AREsp 2812381 - DECISAO
Os agravos não foram conhecidos porque as partes agravantes não impugnaram de forma específica e adequada todos os fundamentos da decisão agravada — em especial a aplicação da Súmula 83 do STJ — devendo observar-se o disposto no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ e no art. 932, III, do CPC/2015.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL; Agravante: CLÁUDIA DE AZEVEDO BARCELLOS; Agravante: TELMO RICARDO ABRAHAO SCHORR
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 March 2025
- Procedural Posture
- Agravos Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Dos Agravos
- Outcome
- NÃO CONHEÇO dos agravos em recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 83 Do STJ, Honorários Advocatícios, Precedentes E Jurisprudência
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Agravante
CLÁUDIA DE AZEVEDO BARCELLOS
Agravante
TELMO RICARDO ABRAHAO SCHORR
Agravante
Procedural Posture
Agravos Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Dos Agravos
Legal Issues
- 1 Necessidade de impugnação específica de todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial
- 2 Aplicação da Súmula 83 do STJ como óbice à admissão do recurso especial
- 3 Majoração de honorários advocatícios nos casos de recurso não conhecido
Ratio Decidendi
Os agravos não foram conhecidos porque as partes agravantes não impugnaram de forma específica e adequada todos os fundamentos da decisão agravada — em especial a aplicação da Súmula 83 do STJ — devendo observar-se o disposto no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ e no art. 932, III, do CPC/2015.
Court Disposition
NÃO CONHEÇO dos agravos em recurso especial
Orders
- Caso exista nos autos prévia fixação de honorários de advogado pelas instâncias de origem, determino a majoração dessa verba, em desfavor da parte recorrente, no importe de 10% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º...
- Publique-se. Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravos em recurso especial apresentados pelo INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL e por CLÁUDIA DE AZEVEDO BARCELLOS e TELMO RICARDO ABRAHAO SCHORR contra decisão que inadmitiu apelo nobre interposto com fundamento no art. 105, III, da Constituição Federal. Passo a decidir. Impende destacar que não deve ser conhecido o agravo que não ataque especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015 e do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ. Confira-se o teor dos dispositivos citados: Art. 932. Incumbe ao relator: .. III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; Art. 253. O agravo interposto de decisão que não admitiu o recurso especial obedecerá, no Tribunal de origem, às normas da legislação processual vigente. (Redação dada pela Emenda Regimental n. 16, de 2014) Parágrafo único. Distribuído o agravo e ouvido, se necessário, o Ministério Público no prazo de cinco dias, o relator poderá: (Redação dada pela Emenda Regimental n. 16, de 2014) I - não conhecer do agravo inadmissível, prejudicado ou daquele que não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida; A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento dos Embargos de Divergência em Agravo em Recurso Especial 701.404/SC, 746.775/PR e 831.326/SP, decidiu pela necessidade de o agravante impugnar especificamente todos os fundamentos adotados pela decisão a quo, autônomos ou não, para justificar a inadmissão do recurso especial, sob pena de seu recurso não ser conhecido. No caso, da análise dos autos, verifico que a inadmissão do especial do ente p revidenciário se deu com base nos seguintes fundamentos: suficiente prestação jurisdicional e incidência da Súmula 83 do STJ, prejudicada a análise da suposta divergência. Já em relação ao apelo nobre obstado da parte exequente, foram aplicados os seguintes fundamentos: suficiente prestação jurisdicional e incidência da Súmula 83 do STJ. Entretanto, ambas as partes agravantes deixaram de impugnar específica e adequadamente a aplicação da Súmula 83 do STJ. Destaco, por oportuno, não ser suficiente a apresentação de razões genéricas sobre o óbice apontado pela decisão de inadmissibilidade, sendo exigível do agravante o efetivo ataque aos seus fundamentos. Note-se que, estribada a decisão agravada na jurisprudência do STJ, caberia às partes agravantes apontar precedentes contemporâneos ou supervenientes aos referidos na decisão impugnada, procedendo ao devido cotejo analítico, a fim de demonstrar que a orientação desta Corte não se firmou no sentido do decisum impugnado, ou, ainda, demonstrar a não subsunção do caso concreto à jurisprudência citada pela decisão de inadmissibilidade, o que não ocorreu na espécie. Cumpre ressaltar que o Tribunal de origem, ao realizar o juízo de admissibilidade do apelo nobre, deve analisar os pressupostos específicos e constitucionais concernentes ao mérito da controvérsia, não havendo que se falar em usurpação da competência do STJ. Nesse sentido: AgInt no AREsp 2.107.891/PR, Relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 14/11/2022, DJe de 30/11/2022; AgInt no AREsp 2.164.815/RS, Relator Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma, julgado em 28/11/2022, DJe de 30/11/2022; e AgInt no AREsp 2.098.383/BA, Relator Ministro Manoel Erhardt (Desembargador Convocado do TRF5), Primeira Turma, julgado em 15/8/2022, DJe de 17/8/2022. Ante o exposto, com base no art. 253, parág rafo único, I, do RISTJ, NÃO CONHEÇO dos agravos em recurso especial. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários de advogado pelas instâncias de origem, determino a majoração dessa verba, em desfavor da parte recorrente, no importe de 10% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA