AREsp 2886365 - DECISAO
Não conhecer do agravo em recurso especial porque o agravante não demonstrou expressamente o desacerto da decisão agravada nem impugnou especificamente todos os fundamentos adotados pelo tribunal de origem, em especial não refutando a ausência de dissídio jurisprudencial, configurando inobservância do princípio da...
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- Parties
- Agravante: CREFISA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Princípio Da Dialeticidade, Súmula 7, Dissídio Jurisprudencial, Art. 1.042 Cpc/2015, Art. 932, III Cpc/2015, Enunciado 3 Do Plenário Do STJ
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Parties
CREFISA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Obrigatoriedade de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida
- 2 Aplicação do Enunciado 3 do Plenário do STJ aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015
- 3 Incidência da Súmula 7 do STJ como fundamento para não admissão
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo em recurso especial porque o agravante não demonstrou expressamente o desacerto da decisão agravada nem impugnou especificamente todos os fundamentos adotados pelo tribunal de origem, em especial não refutando a ausência de dissídio jurisprudencial, configurando inobservância do princípio da dialeticidade e autoriza, nos termos do art. 932, III, do CPC/15, o não conhecimento pelo Relator.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- Diante do exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo, interposto por CREFISA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS, de decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que não admitiu o recurso especial, sob os seguintes fundamentos: a) "Não ficou demonstrada a alegada vulneração aos dispositivos arrolados, pois as exigências legais na solução das questões de fato e de direito da lide foram atendidas pelo acórdão ao declinar as premissas nas quais assentada a decisão" (fl. 201); b) incidência da Súmula 7 desta Corte; c) não foi demonstrado o dissídio jurisprudencial. É o relatório. Passo a decidir. O recurso não merece sequer conhecimento. De início, cumpre salientar que o presente recurso será examinado à luz do Enunciado 3 do Plenário do STJ: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC." Observa-se que o agravo previsto no art. 1.042 do CPC/15 tem por objetivo o processamento do recurso especial inadmitido pela Corte de origem. Assim, é imperioso que, nas razões recursais, o agravante demonstre expressamente o desacerto da decisão agravada. In casu, a parte agravante não rebateu, como lhe competia, todos os referidos fundamentos da decisão recorrida, pois deixou de impugnar que não foi demonstrado o dissídio jurisprudencial. Com efeito, o princípio da dialeticidade, que rege os recursos processuais, impõe ao recorrente, como requisito para a própria admissibilidade do recurso, o dever de demonstrar por que razão a decisão recorrida não deve ser mantida, demonstrando o seu desacerto, seja do ponto de vista procedimental (error in procedendo), seja do ponto de vista do próprio julgamento (error in judicando), porquanto não atende ao princípio em tela o recurso que se limita a tão só afirmar a tese jurídica interessante à sua pretensão, sem confrontar, de forma juridicamente balizada, os fundamentos adotados na decisão que busca reformar. Incide, na hipótese, o art. 932, III, do CPC/15, que permite ao Relator não conhecer de recurso que não impugna especificamente os fundamentos da decisão recorrida. Diante do exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. EMENTA