AREsp 2943480 - DECISAO
Os agravos não foram conhecidos porque os agravantes não impugnaram, de forma específica e concreta, os fundamentos da decisão de inadmissibilidade (ausência de cotejo analítico e incidência das súmulas), o que acarreta a aplicação da Súmula 182/STJ e impede o conhecimento do recurso, além de não afastarem a...
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- Parties
- Agravante: ALEXSANDRO SOUZA RONDON; Agravante: LEONARDO RODRIGUES PINHEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 August 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Inadmissibilidade Dos Recursos Especiais
- Outcome
- Não conhecimento dos agravos em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Impugnação Específica, Súmula 7/stj, Súmula 182/stj, Cotejo Analítico
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Parties
ALEXSANDRO SOUZA RONDON
Agravante
LEONARDO RODRIGUES PINHEIRO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Inadmissibilidade Dos Recursos Especiais
Legal Issues
- 1 Inadmissibilidade de recurso especial por ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão de inadmissão
- 2 Incidência da Súmula n. 7/STJ quanto ao vedamento do reexame de provas
- 3 Aplicação da Súmula n. 182/STJ por analogia e das normas do CPC à seara penal
Ratio Decidendi
Os agravos não foram conhecidos porque os agravantes não impugnaram, de forma específica e concreta, os fundamentos da decisão de inadmissibilidade (ausência de cotejo analítico e incidência das súmulas), o que acarreta a aplicação da Súmula 182/STJ e impede o conhecimento do recurso, além de não afastarem a incidência da Súmula 7/STJ por ausência de demonstração de que não haveria revolvimento probatório.
Court Disposition
Não conhecimento dos agravos em recurso especial.
Orders
- Publique-se
- Intimem-se
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por ALEXSANDRO SOUZA RONDON e LEONARDO RODRIGUES PINHEIRO contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, na qual foi inadmitido o recurso especial apresentado contra acórdão proferido na Apelação Criminal n. 1010314-34.2023.8.11.0055. O Tribunal de origem não admitiu os recursos especiais pelos seguintes motivos: a) ausência de cotejo analítico; e b) incidência das Súmulas n. 7 do Superior Tribunal de Justiça e 284 do Supremo Tribunal Federal. O Ministério Público Federal manifestou-se às fls. 980-981, opinando pelo não conhecimento dos agravos. É o relatório. DECIDO. Os agravos não podem ser conhecidos. A partir da realização do cotejo entre a decisão de inadmissibilidade dos recursos especiais e as razões dos presentes agravos, verifico que os fundamentos adotados para inadmitir as insurgências não foram impugnados, de modo específico, pelas partes agravantes. Com efeito, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça pacificou orientação de que a falta de impugnação específica aos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial obsta o conhecimento do agravo, nos termos dos arts. 932, III, do CPC, e 253, parágrafo único, I, do RISTJ e da Súmula 182 do STJ, aplicável por analogia (AgRg no AREsp 2.225.453/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 7/3/2023, DJe de 13/3/2023; AgRg no AREsp 1.871.630/SP, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 14/2/2023). Com relação à Súmula n. 7/STJ, os agravantes deixaram de esclarecer, por meio do cotejo entre as teses recursais e os fundamentos do acórdão recorrido, de que forma o conhecimento da insurgência dispensaria o revolvimento probatório. Não houve sequer o cuidado de se contextualizar os dados concretos constantes do acórdão recorrido. Como se sabe, são insuficientes, para rebater a incidência da Súmula n. 7 do STJ, assertivas genéricas de que a apreciação do recurso não demanda reexame de provas. O agravante deve demonstrar, com particularidade, que a alteração do entendimento adotado pelo Tribunal de origem independe da apreciação fático-probatória dos autos (AgRg no AREsp 2176543/SC. Rel. Ministro Rogério Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 21/3/2023, DJe de 29/3/2023), o que não se verifica na hipótese. A propósito: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ESTELIONATO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍF ICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO ESPECIAL. DECISÃO MONOCRÁTICA MANTIDA. 1. A ausência de impugnação dos fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial impõe, conforme ressaltado na decisão monocrática recorrida, o não conhecimento do agravo em recurso especial. 2. No caso dos autos, a parte agravante deixou de infirmar, de maneira adequada e específica, as razões apresentadas pelo Tribunal de origem para inadmitir o recurso especial, especificamente com relação à incidência da Súmula n. 7/STJ. 3. Nos termos da jurisprudência desta eg. Corte Superior, "para afastar a aplicação da Súmula n. 7 do STJ, não é bastante a mera afirmação de sua não incidência na espécie, devendo a parte apresentar argumentação suficiente a fim de demonstrar que, para o STJ mudar o entendimento da instância de origem sobre a questão suscitada, não é necessário reexame de fatos e provas da causa" (AgRg no AREsp n. 2.121.358/ES, relator Ministro João Otávio de Noronha, julgado em 27/09/2022, DJe de 30/09/2022.). 4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no AREsp 2422499/SP. Rel. Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 5/3/2024, DJe de 8/3/2024; grifamos). Conclui-se, portanto, que os agravos não preenchem os requisitos de admissibilidade, uma vez que as partes agravantes deixaram de impugnar, de forma dialética, os fundamentos da decisão que, na origem, ensejaram a inadmissão dos recursos especiais, o que faz incidir a Súmula n. 182/STJ e o comando do art. 932, inciso III, do Código de Processo Civil, aplicável à seara processual penal por força do art. 3º do Código de Processo Penal. Com igual conclusão: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL PENAL. JULGAMENTO MONOCRÁTICO. OFENSA. PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INEXISTÊNCIA. MINUTA DE AGRAVO QUE NÃO INFIRMOU, DE FORMA CONCRETA E INDIVIDUALIZADA, TODOS OS FUNDAMENTOS DECLINADOS NA DECISÃO DE INADMISSÃO DO APELO NOBRE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 182/STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (..) 2. Não houve concreta impugnação de todos os fundamentos declinados pela Corte de origem para inadmitir o recurso especial. Incidência da Súmula n. 182/STJ mantida. 3. Agravo regimental desprovido. (AgRg no AREsp 1871630/SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 14/2/2023, DJe de 23/2/2023; grifamos). Ante o exposto, não conheço dos agravos em recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA