AREsp 2738135 - DECISAO
Não conhecer do agravo em recurso especial porque o agravante não impugnou especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial (incidência das Súmulas 7/STJ e 284/STF), violando o princípio da dialeticidade, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015, e, assim, procedimentos formais previstos no...
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- Parties
- Agravante: RICARDO LUIZ SILVA DE ABREU
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 November 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento (admissibilidade)
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Agravo Em Recurso Especial, Princípio Da Dialeticidade, Incidência Das Súmulas 7/stj E 284/stf, Art. 932, III, Cpc/2015, Enunciado 3 Do Plenário Do STJ
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Parties
RICARDO LUIZ SILVA DE ABREU
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento (admissibilidade)
Legal Issues
- 1 Ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial
- 2 Aplicação do princípio da dialeticidade como requisito de admissibilidade
- 3 Aplicação do art. 932, III, do CPC/2015 para não conhecer do recurso
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo em recurso especial porque o agravante não impugnou especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial (incidência das Súmulas 7/STJ e 284/STF), violando o princípio da dialeticidade, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015, e, assim, procedimentos formais previstos no Enunciado 3 do Plenário do STJ e no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ foram aplicados.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Nos termos do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por RICARDO LUIZ SILVA DE ABREU de decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que não admitiu o recurso especial, ante a incidência das Súmulas 7/STJ e 284/STF. É o relatório. Passo a decidir. O recurso não merece sequer conhecimento. De início, cumpre salientar que o presente recurso será examinado à luz do Enunciado 3 do Plenário do STJ: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC." Observa-se que o agravo previsto no art. 1.042 do CPC/15 tem por objetivo o processamento do recurso especial inadmitido pela Corte de origem. Assim, é imperioso que, nas razões recursais, o agravante demonstre expressamente o desacerto da decisão agravada. Na hipótese, a parte agravante não rebateu especificamente, como lhe competia, os fundamentos da decisão que inadmitiu o apelo especial. Com efeito, limitou-se a reiterar questões relativas ao mérito recursal. Olvidou-se, entretanto, de atacar, especificadamente, o fundamento de incidência das Súmulas 7/STJ e 284/STF. Com efeito, o princípio da dialeticidade, que rege os recursos processuais, impõe ao recorrente, como requisito para a própria admissibilidade do recurso, o dever de demonstrar por que razão a decisão recorrida não deve ser mantida, demonstrando o seu desacerto, seja do ponto de vista procedimental (error in procedendo), seja do ponto de vista do próprio julgamento (error in judicando), porquanto não atende ao princípio em tela o recurso que se limita a tão só afirmar a tese jurídica interessante à sua pretensão, sem confrontar, de forma juridicamente balizada, os fundamentos adotados na decisão que busca reformar. Incide, na hipótese, o art. 932, III, do CPC/15, que permite ao Relator não conhecer de recurso que não impugna especificamente os fundamentos da decisão recorrida. Diante do exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. EMENTA