AREsp 1838737 - DECISAO
O agravo não foi conhecido por ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada (aplicação das Súmulas nºs 5 e 7/STJ), nos termos do art. 932, III, do CPC e da Súmula 182/STJ; alegações genéricas sobre matéria de direito e pedido de reanálise fático-probatória são insuficientes para afastar o...
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- Parties
- Agravante: BAUCON - EMPREENDIMENTOS E CONSTRUÇÕES LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 November 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento (inadmissão Do Recurso Especial)
- Outcome
- agravo não conhecido
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Súmulas 5 E 7/stj, Súmula 182/stj, Impugnação Específica De Fundamentos, Honorários Sucumbenciais, Princípio Pacta Sunt Servanda
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Parties
BAUCON - EMPREENDIMENTOS E CONSTRUÇÕES LTDA.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento (inadmissão Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 Inadmissibilidade do recurso especial por ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada
- 2 Aplicação do art. 932, III, do CPC e da Súmula 182/STJ como óbice à admissibilidade
- 3 Discussão sobre interpretação contratual e aplicação do princípio pacta sunt servanda
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido por ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada (aplicação das Súmulas nºs 5 e 7/STJ), nos termos do art. 932, III, do CPC e da Súmula 182/STJ; alegações genéricas sobre matéria de direito e pedido de reanálise fático-probatória são insuficientes para afastar o óbice de admissibilidade. Ademais, os honorários sucumbenciais de 20% foram mantidos, não sendo possível a majoração pelo art. 85, § 11, do CPC por já incidir no limite do § 2º.
Court Disposition
agravo não conhecido
Orders
- Não conhecer do agravo em recurso especial.
- Manter os honorários sucumbenciais fixados em 20% sobre o valor da condenação; não cabe majoração nos termos do art. 85, § 11, do CPC por já atingir o limite do § 2º.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por BAUCON - EMPREENDIMENTOS E CONSTRUÇÕES LTDA. contra a decisão (e-STJ fl. 927) que inadmitiu o recurso especial em virtude da aplicação das Súmulas nºs 5 e 7/STJ. Em suas razões (e-STJ fls. 938/948), a agravante alega que o tribunal local violou o princípio pacta sunt servanda, com aplicação errônea de índice para reajuste das parcelas. Sustenta que o aresto impugnado adotou interpretação contrária aos termos pactuados, causando prejuízo. Aduz que houve a violação dos artigos 104, 421, 422 e 427 do Código Civil, tendo em vista que as partes assinaram um contrato válido e sem vícios, o qual deve ser cumprido conforme os termos estabelecidos. Defende a inaplicabilidade da Súmula nº 7/STJ no caso em análise, não sendo necessária a reanálise do conteúdo fático-probatório, mas, sim, a correta interpretação do contrato de acordo com a lei e os princípios contratuais. Impugnação às e-STJ fls. 962/973. É o relatório. DECIDO. O agravo não comporta conhecimento. Constata-se que as razões do agravo deixaram de impugnar de modo específico a aplicação das Súmulas nºs 5 e 7/STJ, atraindo, portanto, a aplicação do disposto no artigo 932, III, do Código de Processo Civil, que impõe ao relator "não conhecer do recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida". De fato, é dever da parte agravante demonstrar o desacerto da decisão atacada a justificar o cabimento do recurso especial interposto, sob pena de não ser conhecido o agravo, consoante determinam o artigo 932, III, do CPC e a Súmula nº 182/STJ. A propósito: "AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 932, III, DO CPC/2015. SÚMULA N. 182/STJ. 1. É inviável o agravo que deixa de atacar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula n. 182 do STJ. 2. O novo Código de Processo Civil, por meio do art. 932, reafirmou a jurisprudência desta Corte, ao exigir a impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada. (..) Agravo regimental não conhecido com determinação de certificação do trânsito em julgado e imediata baixa dos autos." (AgRg nos EAREsp 1.870.554/SP, relator Ministro Humberto Martins, Corte Especial, julgado em 7/3/2023, DJe de 14/3/2023 - grifou-se) "PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. ART. 544, § 4º, I, DO CPC/1973. ENTENDIMENTO RENOVADO PELO NOVO CPC, ART. 932. 1. No tocante à admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o mandamento insculpido no art. 544, § 4º, I, do CPC, no sentido de que pode o relator "não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo novel CPC, em seu art. 932. 2. A decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão. 3. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais. 4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos, cumpre registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC. 5. Embargos de divergência não providos." (EAREsp 746.775/PR, Rel. p/ acórdão Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, CORTE ESPECIAL, julgado em 19/9/2018, DJe 30/11/2018 - grifou-se) Registre-se que, além de nada argumentar na tentativa de afastar a Súmula nº 5/STJ, observa-se que a recorrente se limitou a tecer alegações genéricas visando a infirmar a incidência da Súmula nº 7/STJ. Há de se destacar, por oportuno, o entendimento desta Corte de que "(..) a alegação genérica de que o tema discutido no recurso especial representa matéria de direito e não fático-probatória, não é apta a impugnar, de modo específico, o fundamento da decisão atacada. Ao revés, deve a parte agravante refutar o citado óbice mediante a exposição articulada da tese jurídica desenvolvida no recurso especial e a demonstração da adoção dos fatos tais quais postos nas instâncias ordinárias" (AgInt no AREsp 2.115.174/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 24/10/2022, DJe de 27/10/2022). Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Na origem, os h onorários sucumbenciais em favor dos procuradores dos autores foram fixados em 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação, não cabendo a majoração prevista no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil por já estar no limite máximo estabelecido no § 2º do mesmo dispositivo legal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA