AREsp 2372607 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida, notadamente deixou de rebater a incidência da Súmula 83/STJ, violando o princípio da dialeticidade e os requisitos de admissibilidade previstos no art. 1.042 do CPC/15 e no Enunciado 3 do Plenário do...
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- Parties
- Agravante: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 February 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Agravo Em Recurso Especial, Princípio Da Dialeticidade, Súmulas E Enunciados
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Parties
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Requisitos de admissibilidade do agravo previsto no art. 1.042 do CPC/15
- 2 Aplicação do Enunciado 3 do Plenário do STJ a recursos submetidos ao CPC/2015
- 3 Obrigatoriedade de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida (art. 932, III, CPC/15)
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida, notadamente deixou de rebater a incidência da Súmula 83/STJ, violando o princípio da dialeticidade e os requisitos de admissibilidade previstos no art. 1.042 do CPC/15 e no Enunciado 3 do Plenário do STJ, autorizando o Relator a não conhecer do recurso com fundamento no art. 932, III, do CPC/15 e art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por CAIXA ECONÔMICA FEDERAL desafiando decisão do c. Tribunal Regional Federal da 3ª Região que não admitiu o recurso especial, sob os seguintes fundamentos: a) não houve violação dos arts. 489 e 1.022 do NCPC; b) em relação aos arts. 4º, 6º e 7º, da Lei 8036/90, incidem as Súmulas 211/STJ e 282/STF; c) no que toca à alegação de intempestividade da apelação, incidência da Súmula 83/STJ; d) incidência da Súmula 7 desta Corte no que se refere à ilegitimidade passiva da CEF. É o relatório. Passo a decidir. O recurso não merece sequer conhecimento. De início, cumpre salientar que o presente recurso será examinado à luz do Enunciado 3 do Plenário do STJ: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC." Observa-se que o agravo previsto no art. 1.042 do CPC/15 tem por objetivo o processamento do recurso especial inadmitido pela Corte de origem. Assim, é imperioso que, nas razões recursais, o agravante demonstre expressamente o desacerto da decisão agravada. In casu, a parte agravante não rebateu, como lhe competia, todos os referidos fundamentos da decisão recorrida, pois deixou de rebater a Súmula 83 desta Corte. Apesar de afirmar genericamente referido óbice, deixou de trazer qualquer precedente apto a infirmar a divergência a respeito do tema. Com efeito, o princípio da dialeticidade, que rege os recursos processuais, impõe ao recorrente, como requisito para a própria admissibilidade do recurso, o dever de demonstrar por que razão a decisão recorrida não deve ser mantida, demonstrando o seu desacerto, seja do ponto de vista procedimental (error in procedendo), seja do ponto de vista do próprio julgamento (error in judicando), porquanto não atende ao princípio em tela o recurso que se limita a tão só afirmar a tese jurídica interessante à sua pretensão, sem confrontar, de forma juridicamente balizada, os fundamentos adotados na decisão que busca reformar. Incide, na hipótese, o art. 932, III, do CPC/15, que permite ao Relator não conhecer de recurso que não impugna especificamente os fundamentos da decisão recorrida. Diante do exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. EMENTA