REsp 2117249 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo porque o ANPP é faculdade discricionária do Ministério Público cuja recusa, quando devidamente fundamentada na gravidade do delito e na inadequação do instituto para fins de reprovação e prevenção, não configura constrangimento ilegal; ademais, a qualificadora de uso de chave falsa e a reiteração delitiva impedem, em regra, a aplicação do princípio da insignificância no caso de furto qualificado.
- Parties
- Agravante: MAURICIO BORGES MORAES; Parte Interveniente: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental / Julgado Em Sessão Virtual (22/05/2025 a 28/05/2025)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido.
- Legal Topics
- Acordo De Não Persecução Penal, Princípio Da Insignificância, Furto Qualificado, Reiteração Delitiva, Recusa Fundamentada Pelo Ministério Público
Case Brief
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Parties
MAURICIO BORGES MORAES
Agravante
Ministério Público
Parte Interveniente
Procedural Posture
Agravo Regimental / Julgado Em Sessão Virtual (22/05/2025 a 28/05/2025)
Legal Issues
- 1 Se a recusa do Ministério Público em oferecer o ANPP, com base em critérios de necessidade e suficiência, configura constrangimento ilegal
- 2 Se o princípio da insignificância é aplicável em caso de furto qualificado com uso de chave falsa e reiteração delitiva
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque o ANPP é faculdade discricionária do Ministério Público cuja recusa, quando devidamente fundamentada na gravidade do delito e na inadequação do instituto para fins de reprovação e prevenção, não configura constrangimento ilegal; ademais, a qualificadora de uso de chave falsa e a reiteração delitiva impedem, em regra, a aplicação do princípio da insignificância no caso de furto qualificado.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido.
Orders
- Agravo regimental desprovido.
Full Case Text
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