AREsp 1925989 - DECISAO
DECISÃO Cuida-se de agravo em recurso especial interposto por VITOR HUGO MACHADO NASCIMENTOcontra decisão que inadmitiurecurso especial, fundamentado na alínea "c" do permissivo constitucional. Agravo em recurso especial interposto em: 18/12/2020. Concluso ao gabinete em: 15/07/2021. Ação: revisional de contrato...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: VITOR HUGO MACHADO NASCIMENTO; Agravado: BANCO PANAMERICANO S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 September 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Recursos Repetitivos (resp 973.827/rs), Capitalização De Juros, Juros Remuneratórios, Súmulas Do STJ, Honorários Advocatícios
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
VITOR HUGO MACHADO NASCIMENTO
Agravante
BANCO PANAMERICANO S.A.
Agravado
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Cabimento de agravo em recurso especial contra decisão que negou seguimento por tese de recurso repetitivo
- 2 Incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ quanto à reanálise de provas e interpretação de cláusulas contratuais
- 3 Aplicabilidade das Súmulas 83 e 541 do STJ em relação à capitalização de juros e juros remuneratórios
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo em recurso especial interposto por VITOR HUGO MACHADO NASCIMENTOcontra decisão que inadmitiurecurso especial, fundamentado na alínea "c" do permissivo constitucional. Agravo em recurso especial interposto em: 18/12/2020. Concluso ao gabinete em: 15/07/2021. Ação: revisional de contrato bancário, ajuizada pelo recorrente, em face do BANCO PANAMERICANO S.A., fundada naexistência de abusividade nos encargos cobrados peloréu. Sentença: julgou improcedentes os pedidos. Acórdão: negou provimento à apelação interposta pelo agravante. Decisão de admissibilidade do TJ/RS: negou seguimento ao recurso especial,quanto à capitalização de juros, tendo em vista o REsp 973.827/RS (Temas 246 e 247 do STJ), e não o admitiu em razão da (i) incidência das Súmulas 5, 7 e 83/STJ (em relaçãoaos juros remuneratórios); (ii) da aplicação das Súmulas 5 e 7/STJ (quanto à capitalização de juros) e do (iii) uso da Súmula 83/STJ (a respeito da caracterização da mora). Agravo em recurso especial:aduziu que houve o prequestionamento das matérias discutidas no recurso especial; que, quanto a taxa de juros remuneratórios, não incidiria a Súmula 83/STJ; que as Súmulas 83 e 541/STJ seriam inaplicáveis em relação à capitalização de juros; que não incidiriam as Súmulas 5 e 7/STJ, em razão da divergência jurisprudencial em relação à capitalização de juros e à taxa de juros remuneratórios; que, na hipótese, a taxa de juros remuneratórios seria superior à média do mercado; que o recurso teve seguimento negado com base em paradigma superado; que não houve expressa pactuação dos juros; e, por fim, que a mora deveria ser afastada, em razão das irregularidades contratuais. RELATADO O PROCESSO, DECIDE-SE. Conforme acima relatado, observa-se que, por ocasião da admissibilidade do recurso especial, a esse foi negado seguimento, tendo em vista que o posicionamento adotado pelo acórdão proferido pelo Tribunal de origem estaria em harmonia com a orientação desta Corte Superior sedimentada em julgamento de recurso repetitivo (REsp 973.827/RS, 2ª Seção, DJe de 24/09/2012 - Temas 246 e 247 do STJ). Com efeito, após o advento do CPC/15, passou a existir expressa previsão legal determinando o cabimento de agravo interno contra decisão que nega seguimento ao recurso especial em virtude de tese firmada sob o rito dos recursos repetitivos (art.1.030, I, "b", e §2º). Portanto, a interposição de agravo em recurso especial, nesta hipótese, constitui erro grosseiro, em razão da inexistência de dúvida objetiva. Registro, inclusive, que a jurisprudência do STJ já se consolidou nesse sentido:AgInt no AREsp 1665967/MS3ª Turma, DJe de 25/06/2020; AgInt no AREsp 1306021/MG, 3ª Turma, DJe de 05/10/2018; AgInt no AREsp 1.003.647/BA, 2ª Turma, DJe de 22/2/2017; AgInt no AREsp 951.728/MG, 4ª Turma, DJe de 7/2/2017; AgInt no AREsp 983.653/MG, 3ª Turma, DJe de 9/12/2016; AREsp 959.991/RS, 3ª Turma, DJe de 26/8/2016. Ademais, verifica-se que o agravante não impugnou, de maneira consistente e específica, os seguintes fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial:Súmulas 5 e 7 do STJ. Quanto ao ponto, limitou-se a aduzir, genericamente, que não pretenderia a interpretação de cláusula contratual ou a reanalise provas, bem como que o recurso estaria fundado na divergência jurisprudencial. Assim, o agravo que não impugna, especificamente, todos os fundamentos da decisão recorrida não deve ser conhecido, conforme disposto na Súmula 182/STJ. Forte nessas razões, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC/15. Nos termos do art. 85, §11, do CPC/15, considerando o trabalho adicional imposto ao advogado da parte agravada em virtude da interposição deste recurso, majoro os honorários fixados anteriormente em R$ 1.500,00 (e-STJ, fl. 184) para R$ 1.800,00, observada a concessão de justiça gratuita. Previno as partes que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar na condenação ao pagamento das penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC/15. Publique-se. Intimem-se.