AREsp 1755244 - DECISAO
Os embargos foram rejeitados porque a decisão embargada concluiu que não havia omissão, obscuridade, contradição ou erro material, tendo sido corretamente aplicado o óbice da Súmula n. 284/STF por ausência de indicação precisa dos dispositivos legais violados, e a mera indicação de artigo de lei na peça recursal não...
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- Parties
- Embargante: CAMARA MUNICIPAL DE MACEIO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 February 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão De Rejeição
- Outcome
- Rejeição dos embargos de declaração
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Súmula N. 284/stf, Embargos De Declaração, Art. 1.022 Do CPC
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Parties
CAMARA MUNICIPAL DE MACEIO
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão De Rejeição
Legal Issues
- 1 Se houve indicação adequada dos dispositivos legais violados no recurso
- 2 Se a decisão embargada padecia de omissão, obscuridade, contradição ou erro material
- 3 Aplicação da Súmula n. 284/STF à admissibilidade do recurso extraordinário
Ratio Decidendi
Os embargos foram rejeitados porque a decisão embargada concluiu que não havia omissão, obscuridade, contradição ou erro material, tendo sido corretamente aplicado o óbice da Súmula n. 284/STF por ausência de indicação precisa dos dispositivos legais violados, e a mera indicação de artigo de lei na peça recursal não supre a exigência constitucional.
Court Disposition
Rejeição dos embargos de declaração
Orders
- Rejeito os embargos de declaração.
- Advirto a parte embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil).
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de embargos de declaração opostos por CAMARA MUNICIPAL DE MACEIO em face da decisão que conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial, em razão da aplicação de súmulas de admissibilidade recursal, nos termos do art. 21-E, inciso V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Em suas razões, sustenta a parte embargante que "ocorre que, ao contrário do entendimento supra, houve a devida indicação dos dispositivos legais violados, porém a decisão restou omissa quanto aos trechos nos quais foram lançadas tal exigência constitucional, conforme se demonstrará neste exato momento. Pois bem." (fl. 674). Requer, assim, o conhecimento e acolhimento dos embargos declaratórios para que seja sanado o vício apontado. A parte embargada foi devidamente intimada para contra-arrazoar estes aclaratórios. É, no essencial, o relatório. Decido. Nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil, os embargos de declaração destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão e corrigir erro material eventualmente existentes no julgado, o que não se verifica na hipótese. A decisão embargada foi expressa em afirmar que: "Quanto à primeira, segunda e terceira controvérsias, na espécie, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que a parte recorrente deixou de indicar precisamente os dispositivos legais que teriam sido violados, ressaltando que a mera citação de artigo de lei na peça recursal não supre a exigência constitucional. Aplicável, por conseguinte, o enunciado da citada súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Assim, como dito, a mera indicação de artigo de lei na peça recursal não é suficiente para suprir o requisito constitucional de indicação do artigo de lei violado. Por fim, ressalto que a pretensão de rediscutir matéria devidamente abordada e decidida no decisum embargado, consubstanciada na mera insatisfação com o resultado da demanda, não se coaduna com a via eleita. Nesse sentido, o EDcl no AgRg nos EREsp n. 1.315.507/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe de 28/8/2014. Assim, não há qualquer irregularidade sanável por meio dos presentes embargos, porquanto toda a matéria apta à apreciação desta Corte foi analisada, não padecendo a decisão embargada dos vícios que autorizariam a sua oposição (obscuridade, contradição, omissão ou erro material). Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e advirto a parte embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porque os próximos embargos versando sobre o mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil). Publique-se. Intimem-se.