AREsp 2540889 - DECISAO
Não conhecer do agravo porque o agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reproduzir teses do recurso especial sem enfrentamento fundamentado das razões que ensejaram a inadmissão; assim, nos termos do art. 932, III, do NCPC, o agravo não se conhece. Procede-se,...
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- Parties
- Agravante: (PARTE)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo
- Outcome
- Não conheço do agravo interposto.
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Agravo Em Recurso Especial, Impugnação Específica Dos Fundamentos, Honorários Advocatícios, Sanções Por Interposição De Recurso Manifestamente Inadmissível/protelatório
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Parties
(PARTE)
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo
Legal Issues
- 1 Necessidade de impugnação específica de todos os fundamentos da decisão agravada
- 2 Impossibilidade de conhecimento do agravo por impugnação genérica ou mera reiteração das razões do recurso especial
- 3 Alcance e indivisibilidade da decisão que inadmite o recurso especial
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo porque o agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reproduzir teses do recurso especial sem enfrentamento fundamentado das razões que ensejaram a inadmissão; assim, nos termos do art. 932, III, do NCPC, o agravo não se conhece. Procede-se, ademais, à majoração em 5% dos honorários já fixados, quando aplicável.
Court Disposition
Não conheço do agravo interposto.
Orders
- Não conhecer do agravo interposto.
- MAJORO em 5% o valor dos honorários advocatícios anteriormente fixados em desfavor de (PARTE), limitados a 20%, nos termos do art. 85, § 11, do NCPC.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por (PARTE), contra decisão que negou seguimento ao seu apelo nobre em virtude da (a) FUNDAMENTO; e, (b) FUNDAMENTO (e-STJ, fls. PREENCHER). Nas razões do presente inconformismo, alegou que (1)..; (2)..; e (3).. Foi apresentada contraminuta. É o relatório. DECIDO. O recurso não pode ser conhecido. Consoante pacífico entendimento desta Corte, o agravante deve infirmar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, demonstrando o seu desacerto, de modo a justificar o cabimento do recurso especial interposto, sob pena de não ser conhecido o agravo, não cabendo a impugnação genérica ou a reiteração das razões expostas no recurso especial. Da leitura das razões recursais, observo que o inconformismo não se dirigiu de forma específica contra os fundamentos da decisão agravada pois (NOME DA PARTE) não refutou, de forma arrazoada, (PREENCHER OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE QUE NÃO FORAM REBATIDOS). E isso não fez porque somente alegou, nas razões do seu agravo em recurso especial que copiar as teses do recurso postas no relatório. Assim, como não houve a demonstração do adequado enfrentamento do fundamento (INSERIR OS FUNDAMENTOS NÃO IMPUGNADOS), o recurso não deve ser admitido. Esse, inclusive, é o posicionamento desta Corte: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. ART. 544, § 4º, I, DO CPC/1973. ENTENDIMENTO RENOVADO PELO NOVO CPC, ART. 932. 1. No tocante à admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o mandamento insculpido no art. 544, § 4º, I, do CPC, no sentido de que pode o relator "não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo novel CPC, em seu art. 932. 2. A decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão. 3. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais. 4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos, cumpre registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC. 5. Embargos de divergência não providos. (EAREsp n. 746.775/PR, relator Ministro João Otávio de Noronha, relator para acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, julgado em 19/9/2018, DJe de 30/11/2018.) Nessas condições, com fundamento no art. 932, III, do NCPC, NÃO CONHEÇO do agravo interposto. MAJORO em 5% o valor dos honorários advocatícios anteriormente fixados em desfavor de (PARTE), limitados a 20%, nos termos do art. 85, § 11, do NCPC. (SE FOR O CASO) Por oportuno, previno que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar condenação às penalidades fixadas nos arts. 1.021, §4º, ou 1.026, §2º, ambos do NCPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA