AREsp 2446435 - DECISAO
A agravante deixou de impugnar especificamente a aplicação da Súmula 7 e não demonstrou maltrato às normas federais, de modo que os pressupostos de admissibilidade do agravo em recurso especial não foram atendidos, justificando o não conhecimento do agravo.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: EDNA MARIA BIRCHES PINTO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 February 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recursos, Súmula 7/stj, Impugnação Específica, Art. 932, III, Cpc/2015
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Parties
EDNA MARIA BIRCHES PINTO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Obrigatoriedade de impugnação específica para admissibilidade do recurso especial
- 2 Aplicabilidade da Súmula nº 7 do STJ e vedação de reexame de provas
- 3 Suficiência da fundamentação do acórdão recorrido para impedir reforma por recurso especial
Ratio Decidendi
A agravante deixou de impugnar especificamente a aplicação da Súmula 7 e não demonstrou maltrato às normas federais, de modo que os pressupostos de admissibilidade do agravo em recurso especial não foram atendidos, justificando o não conhecimento do agravo.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Em análise, Agravo em Recurso Especial interposto por EDNA MARIA BIRCHES PINTO, em face de decisão que inadmitiu o recurso especial, manejado contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O recurso especial restou inadmitido ao fundamento de que o "em que pese a alegação de maltrato a legislação federal, os argumentos expendidos pelo recorrente, não são suficientes para infirmar as conclusões do v. acórdão combatido que contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo, tampouco ficando evidenciado o suposto maltrato às normas legais enunciadas, isso sem falar que rever a posição da Turma Julgadora importaria em ofensa à Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça" (fls. 657/658 e-STJ). A parte agravante, todavia, deixou de infirmar especificamente a aplicação da Súmula 7/STJ ao presente caso. Com efeito, "não basta a assertiva genérica de que é desnecessária a análise de prova, ainda que seja feita breve menção à tese sustentada. É imprescindível o cotejo entre o acórdão combatido e a argumentação trazida no recurso especial que pudesse justificar o afastamento do citado óbice processual" (STJ, AgInt no AREsp 1.067.725/SP, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, DJe de 20/10/2017. Assim, se a lei estabelece pressupostos ou requisitos para a admissibilidade do recurso - no particular, o art. 932, III, do CPC/2015 determina a necessidade de impugnação específica aos fundamentos da decisão que inadmitir o Recurso Especial -, cabe à parte proceder em estrito cumprimento às determinações legais. De fato, "não se pode desconhecer os pressupostos de admissibilidade do recurso. O aspecto formal é importante em matéria processual não por obséquio ao formalismo, mas para segurança das partes e resguardo do due process of law " (STJ, AgRg no Ag 427.696/RJ, Rel. Ministro SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA, QUARTA TURMA, DJU de 12/08/2002). Isso posto , não conheço do agravo em recurso especial. I. EMENTA