AREsp 1911046 - DECISAO
O agravo não foi conhecido por ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão denegatória de admissibilidade, notadamente a incidência da Súmula 7/STJ que inviabiliza a reanálise do conjunto fático-probatório, conforme art. 932, III, do CPC/2015 e Enunciado Administrativo n.3/STJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: PIEDADE MACONI LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 September 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Admissibilidade De Recurso Especial
- Outcome
- Agravo em recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7/stj, Enunciado Administrativo 3/stj, Aposentadoria Por Invalidez
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Parties
PIEDADE MACONI LTDA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Admissibilidade De Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Incidência da Súmula 7/STJ quanto à reanálise de prova técnico-fática
- 2 Obrigatoriedade de impugnação específica aos fundamentos da decisão denegatória de admissibilidade (art. 932, III, CPC/2015)
- 3 Aplicação do Enunciado Administrativo 3/STJ sobre exigência de requisitos recursais do CPC/2015
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido por ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão denegatória de admissibilidade, notadamente a incidência da Súmula 7/STJ que inviabiliza a reanálise do conjunto fático-probatório, conforme art. 932, III, do CPC/2015 e Enunciado Administrativo n.3/STJ.
Court Disposition
Agravo em recurso especial não conhecido
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Publique-se. Intimem-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO PIEDADE MACONI LTDA agravou da decisão denegatória de seguimento ao recurso especial interposto por si com fundamento no art. 105, inciso III, alínea "a", da Constituição da República, contra o acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ OU AUXÍLIO DOENÇA. PREEXISTÊNCIA DA DOENÇA. I- Os requisitos para a concessão da aposentadoria por invalidez compreendem: o cumprimento do período de carência, quandoa)exigida, prevista no art. 25 da Lei nº 8.213/91; a qualidade de segurado, nos termos do art. 15 da Lei de Benefícios e b)c)incapacidade definitiva para o exercício da atividade laborativa. O auxílio doença difere apenas no que tange à incapacidade, a qual deve ser temporária. II- Ficou comprovada nos autos a existência de incapacidade total e permanente para o trabalho. No entanto, referida incapacidade é preexistente ao reingresso da parte autora ao Regime Geral de Previdência Social, tendo início em período em que a mesma não possuía qualidade de segurado. III- Arbitro os honorários advocatícios em 10% sobre o valor da causa, cuja exigibilidade ficará suspensa, nos termos do art. 98, §3º,do CPC, por ser a parte autora beneficiária da justiça gratuita. IV- Observo que o valor da condenação não excede a 1.000 (um mil) salários mínimos, motivo pelo qual a R. sentença não está sujeita ao duplo grau obrigatório. V- Apelação provida. Remessa oficial não conhecida. Tutela antecipada cassada. Nas razões de recurso especial, o recorrente apontou violação à segunda parte do art. 59, § 1º da Lei 8213/1991 A inadmissão do recur.so especial se fez à consideração de que, além de não restar atendidas as regras do art. 541, parágrafo único do revogado Código de Processo Civil (correspondente ao art. 1029, §1º, da Lei 13.105, de 16 de março de 2015), e art. 255, § 1º, do RISTJ, a pretensão recursal esbarraria no óbice da Súmula 7/STJ Nas suas razões de agravo, postula-se pelo processamento do recurso especial, haja vista ter cumprido todos os requisitos necessários à sua admissão. É o relatório. Passo a decidir. Inicialmente é necessário consignar que o presente recurso atrai a incidência do Enunciado Administrativo n. 3/STJ:"Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC". A pretensão não merece acolhida. Dessume-se dos autos que a decisão que negou seguimento ao recurso especial se baseou nos argumentos de que areanálise da preexistência ou não de patologia ao tempo da filiação do segurado ao regime previdenciário, assim como para nova discussão acerca das provas da progressão ou agravamento da doença havida como incapacitante, esbarraria no óbice da Súmula 7/STJ Contudo, do exame do agravo interposto, observa-se que o agravante se furtou deimpugnar específica e suficientemente este fundamento em que se pautou o Tribunal deorigem, restringindo-se a apontar elementos do laudo pericial que poderia sugerir o agravamento da doença após a aquisição da qualidade de segurado, o que, mutatis mutandis, corrobora a incidência da Súmula 7. Competia ao agravante demonstrar de que maneira o recurso especial de fato nãodepende de reanálise do conjunto fático-probatório - deixando claro, por exemplo, quetodos os fatos estão devidamente consignados no acórdão recorrido. não dependendo, pois, de reexame de dados ínsitos em prova técnica; o que nãoaconteceu, conforme se pode observar das razões do agravo. Assim, o agravo em recurso especial carece de fundamentação, atraindo as consequências previstas no art.932, III do CPC/2015 , segundo o qual não se conhecerá do agravo que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão de inadmissibilidade. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO MANEJADO SOB A ÉGIDE DO NCPC. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DENEGATÓRIA DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. DESCUMPRIMENTO DOS REQUISITOS PRECONIZADOS PELO ART. 932, III, NCPC (ART. 544, § 4º, I, DO CPC/73). MATÉRIA CONSTITUCIONAL. APRECIAÇÃO. INVIABILIDADE. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Vale pontuar que o presente agravo interno foi interposto contra decisão publicada na vigência do novo Código de Processo Civil, razão pela qual devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma nele prevista, nos termos do Enunciado Administrativo nº 3 aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC. 2. Não se mostra viável o agravo em recurso especial que, apresentado em desacordo com os requisitos preconizados pelo art. 932, III, do NCPC (544, § 4º, I, do CPC/73), não impugna os fundamentos da respectiva inadmissibilidade (incidência da Súmula nº 7 do STJ). 3. Não cabe ao Superior Tribunal de Justiça apreciar, na via especial, suposta violação de matéria constitucional, sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 851.024/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 18/08/2016, DJe 29/08/2016) Ante o exposto, com fulcro no art. 932, III, do CPC/2015 c/c o art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA ROCESSUAL CIVIL. ENUNCIADO ADMINISTRATIVO 3/STJ. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.