELA DE URGÊNCIA PARCIALMETNE CONCEDIDA EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE . INCIDÊNCIA DA SÚMULA 735 DO STF. ACÓRDÃO COM FUNDAMENTO EXCLUSIVAMENTE CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Nos termos da Súmula 735 do STF, aplicável, ao caso, por analogia, não é cabível recurso especial para reexaminar decisão que defere ou indefere liminar ou antecipação de tutela, haja vista a natureza precária da decisão, notadamente quando for necessária a interpretação das normas que dizem respeito ao mérito da causa, como no caso. 2. Ademais, o acórdão recorrido apreciou os elementos autorizadores da tutela de urgência sob o enfoque predominantemente constitucional, requerendo análise de dispositivos constitucionais e de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo interno des provido.
RELATÓRIO MINISTRO AFRÂNIO VILELA: Em análise, agravo interno interposto pelo WECAMBIO SERVIÇOS FINANCEIROS LTDA. contra a decisão que conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial , em razão da aplicação, por analogia, da Súmula 735 do STF. Argumenta a parte agravante, em síntese, que "a r. decisão monocrática, basicamente, ignorou que a Agravante, embora não desconheça o teor da Súmula nº 735 do C. STF, destacou exceção à referida regra, pois, o C. STJ admite recursos especiais nos casos de ofensa aos dispositivos legais que tratem sobre concessão de tutelas de urgência" (fl. 157). Defende, ainda, que "o presente recurso especial foi interposto para desafiar a violação do v. acórdão recorrido ao (i) art. 300 do CPC, que versa justamente sobre os requisitos exigidos para concessão da tutela de urgência; e (ii) art. 151, inc. V do CTN, que trata da possibilidade de suspensão liminar do crédito tributário. Isso porque, o E. Tribunal a quo, ao declarar a suspensão de apenas parte do crédito tributário da Agravante, o fez com fundamento na existência da EC nº 113/21. Ou seja, os créditos anteriores a tal norma, não poderiam ter a exigibilidade suspensa, uma vez que o entendimento da tese fixada pelo C. STF, quando do julgamento do tema nº 1.062, não poderia ser estendido aos Municípios, mas, apenas, aos Estados e Distrito Federal" (fl. 157). Por fim, pugna pela reconsideração da decisão agravada ou pela submissão da questão ao Colegiado. Impugnação da parte agravada pelo improvimento do recurso às fls. 164-165. É o relatório. EMENTA TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO REVISIONAL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TUTELA DE URGÊNCIA PARCIALMETNE CONCEDIDA EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE . INCIDÊNCIA DA SÚMULA 735 DO STF. ACÓRDÃO COM FUNDAMENTO EXCLUSIVAMENTE CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Nos termos da Súmula 735 do STF, aplicável, ao caso, por analogia, não é cabível recurso especial para reexaminar decisão que defere ou indefere liminar ou antecipação de tutela, haja vista a natureza precária da decisão, notadamente quando for necessária a interpretação das normas que dizem respeito ao mérito da causa, como no caso. 2. Ademais, o acórdão recorrido apreciou os elementos autorizadores da tutela de urgência sob o enfoque predominantemente constitucional, requerendo análise de dispositivos constitucionais e de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo interno des provido. VOTO MINISTRO AFRÂNIO VILELA (Relator): Conheço do recurso, porquanto presentes os seus pressupostos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade. Na origem, observo que o Tribunal de origem julgou agravo de instrumento, interposto pela WECAMBIO SERVIÇOS FINANCEIROS LTDA. contra decisão que indeferiu a tutela de urgência requerida. O recurso foi parcialmente provido, conforme a seguinte ementa (fl. 29): Agravo de instrumento Ação revisional com pedido de tutela de urgência Município de Embu das Artes Questionamento a respeito dos encargos aplicados (correção monetária e juros de mora) Indeferimento de tutela de urgência Inusrgência da autora - Cabimento em parte Regularidade dos encargos aplicados pela Municipalidade até o advento da EC nº 113/21, que uniformizou os consectários legais dos débitos fazendários à Taxa Selic Precedentes desta Câmara Inviabilidade de limitar os encargos aplicados pelo Município com fundamento na tese jurídica fixada pelo E. STF no tema de repercussão geral nº 1.062, aplicável apenas aos Estados e ao Distrito Federal Adoção do recente entendimento exposto pelo E. STF ao reconhecer a repercussão geral do tema nº 1.217 Reconhecimento da "probabilidade do direito e o perigo de dano" ao contribuinte no tocante ao período posterior à EC nº 113/21 Art. 300 do CPC Possibilidade do deferimento da tutela de urgência para limitar os encargos à Taxa Selic somente após a entrada em vigor da EC nº 113/21, suspendendo a exigibilidade dos débitos discutidos na forma do art. 151, V, do CTN, até o recálculo da correção monetária e dos juros de mora Recurso parcialmente provido. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso especial, interposto com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, a parte recorrente aduz ofensa ao arts. 151, V, do CTN e 300 do CPC, no que concerne à necessidade de suspender a exigibilidade do crédito tributário, referente ao ISS devido no período entre os meses de 4/2019 e 5/2021, até o trânsito em julgado de decisão que venha a ser proferida na demanda, tendo em vista a flagrante inconstitucionalidade dos dispositivos legais utilizados para fundamentar acréscimos sobre o débito, bem como a possibilidade de inscrição em dívida ativa. O especial não foi conhecido, conforme a decisão de fls. 149-151. O agravo interno não merece prosperar, pois a ausência de argumentos hábeis para desconstituir os fundamentos da decisão ora agravada torna inalterado o entendimento nela firmado. Com efeito, não é cabível recurso especial para reexaminar decisão que defere ou indefere liminar ou antecipação de tutela, haja vista a natureza precária da decisão, notadamente quando for necessária a interpretação das normas que dizem respeito ao mérito da causa, como no caso, o que atrai a incidência, por analogia, da Súmula 735 do STF ("Não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar"). A propósito: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM FACE DE DECISÃO QUE DEFERIU TUTELA DE URGÊNCIA. JUÍZO PRECÁRIO. AUSÊNCIA DE CAUSA DECIDIDA PARA FINS DE CABIMENTO DO RECURSO ESPECIAL. SÚMULA N. 735 DO STF. MENÇÃO DE OFENSA AO ART. 300 DO CPC. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE DE AGRAVO INTERNO DIANTE DO INSTITUTO DA PRECLUSÃO CONSUMATIVA. AFRONTA AO ART. 5º, XXXVI, DA CF. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. NÃO CABIMENTO. CONTRARIEDADE AO ART. 24 DA LEI FEDERAL Nº 12.376/2010. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ARTS. 255/RISTJ E 1.029, § 1º, DO CPC/2015. INOBSERVÂNCIA. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Sendo o acórdão recorrido derivado de agravo de instrumento que deferiu tutela de urgência, o qual se caracteriza por um juízo precário, passível de modificação a qualquer momento, não há falar em causa decidida para fins de interposição de recurso especial. Incidência do enunciado 735 da Súmula do STF, por analogia, verbis: "Não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar". 2. "É defeso ao STJ examinar, em agravo interno, argumentos não suscitados oportunamente pelas partes no recurso especial, tendo em vista a inovação recursal e a preclusão consumativa". (AgInt no AREsp n. 1.144.143/MG, rel. Min. João Otávio de Noronha, Quarta Turma, DJe de 25/9/2024) 3. "Descabe ao Superior Tribunal de Justiça, ainda que para fins de prequestionamento, examinar matéria constitucional na via Especial, sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal". (EDcl no AgRg nos EREsp n. 1.806.170/SC, rel. Min. Herman Benjamin, Corte Especial, DJe de 21/9/2023) 4. Para que se configure o prequestionamento, há que se extrair do acórdão recorrido pronunciamento sobre as teses jurídicas em torno dos dispositivos legais tidos como violados, a fim de que se possa, na instância especial, abrir discussão sobre determinada questão de direito, definindo-se, por conseguinte, a correta interpretação da legislação federal. 5. A não observância dos requisitos dos artigos 255, parágrafo 1º, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, e 1.029, § 1º, do CPC/2015, torna inadmissível o conhecimento do recurso com fundamento na alínea "c" do permissivo constitucional. 6. Agravo interno não provido (AgInt no AREsp n. 2.498.649/RJ, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Segunda Turma, julgado em 13/11/2024, DJe de 18/11/2024). PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO COMBATIDO. MEDIDA LIMINAR. DEFERIMENTO. NATUREZA PRECÁRIA E PROVISÓRIA DO DECISUM. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. 1. Em conformidade com o disposto na Súmula 735 do Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça firmou o entendimento de que "não é cabível recurso especial para reexaminar decisão que defere ou indefere liminar ou antecipação de tutela, em razão da natureza precária da decisão, sujeita à modificação a qualquer tempo, devendo ser confirmada ou revogada pela sentença de mérito" (STJ, AgRg no AREsp n. 438.485/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, Segunda Turma, DJe de 17/02/2014). 2. A natureza precária e provisória do juízo de mérito desenvolvido em sede liminar, fundado na mera verificação da ocorrência do periculum in mora e da relevância jurídica da pretensão deduzida pela parte interessada, não enseja o requisito constitucional do esgotamento das instâncias ordinárias, indispensável ao cabimento dos recursos extraordinário e especial, conforme exigido expressamente na Constituição Federal "causas decididas em única ou última instância". 3. A desconstituição do entendimento adotado pelo acórdão recorrido demandaria induvidosamente o revolvimento do arcabouço probatório, providência incompatível com a via do recurso especial em virtude do óbice da Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça 4. Agravo interno desprovido (AgInt no AREsp 2.034.308/RS, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 15/3/2023). No mais, observa-se que, embora o recorrente aponte a existência de violação a normas infraconstitucionais, o acórdão recorrido apreciou a questão sob o enfoque predominantemente constitucional, requerendo análise de dispositivos constitucionais e de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Confira-se os seguintes excertos do aresto de origem (fls. 37-38): Em resumo, é reconhecida a regularidade dos encargos (correção monetária e juros de mora) aplicados pela Municipalidade até o advento da EC nº 113/21, que uniformizou os consectários legais dos débitos fazendários à Taxa Selic, anotando que o entendimento acima exposto foi recentemente convalidado pelo E. STF ao reconhecer a repercussão geral do tema nº 1.217, julgamento assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. DIREITO FINANCEIRO. ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA E TAXA DE JUROS DE MORA INCIDENTES SOBRE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS MUNICIPAIS. PERCENTUAL SUPERIOR AO PREVISTO PARA TRIBUTOS FEDERAIS. ARE 1.216.078. TEMA 1.062 DA REPERCUSSÃO GERAL. DISTINGUISHING. TESE LIMITADA AOS ESTADOS E DISTRITO FEDERAL. MULTIPLICIDADE DE RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. PAPEL UNIFORMIZADOR DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RELEVÂNCIA DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. MANIFESTAÇÃO PELA EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL." (R Extr. nº 1.346.152-RG-SP, rel. Min. Luiz Fux, j. 19/05/2022). O autor pretende limitar os encargos aplicados pelo Município com fundamento na tese jurídica fixada pelo E. STF no tema de repercussão geral nº 1.062 (em especial fls.4/8 dos autos originários), aplicável apenas aos Estados e ao Distrito Federal, o que não mais pode ser acolhido, diante do recente entendimento convalidado pelo E. STF ao reconhecer a repercussão geral do tema nº1.217. No tocante ao período posterior ao advento da EC nº 113/21, porém, é reconhecida a "probabilidade do direito e o perigo de dano" ao contribuinte, assim, preenchidos os requisitos do art. 300 do CPC, possível o deferimento da tutela de urgência para limitar os encargos à Taxa Selic somente após a entrada em vigor da EC nº 113/21, suspendendo a exigibilidade dos débitos discutidos na forma do art. 151, V, do CTN, até o recálculo da correção monetária e dos juros de mora Dessa forma, portanto, não compete o exame da pretensão recursal na via do apelo especial por este Superior Tribunal de Justiça, sob pena de usurpação dos poderes conferidos à Suprema Corte. Nesse sentido é o entendimento desta Corte Superior: PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. JUROS DE MORA ENTRE A DATA DA EXPEDIÇÃO DO PRECATÓRIO E A DATA DO DEPÓSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO COM FUNDAMENTO EMINENTEMENTE CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE EM RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO STF. 1. Em relação à incidência de juros de mora entre a expedição do precatório e o seu efetivo pagamento, verifica-se que o fundamento adotado pelo Corte a quo é eminentemente constitucional, com amparo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no art. 100 da Carta Magna e na Súmula Vinculante 17. 2. Não cabe ao Superior Tribunal de Justiça examinar a questão, porquanto reverter o julgado significaria usurpar competência que, por expressa determinação do art. 102, III, da Constituição Federal, pertence ao Supremo Tribunal Federal. 3. Recurso Especial não conhecido (REsp n. 1.814.286/RS, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 11/6/2019, DJe de 1/7/2019). ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. PRECATÓRIOS. EC 30/2000. COISA JULGADA. FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL DO ACÓRDÃO RECORRIDO. RECURSO ESPECIAL. INVIABILIDADE. 1. Inexiste contrariedade ao art. 535 do CPC/1973 quando a Corte de origem decide clara e fundamentadamente todas as questões postas a seu exame. Ademais, não se deve confundir decisão contrária aos interesses da parte com ausência de prestação jurisdicional. 2. O acórdão recorrido entendeu pela inexistência de violação da coisa julgada a partir da interpretação de dispositivos constitucionais (ADCT, art. 78, e EC 30/2000). 3. A análise da fundamentação constitucional do acórdão recorrido é de competência da Suprema Corte, por reserva expressa da Constituição Federal. Precedentes. 4. Agravo conhecido para conhecer em parte do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento (AREsp 729.156/SP, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 6/2/2018, DJe 16/2/2018). Isso posto, nego provimento ao recurso.