HC 1041974 - DECISAO
Como não foi juntada prova pré-constituída essencial (a íntegra do acórdão do Tribunal de origem), mostrou-se inviável analisar o alegado constrangimento ilegal; por esse motivo, com fundamento na necessidade de prova pré-constituída e no art. 210 do Regimento Interno do STJ, a liminar do habeas corpus foi indeferida.
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- Parties
- Paciente: MARCOS VINICIUS DE MELO SILVA; Órgão Julgador: TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DE MINAS GERAIS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 October 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Indeferida
- Outcome
- liminar indeferida
- Legal Topics
- Acordo De Não Persecução Penal (anpp), Prova Pré Constituída, Indeferimento De Pedido Defensivo
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Parties
MARCOS VINICIUS DE MELO SILVA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DE MINAS GERAIS
Órgão Julgador
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 Cabimento do oferecimento do ANPP após o recebimento da denúncia
- 2 Exigência de prova pré-constituída para apreciação de habeas corpus
- 3 Possibilidade de exame do alegado constrangimento diante de instrução deficiente
Ratio Decidendi
Como não foi juntada prova pré-constituída essencial (a íntegra do acórdão do Tribunal de origem), mostrou-se inviável analisar o alegado constrangimento ilegal; por esse motivo, com fundamento na necessidade de prova pré-constituída e no art. 210 do Regimento Interno do STJ, a liminar do habeas corpus foi indeferida.
Court Disposition
liminar indeferida
Orders
- Indefiro liminarmente o habeas corpus
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de MARCOS VINICIUS DE MELO SILVA contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DE MINAS GERAIS (HC n. 2000202-48.2025.9.13.0000/JME). Consta dos autos que o paciente foi denunciado pela prática do delito previsto no art. 195 do Código Penal Militar. A defesa pleiteou em defesa prévia o oferecimento do acordo de não persecução penal, contudo, o pedido foi indeferido (e-STJ fls. 13/15). A defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem, o qual teve a ordem denegada (e-STJ fl. 11). Daí o presente habeas corpus, no qual a defesa sustenta que o paciente faz jus ao ABPP, uma vez que foi requerido pela defesa. Argumenta ser possível o oferecimento do ANPP após o recebimento da denúncia. Requer, assim, a concessão da ordem constitucional para que seja anulada a decisão da autoridade coatora que indeferiu o pedido defensivo de oferecimento do ANPP. É o relatório. Decido. Não obstante as razões declinadas, o impetrante não instruiu os autos, pois nele nhão consta a íntegra do acórdão proferido pelo Tribunal de origem. Ressalte-se que o rito do habeas corpus pressupõe prova pré-constituída do direito alegado, devendo a parte demonstrar, de maneira inequívoca, por meio de documentos, a existência de constrangimento ilegal imposto à parte interessada. Nesse sentido, segue a jurisprudência desta Corte: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO TENTADO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA EM PRONÚNCIA. INSTRUÇÃO DEFICIENTE. PRETENSÃO DE SIMPLES REFORMA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma (Súmula n.º 182 desta Corte). 2. Cabe ao impetrante o escorreito aparelhamento do habeas corpus, bem como do recurso ordinário dele originado, indicando, por meio de prova pré-constituída, o constrangimento ilegal alegado. 3. É inviável divisar, de forma meridiana, a alegação de constrangimento, diante da instrução deficiente dos autos, no qual se deixou de coligir cópia da decisão que decretou a prisão preventiva do acusado, documento imprescindível à plena compreensão dos fatos aduzidos no presente recurso. 4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no RHC n. 48.939/MG, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe 23/4/2015.) PROCESSUAL PENAL. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS. AUSÊNCIA DE PEÇA ESSENCIAL À COMPREENSÃO DA CONTROVÉRSIA. DEFICIÊNCIA NA INSTRUÇÃO QUE IMPOSSIBILITA A ANÁLISE DO PEDIDO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. É possível receber o pedido de reconsideração como agravo regimental, dada a identidade do prazo recursal e a inexistência de erro grosseiro. 2. Ação constitucional de natureza mandamental, o habeas corpus tem como escopo precípuo afastar eventual ameaça ao direito de ir e vir, cuja natureza urgente exige prova pré-constituída das alegações e não comporta dilação probatória. 3. Ausente cópia da decisão que decretou a prisão preventiva do acusado, a cujos fundamentos o juiz sentenciante remete para negar ao réu o direito de recorrer em liberdade, mostra-se inviável o exame do alegado constrangimento ilegal. 4. Pedido de reconsideração recebido como agravo regimental, não provido. (RCD no RHC n. 54.626/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe 2/3/2015.) Dessa forma, diante da ausência de prova pré-constituída das alegações, torna-se impossível analisar o suposto constrangimento ilegal. Ante o exposto, com base no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, indefiro liminarmente o presente habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA