AREsp 1318744 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante não demonstrou o desacerto específico dos fundamentos da decisão recorrida, violando o princípio da dialeticidade e o art. 932, III, do CPC/2015, motivo pelo qual, nos termos do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não se conhece do agravo em recurso especial.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: BANCO DO BRASIL S.A.; Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática De Não Conhecimento (admissibilidade)
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Prequestionamento, Princípio Da Dialeticidade, Art. 1.042 Do Cpc/2015, Art. 932, III, Do Cpc/2015, Enunciado 3 Do Plenário Do STJ, Súmula 282 Do STF, RISTJ Art. 253
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Parties
BANCO DO BRASIL S.A.
Agravante
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática De Não Conhecimento (admissibilidade)
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do agravo por ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida
- 2 exigência dos requisitos de admissibilidade segundo o CPC/2015 para recursos interpostos com fundamento no novo CPC
- 3 aplicação da Súmula 282 do STF e do prequestionamento
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante não demonstrou o desacerto específico dos fundamentos da decisão recorrida, violando o princípio da dialeticidade e o art. 932, III, do CPC/2015, motivo pelo qual, nos termos do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não se conhece do agravo em recurso especial.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial, nos termos do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto pelo BANCO DO BRASIL S.A. de decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que não admitiu o recurso especial, sob o fundamento de que "As matérias tratadas no recurso não foram objeto de debate no acórdão hostilizado, estando ausentes da conclusão adotada.Incide na espécie a Súmula 282 do colendo Supremo Tribunal Federal, eis que o próprio Superior Tribunal de Justiça, ao adotá-la como razão de decidir em inúmeros julgados, posicionou-se no sentido de que o prequestionamento apto a preencher o requisito de admissibilidade do recurso especial é aquele em que a matéria controvertida foi debatida e apreciada no tribunal de origem à luz da legislação pertinente, ainda que os dispositivos tidos por violados não constem do acórdão recorrido" (fl. 316). É o relatório. Passo a decidir. O recurso não merece sequer conhecimento. De início, cumpre salientar que o presente recurso será examinado à luz do Enunciado 3 do Plenário do STJ: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC." Observa-se que o agravo previsto no art. 1.042 do CPC/15 tem por objetivo o processamento do recurso especial inadmitido pela Corte de origem. Assim, é imperioso que, nas razões recursais, o agravante demonstre expressamente o desacerto da decisão agravada. In casu, a parte agravante não rebateu, como lhe competia, oreferidofundamentoda decisão recorrida, limitando-sea discorrer que o recurso especial possui os requisitos para admissão e deliberação, bem como quehouve afronta aos princípios da segurança jurídica, do contraditório e da ampla defesa. Com efeito, o princípio da dialeticidade, que rege os recursos processuais, impõe ao recorrente, como requisito para a própria admissibilidade do recurso, o dever de demonstrar por que razão a decisão recorrida não deve ser mantida, demonstrando o seu desacerto, seja do ponto de vista procedimental (error in procedendo), seja do ponto de vista do próprio julgamento (error in judicando), porquanto não atende ao princípio em tela o recurso que se limita a tão só afirmar a tese jurídica interessante à sua pretensão, sem confrontar, de forma juridicamente balizada, os fundamentos adotados na decisão que busca reformar. Incide, na hipótese, o art. 932, III, do CPC/15, que permite ao Relator não conhecer de recurso que não impugna especificamente os fundamentos da decisão recorrida. Diante do exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se.