AREsp 1990638 - DECISAO
O recurso especial não pode ser conhecido porque, além de ser manifestamente incabível perante o STJ quando interposto contra decisão de Turma Recursal dos Juizados Especiais (art. 105, III, CF; Súmula 203/STJ), também restou deserto por ausência de comprovação do pagamento do preparo, vez que apenas foi juntado...
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- Parties
- Agravante/recorrente: CONSTANTIN DANIEL (ESPÓLIO)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interposto Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão De Inadmissão De Recurso Especial; Não Conhecimento Do Recurso Pelo STJ
- Outcome
- Não conheço do recurso.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso, Preparo Recursal, Deserção, Súmula 203/stj, Honorários Advocatícios
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Parties
CONSTANTIN DANIEL (ESPÓLIO)
Agravante/recorrente
Procedural Posture
Agravo Interposto Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão De Inadmissão De Recurso Especial; Não Conhecimento Do Recurso Pelo STJ
Legal Issues
- 1 Cabimento de recurso especial contra decisão de Turma Recursal dos Juizados Especiais
- 2 Comprovação do pagamento do preparo: agendamento não comprova quitação
- 3 Deserção do recurso por ausência de preparo comprovado
Ratio Decidendi
O recurso especial não pode ser conhecido porque, além de ser manifestamente incabível perante o STJ quando interposto contra decisão de Turma Recursal dos Juizados Especiais (art. 105, III, CF; Súmula 203/STJ), também restou deserto por ausência de comprovação do pagamento do preparo, vez que apenas foi juntado comprovante de agendamento, não o comprovante de quitação exigido pela Lei n. 11.636/2007 (art. 10, parágrafo único), razão pela qual o recurso não foi conhecido.
Court Disposition
Não conheço do recurso.
Orders
- Recurso não conhecido.
- Recurso especial declarado deserto por ausência de comprovação do pagamento do preparo.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se deagravo interposto por CONSTANTIN DANIEL (ESPÓLIO), contra decisão que inadmitiu recurso especial com fundamento no art. 105, inciso III, da Constituição Federal. É, no essencial, o relatório. Decido. Inicialmente, de acordo com os Enunciados Administrativos do STJ n.os 02 e 03, os requisitos de admissibilidade a serem observados são os previstos no Código de Processo Civil de 1973, se a decisão impugnada tiver sido publicada até 17 de março de 2016, inclusive; ou, se publicada a partir de 18 de março de 2016, os preconizados no Código de Processo Civil de 2015. Mediante análise dos autos,verifica-se que o recurso não merece prosperar por ser manifestamente incabível, a esta Corte, o julgamento de recurso especial interposto contra decisão de Turma Recursal dos Juizados Especiais, por ausência de previsão no art. 105, III, da Constituição Federal. (AgInt no AREsp 1445120/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, DJe de 24/4/2020; AgInt no REsp 1796788/MG, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe de 22/8/2019.) Dessa forma, conforme dispõe a Súmula n. 203 do STJ, "não cabe recurso especial contra decisão proferida por órgão de segundo grau dos Juizados Especiais". Ainda que assim não fosse, percebeu-se, no STJ, haver irregularidade no recolhimento do preparo, uma vez que foi colacionado aos autos apenas o comprovante de agendamento do preparo, não tendo sido juntado o comprovante do efetivo pagamento. A parte, embora regularmente intimada para sanar referido vício, quedou-se inerte. Portanto, não se pode considerar efetuado o pagamento se o próprio documento "traz em si a advertência de que não representa a efetiva quitação da transação". (AgInt no AREsp 1143559/SP, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe de 7/3/2018). Nos termos da Lei n. 11.636/2007, são devidas custas judiciais e porte de remessa e retorno dos autos nos processos de competência recursal do Superior Tribunal de Justiça. O parágrafo único do art. 10 da referida lei ordinária dispõe que nenhum recurso subirá ao Superior Tribunal de Justiça, excetuados os casos de isenção, sem a juntada aos autos do comprovante de recolhimento do preparo. Assim, mero comprovante de agendamento do preparo não serve para a comprovação da quitação da obrigação do recorrente, resultando na deserção do recurso especial. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: AgInt no AREsp 1623099/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, DJe de 3/8/2020; AgInt no AREsp 1534909/PE, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 17/3/2020; e AgInt no AREsp 1497996/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 10/2/2020. Dessa forma, o recurso especial não foi devida e oportunamente preparado, incidindo, na espécie, o disposto na Súmula n. 187 do STJ, o que leva à deserção do recurso. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários de advogado pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte Recorrente, no importe de 15% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do recurso. Publique-se. Intimem-se.