REsp 2048944 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça decidiu que, por ausência de previsão legal e em conformidade com sua jurisprudência dominante, o Ministério Público não é obrigado a notificar previamente o investigado sobre a recusa em oferecer o acordo de não persecução penal; o ANPP não é condição de procedibilidade nem direito subjetivo do investigado, de modo que o juiz de primeiro grau não pode rejeitar a denúncia apenas pela ausência dessa intimação, devendo apreciar a admissibilidade da denúncia e, se recebida, possibilitar ao acusado, na citação e na resposta à acusação, requerer a remessa dos autos ao órgão superior do Ministério Público conforme art. 28 e art. 28-A, § 14, do CPP.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE TOCANTINS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgado No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Recurso especial conhecido e provido; acórdão recorrido cassado; autos retornem ao juízo de primeiro grau para que decida acerca do recebimento da denúncia sem exigir intimação prévia do Ministério Público sobre o ANPP.
- Legal Topics
- Acordo De Não Persecução Penal, Art. 28 a Do CPP, Intimação Do Investigado, Rejeição Da Denúncia
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE TOCANTINS
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgado No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Há obrigação legal do Ministério Público de notificar o investigado sobre a recusa em oferecer o acordo de não persecução penal?
- 2 O não oferecimento do acordo de não persecução penal constitui condição de procedibilidade que autoriza a rejeição da denúncia?
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça decidiu que, por ausência de previsão legal e em conformidade com sua jurisprudência dominante, o Ministério Público não é obrigado a notificar previamente o investigado sobre a recusa em oferecer o acordo de não persecução penal; o ANPP não é condição de procedibilidade nem direito subjetivo do investigado, de modo que o juiz de primeiro grau não pode rejeitar a denúncia apenas pela ausência dessa intimação, devendo apreciar a admissibilidade da denúncia e, se recebida, possibilitar ao acusado, na citação e na resposta à acusação, requerer a remessa dos autos ao órgão superior do Ministério Público conforme art. 28 e art. 28-A, § 14, do CPP.
Court Disposition
Recurso especial conhecido e provido; acórdão recorrido cassado; autos retornem ao juízo de primeiro grau para que decida acerca do recebimento da denúncia sem exigir intimação prévia do Ministério Público sobre o ANPP.
Orders
- Conheço do recurso e dou-lhe provimento
- Casso o acórdão recorrido
Full Case Text
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