AREsp 2488001 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque os agravantes não impugnaram de modo específico todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, notadamente a aplicação da Súmula nº 7/STJ, configurando hipótese de não conhecimento nos termos do art. 932, III, do CPC; determinou-se, ainda, a majoração dos...
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- Parties
- Agravante: ADALBERTO NEUMANN; Agravante: SIMONE MARIA FABIAN NEUMANN
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 April 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Inadmissibilidade / Não Conhecimento
- Outcome
- Não conhecido do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Incidência Da Súmula Nº 7/stj, Honorários Advocatícios, Impugnação Específica De Fundamentos De Decisão De Inadmissibilidade
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Parties
ADALBERTO NEUMANN
Agravante
SIMONE MARIA FABIAN NEUMANN
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Inadmissibilidade / Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Impugnação específica de todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade
- 2 Incidência da Súmula nº 7/STJ e necessidade de demonstrar que não demanda reexame fático-probatório
- 3 Aplicação do art. 932, III, do CPC
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque os agravantes não impugnaram de modo específico todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, notadamente a aplicação da Súmula nº 7/STJ, configurando hipótese de não conhecimento nos termos do art. 932, III, do CPC; determinou-se, ainda, a majoração dos honorários sucumbenciais para 17% com fundamento no art. 85, § 11, do CPC.
Court Disposition
Não conhecido do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conhecer do agravo em recurso especial.
- Majorar os honorários sucumbenciais para 17% em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observado o benefício da gratuidade da justiça, se for o caso.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por ADALBERTO NEUMANN e SIMONE MARIA FABIAN NEUMANN contra a decisão que não admitiu o recurso especial sob os seguintes fundamentos: a) ausência de violação dos arts. 489 e 1.022, do Código de Processo Civil; b) não demonstração da vulneração aos dispositivos arrolados; c) incidência da Sumula nº 7/STJ e; d) inexistência de comprovação do dissídio jurisprudencial. Em suas razões (fls. 345/370 e-STJ), os agravantes repisam a alegação de violação dos dispositivos legais indicados, bem como asseveram pela não incidência dos óbices sumulares. Não houve impugnação (fl. 372 e-STJ). É o relatório. DECIDO. O agravo não comporta conhecimento. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que a decisão de inadmissibilidade do recurso especial não é formada por capítulos autônomos, mas por um único dispositivo, o que exige que a parte recorrente refute todos os fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial. Confira-se: "AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE. IMPUGNAÇÃO TOTAL. NECESSIDADE. ART. 253, PARÁGRAFO ÚNICO, II, A, DO RISTJ. NÃO PROVIMENTO. 1. A respeito do "agravo do artigo 544 do CPC de 1973, atualmente disciplinado pelo artigo 1.042 do CPC de 2015 -, a Corte Especial fixou a orientação no sentido de ser inafastável o dever do recorrente de impugnar especificamente todos os fundamentos que levaram à inadmissão do apelo extremo, não se podendo falar, na hipótese, em decisão cindível em capítulos autônomos e independentes (EAREsps 701.404/SC, 746.775/PR e 831.326/SP, relator Ministro João Otávio de Noronha, relator para acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, julgado em 19.9.2018, DJe 30.11.2018)." (EREsp 1424404/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, CORTE ESPECIAL, julgado em 20/10/2021, DJe 17/11/2021). 2. Agravo interno a que se nega provimento." (AgInt nos EDcl no AREsp 1.968.802/DF, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 16/5/2022, DJe de 19/5/2022). No caso concreto, constata-se que as razões do agravo deixaram de impugnar de modo específico a aplicação da Súmula nº 7/STJ, atraindo, portanto, a aplicação do disposto no art. 932, III, do Código de Processo Civil, que impõe ao relator "não conhecer do recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida". Com efeito, no tocante à Súmula nº 7/STJ, não basta a parte sustentar genericamente a não aplicação do óbice, sem explicitar, à luz da tese recursal trazida no recurso especial, de que maneira a análise não dependeria do reexame fático-probatório. A propósito: "AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO PROFERIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. PRINCIPIO DA DIALETICIDADE. ART. 932, III, DO CPC DE 2.015. INSUFICIÊNCIA DE ALEGAÇÃO GENÉRICA. RECURSO MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEL. MULTA DO ART. 1.021, § 4º, DO CPC. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. O agravo que objetiva conferir trânsito ao recurso especial obstado na origem reclama, como requisito objetivo de admissibilidade, a impugnação específica aos fundamentos utilizados para a negativa de seguimento do apelo extremo, consoante expressa previsão contida no art. 932, III, do CPC de 2.015 e art. 253, I, do RISTJ, ônus da qual não se desincumbiu a parte insurgente, sendo insuficiente alegações genéricas de não aplicabilidade do óbice invocado. 2. Para afastar o fundamento da decisão agravada, de incidência do óbice da Súmula n. 7/STJ, não basta apenas deduzir alegação genérica de inaplicabilidade do referido óbice ou que a tese defensiva não demanda reexame de provas. Para tanto, o recorrente deve desenvolver argumentação que demonstre como seria possível modificar o entendimento firmado pelas instâncias ordinárias sem nova análise do conjunto fático-probatório, deixando claro que os fatos foram devidamente consignados no acórdão objurgado, ônus do qual, contudo, não se desobrigou. Precedentes. 3. O recurso mostra-se manifestamente inadmissível, a ensejar a aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC, no percentual de 1% sobre o valor atualizado da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, nos termos do § 5º, do citado artigo de lei. 4. Agravo interno não provido, com aplicação de multa." (AgInt no AREsp 2.104.307/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, Quarta Turma, julgado em 8/8/2022, DJe de 15/8/2022). Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Na origem, os honorários sucumbenciais foram fixados em 15% (quinze por cento) sobre o valor da causa, os quais devem ser majorados para o patamar de 17% (dezessete por cento) em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observado o benefício da gratuidade da justiça, se for o caso. Publique-se. Intimem-se. EMENTA