AREsp 2737529 - DECISAO
O agravo em recurso especial não foi conhecido pois a agravante não demonstrou, mediante indicação de precedentes do STJ contemporâneos ou supervenientes em sentido contrário, que o óbice da Súmula 83/STJ havia sido mal aplicado pela instância ordinária.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: BANCO AFINZ S.A. BANCO MULTIPLO; Recorrido: TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Inadmissão Do Recurso Especial
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 83/stj, Precedentes E Jurisprudência Dominante
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Parties
BANCO AFINZ S.A. BANCO MULTIPLO
Agravante
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Inadmissão Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Aplicação da Súmula 83/STJ como óbice à admissibilidade do recurso especial
- 2 Necessidade de indicação, pelo recorrente, de julgados do STJ contemporâneos ou supervenientes em sentido contrário
- 3 Inadmissibilidade do recurso quando a matéria demanda reexame probatório
Ratio Decidendi
O agravo em recurso especial não foi conhecido pois a agravante não demonstrou, mediante indicação de precedentes do STJ contemporâneos ou supervenientes em sentido contrário, que o óbice da Súmula 83/STJ havia sido mal aplicado pela instância ordinária.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Agrava-se da inadmissão de recurso especial interposto por BANCO AFINZ S.A. BANCO MULTIPLO para impugnar acórdão proferido pelo TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO. Bem examinados os autos, verifica-se que na decisão de inadmissão do recurso especial foi invocado o óbice da Súmula 83/STJ, haja vista que a solução encontrada pelo acórdão recorrido prestigiaria a jurisprudência consolidada no âmbito do STJ. Sustentou-se a afirmação, ademais, por meio da exposição de julgados do STJ que caminhariam o mesmo sentido do acórdão recorrido. Todavia, embora tenha sido invocada, repito, a Súmula 83/STJ para a inadmissão do recurso especial, a agravante não trouxe, em sua peça, fundamentação idônea a indicar que esse óbice teria sido mal aplicado pela instância ordinária, o que demandaria, obrigatoriamente, a apresentação de julgados do STJ contemporâneos e em sentido contrário àquele mencionado, com o que se poderia reconhecer a aventada inexistência de jurisprudência dominante sobre o tema versado no recurso especial. Nesse sentido, em situação análoga: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO. ELETROBRÁS. JUROS REMUNERATÓRIOS E MORATÓRIOS. IMPUTAÇÃO DE PAGAMENTO. INADMISSÃO COM FUNDAMENTO NA SÚMULA 83 DO STJ. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE PRECEDENTE CONTEMPORÂNEO OU POSTERIOR. NECESSIDADE DE REEXAME PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE.1. Tendo o recurso sido interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ.2. Na hipótese em que o recurso especial não é admitido com apoio na Súmula 83 do STJ, na impugnação recursal, devem-se apontar julgados deste Tribunal Superior contemporâneos ou supervenientes em sentido contrário aos precedentes indicados na decisão de inadmissão, ou indicar a distinção entre os casos julgados. Precedentes.3. No caso dos autos, o julgado da Segunda Turma invocado para a inadmissão do especial externa que "a parcela referente aos juros remuneratórios reflexos, inconfundível com os juros moratórios, compõe o principal do débito exequendo, de modo a ensejar, na imputação de pagamento, a aplicação do art. 354 do CC/2002" (REsp n. 1.810.639/PR, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 16/6/2020, DJe de 18/9/2020), mas a parte recorrente não aponta nenhum precedente que, tratando da mesma situação fático-jurídica, tenha chegado à outra conclusão.4. Agravo interno não provido.(AgInt no AREsp n. 2.336.038/RS, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 2/10/2023, DJe de 4/10/2023) No mesmo sentido, entre outros: AgInt nos EDcl no AREsp n. 1.842.229/PR, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, julgado em 2/5/2023, DJe de 11/5/2023; AgInt no AREsp n. 2.190.005/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 29/5/2023, DJe de 26/6/2023; AgInt nos EDcl no AREsp n. 2.271.129/RJ, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 15/5/2023, DJe de 17/5/2023; AgInt no AREsp n. 1.902.574/MG, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 28/3/2022, DJe de 4/4/2022. Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA