AREsp 1744826 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque o agravante deixou de impugnar especificamente o fundamento relativo à deficiência de cotejo analítico, de modo que, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015 e, por analogia, da Súmula 182/STJ, não se conhece do agravo em recurso especial; não se aplicaram multa e pena...
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- Parties
- Agravante: ALEXANDRE JOSÉ DA CRUZ MEDEIROS; Agravante: AMERICO OCCHIENA; Agravante: ANTONIO ROGERIO DA SILVA; Agravante: CLÁUDIO MANOEL ROMEIRO JUNIOR; Agravante: CARLOS BORGES DE CARVALHO; Agravante: EDISON TENÓRIO DOS SANTOS; Agravante: HAMILTON DA SILVA COELHO; Agravante: HUMBERTO LÍBERO CEZAROTTI; Agravante: JURANDYR ROQUE CARLOS BITTENCOURT; Agravante: JOSE ROBERTO CAPPELLI; Agravante: JOSÉ FRANCISCO DE GODOY; Agravante: JOAQUIM CARLOS DE OLIVEIRA; Agravante: IRACEMA DE AGUIAR; Agravante: JOSE CANDIDO CAPPELLI; Agravante: MARIA JOSE DE ARAUJO CAPPELLI; Agravante: NIOMAR CYRNE BEZERRA; Agravante: WALTER CARNEVALE; Agravado: EDIANGELI ROSSI; Outro Nome: EDIANGELI ROSSI IULIANO; Agravado: DORIVAL ROSSI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 April 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Da Presidência Do STJ Que Não Conheceu Do Agravo Nos Próprios Autos
- Outcome
- Negado provimento ao agravo interno
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Impugnação Específica De Fundamentos, Súmula 182/stj, Art. 932, III, Cpc/2015, Multa E Litigância De Má Fé
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Parties
ALEXANDRE JOSÉ DA CRUZ MEDEIROS
Agravante
AMERICO OCCHIENA
Agravante
ANTONIO ROGERIO DA SILVA
Agravante
CLÁUDIO MANOEL ROMEIRO JUNIOR
Agravante
CARLOS BORGES DE CARVALHO
Agravante
EDISON TENÓRIO DOS SANTOS
Agravante
HAMILTON DA SILVA COELHO
Agravante
HUMBERTO LÍBERO CEZAROTTI
Agravante
JURANDYR ROQUE CARLOS BITTENCOURT
Agravante
JOSE ROBERTO CAPPELLI
Agravante
JOSÉ FRANCISCO DE GODOY
Agravante
JOAQUIM CARLOS DE OLIVEIRA
Agravante
IRACEMA DE AGUIAR
Agravante
JOSE CANDIDO CAPPELLI
Agravante
MARIA JOSE DE ARAUJO CAPPELLI
Agravante
NIOMAR CYRNE BEZERRA
Agravante
WALTER CARNEVALE
Agravante
EDIANGELI ROSSI
Agravado
EDIANGELI ROSSI IULIANO
Outro Nome
DORIVAL ROSSI
Agravado
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Da Presidência Do STJ Que Não Conheceu Do Agravo Nos Próprios Autos
Legal Issues
- 1 Necessidade de impugnação específica de todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial
- 2 Aplicação do art. 932, III, do CPC/2015 e, por analogia, da Súmula n. 182/STJ
- 3 Impossibilidade de complementar fundamentação em agravo interno
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque o agravante deixou de impugnar especificamente o fundamento relativo à deficiência de cotejo analítico, de modo que, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015 e, por analogia, da Súmula 182/STJ, não se conhece do agravo em recurso especial; não se aplicaram multa e pena por litigância de má-fé por ausência de conduta protelatória ou maliciosa.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo interno
Orders
- Nego provimento ao agravo interno
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE. SÚMULA N. 182/STJ. DECISÃO MANTIDA. 1. O agravante deve atacar, de forma específica, todos os fundamentos da decisão que, na origem, inadmitiu o recurso especial. Aplicação do art. 932, III, do CPC/2015 e, por analogia, da Súmula n. 182/STJ. 2. Agravo interno a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Luis Felipe Salomão, Raul Araújo e Maria Isabel Gallotti votaram com o Sr. Ministro Relator. Licenciado o Sr. Ministro Marco Buzzi (Presidente). Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Luis Felipe Salomão.
RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO ANTONIO CARLOS FERREIRA (Relator): Trata-se de agravo interno (e-STJ fls. 429/449) interposto contra decisão da Presidência do STJ que não conheceu do agravo nos próprios autos. Em suas razões, a parte alega ter impugnado todos os fundamentos da decisão de origem que inadmitiu o especial. Ao final, pede a reconsideração da decisão monocrática ou a apreciação do agravo pelo Colegiado. Foram apresentadas contrarrazões (e-STJ fls. 452/460), requerendo o desprovimento do recurso, além da condenação da agravante à multa do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 e à pena por litigância de má-fé. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE. SÚMULA N. 182/STJ. DECISÃO MANTIDA. 1. O agravante deve atacar, de forma específica, todos os fundamentos da decisão que, na origem, inadmitiu o recurso especial. Aplicação do art. 932, III, do CPC/2015 e, por analogia, da Súmula n. 182/STJ. 2. Agravo interno a que se nega provimento. AgInt no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 1.744.826 - SP (2020/0211404-2) RELATOR : MINISTRO ANTONIO CARLOS FERREIRA AGRAVANTE : ALEXANDRE JOSÉ DA CRUZ MEDEIROS AGRAVANTE : AMERICO OCCHIENA AGRAVANTE : ANTONIO ROGERIO DA SILVA AGRAVANTE : CLÁUDIO MANOEL ROMEIRO JUNIOR AGRAVANTE : CARLOS BORGES DE CARVALHO AGRAVANTE : EDISON TENÓRIO DOS SANTOS AGRAVANTE : HAMILTON DA SILVA COELHO AGRAVANTE : HUMBERTO LÍBERO CEZAROTTI AGRAVANTE : JURANDYR ROQUE CARLOS BITTENCOURT AGRAVANTE : JOSE ROBERTO CAPPELLI AGRAVANTE : JOSÉ FRANCISCO DE GODOY AGRAVANTE : JOAQUIM CARLOS DE OLIVEIRA AGRAVANTE : IRACEMA DE AGUIAR AGRAVANTE : JOSE CANDIDO CAPPELLI AGRAVANTE : MARIA JOSE DE ARAUJO CAPPELLI AGRAVANTE : NIOMAR CYRNE BEZERRA AGRAVANTE : WALTER CARNEVALE ADVOGADO : CELSO PASSOS - SP137235 AGRAVADO : EDIANGELI ROSSI OUTRO NOME : EDIANGELI ROSSI IULIANO AGRAVADO : DORIVAL ROSSI ADVOGADOS : MARCELO LEVY GARISIO SARTORI - SP198638 MARCELO DO VALLE DE OLIVEIRA - SP427003 VOTO O EXMO. SR. MINISTRO ANTONIO CARLOS FERREIRA (Relator): A insurgência não merece ser acolhida. A parte não trouxe argumento capaz de afastar os termos da decisão agravada, motivo pelo qual deve ser mantida (e-STJ fls. 424/426): Cuida-se de agravo em recurso especial apresentado por HUMBERTO LÍBERO CEZAROTTI e OUTROS contra decisão que inadmitiu recurso especial interposto com fundamento no art. 105, inciso III, da Constituição Federal. É, no essencial, o relatório. Decido. Mediante análise dos autos, verifica-se que a decisão agravada inadmitiu o recurso especial, considerando: ausência de afronta ao artigo 1.022 do CPC, ausência de afronta a dispositivo legal (art. 371 do CPC), ausência de afronta a dispositivo legal (arts. 189 e 206, § 5º, II, do CPC, 265, § 5º, do CPC 1973 e 25, II, da Lei 8.906/94), Súmula 7/STJ e deficiência de cotejo analítico. Entretanto, a parte agravante deixou de impugnar especificamente: deficiência de cotejo analítico. Nos termos do art. 932, inciso III, do CPC e do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno desta Corte, não se conhecerá do agravo em recurso especial que "não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida". Conforme já assentado pela Corte Especial do STJ, a decisão de inadmissibilidade do recurso especial não é formada por capítulos autônomos, mas por um único dispositivo, o que exige que a parte agravante impugne todos os fundamentos da decisão que, na origem, inadmitiu o recurso especial. A propósito: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. ART. 544, § 4º, I, DO CPC/1973. ENTENDIMENTO RENOVADO PELO NOVO CPC, ART. 932. 1. No tocante à admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o mandamento insculpido no art. 544, § 4º, I, do CPC, no sentido de que pode o relator "não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo novel CPC, em seu art. 932. 2. A decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão. 3. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais. 4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos, cumpre registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC. 5. Embargos de divergência não providos. (EAREsp 746.775/PR, relator Ministro João Otávio de Noronha, relator p/ Acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe de 30/11/2018.) Ressalte-se que, em atenção ao princípio da dialeticidade recursal, a impugnação deve ser realizada de forma efetiva, concreta e pormenorizada, não sendo suficientes alegações genéricas ou relativas ao mérito da controvérsia, sob pena de incidência, por analogia, da Súmula n. 182/STJ. Ante o exposto, com base no art. 21-E, inciso V, c/c o art. 253, parágrafo único, inciso I, ambos do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem-se. Em obediência ao princípio da dialeticidade recursal, o agravo deve atacar especificamente os motivos utilizados pela Corte de origem para não admitir o recurso especial, o que, como destacado na decisão ora agravada, não ocorreu, uma vez que a parte deixou de impugnar o fundamento de falta de demonstração analítica da divergência. Observe-se não ser possível, neste agravo interno, o exame dos motivos pelos quais a parte entende não incidirem os óbices aplicados pela decisão de inadmissibilidade. Tais justificativas deveriam ter sido apresentadas nas razões do agravo em recurso especial. Com efeito, "a impugnação tardia do fundamento da decisão que inadmitiu o recurso especial caracteriza indevida inovação recursal, não tendo o condão de infirmar o não conhecimento do agravo, em face da preclusão consumativa" (AgInt no AREsp n. 1.201.388/PE, Relator Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 19/6/2018, DJe 26/6/2018). A propósito: AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO A FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. NÃO CONHECIMENTO. ART. 932, III, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015. SÚMULA 182/STJ. APLICAÇÃO POR ANALOGIA. COMPLEMENTAÇÃO DE FUNDAMENTAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. RESTRIÇÃO A VÍCIOS FORMAIS. NÃO PROVIMENTO. 1. Nos termos do art. 932, III, do Código de Processo Civil/2015, não se conhece de agravo cujas razões não impugnam especificamente o fundamento da decisão agravada. Aplicação, por analogia, do enunciado n. 182 da Súmula do STJ. 2. Em atenção ao princípio da dialeticidade, cumpre à parte recorrente o ônus de evidenciar, nas razões do agravo em recurso especial, o desacerto da decisão recorrida. 3. "Esta Corte, ao interpretar o previsto no art. 932, parágrafo único, do CPC/2015 (o qual traz disposição similar ao § 3º do art. 1.029 do mesmo Código de Ritos), firmou o entendimento de que este dispositivo só se aplica para os casos de regularização de vício estritamente formal, não se prestando para complementar a fundamentação de recurso já interposto." (RCD no AREsp 1166221/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 5/12/2017, DJe 12/12/2017) 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 1.427.837/SP, Relatora Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 4/11/2019, DJe 11/11/2019.) Acrescente-se que a Corte Especial, ao apreciar os EAREsp n. 701.404/SC, 746.775/SC e 831.326/SC (Relator para Acórdão Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, julgados em 19/09/2018, DJe 30/11/2018), firmou orientação de que, na interposição do agravo do art. 1.042 do CPC/2015 (correspondente ao art. 544 do CPC/1973), o agravante deve impugnar todos os fundamentos da monocrática que não admitiu o recurso especial no Tribunal de origem, não havendo falar em capítulos autônomos dessa decisão. Confira-se a ementa comum aos julgados: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. ART. 544, § 4º, I, DO CPC/1973. ENTENDIMENTO RENOVADO PELO NOVO CPC, ART. 932. 1. No tocante à admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o mandamento insculpido no art. 544, § 4º, I, do CPC, no sentido de que pode o relator "não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo novel CPC, em seu art. 932. 2. A decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão. 3. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais. 4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos, cumpre registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC. 5. Embargos de divergência não providos. Dessa forma, inafastável o art. 932, III, do CPC/2015 e, por analogia, a Súmula n. 182/STJ. Assim, não procedem as alegações constantes no recurso, incapazes de alterar a conclusão da decisão impugnada. Em tais condições, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. Deixo de aplicar a multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, bem como a pena por litigância de má-fé, uma vez que a parte apenas exerceu seu direito de petição, o que não constitui ato protelatório que enseje sanção processual, tampouco se evidencia, até o momento, conduta maliciosa ou temerária a justificar punição. É como voto.