AREsp 2498945 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem se manifestou de forma suficientemente fundamentada sobre a prestação de contas apresentada pelo ITAUCARD, não configurando omissão ou falta de fundamentação nos termos dos arts. 489 e 1.022 do CPC; determinou-se, ademais, a...
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- Parties
- Agravante/recorrente: LUIZ PEDROSO DE OLIVEIRA; Parte/contestado: ITAUCARD
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Mérito (conhecimento E Julgamento Do Recurso Especial)
- Outcome
- Agravo conhecido; recurso especial conhecido e não provido; majoração dos honorários advocatícios em 5%
- Legal Topics
- Agravo Em Recurso Especial, Recurso Especial, Prestação De Contas, Venda Extrajudicial, Honorários Advocatícios, Fundamentação Judicial, Omissão
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Parties
LUIZ PEDROSO DE OLIVEIRA
Agravante/recorrente
ITAUCARD
Parte/contestado
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Mérito (conhecimento E Julgamento Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 Alegada violação dos arts. 489, § 1º, IV, e 1.022, II, do CPC (ausência de fundamentação/omissão)
- 2 Se a prestação de contas apresentada pelo banco (ITAUCARD) foi suficiente
- 3 Aplicação do art. 85, § 11, do CPC para majoração de honorários
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem se manifestou de forma suficientemente fundamentada sobre a prestação de contas apresentada pelo ITAUCARD, não configurando omissão ou falta de fundamentação nos termos dos arts. 489 e 1.022 do CPC; determinou-se, ademais, a majoração dos honorários advocatícios em 5% com base no art. 85, § 11, do CPC, respeitado o limite de 20%.
Court Disposition
Agravo conhecido; recurso especial conhecido e não provido; majoração dos honorários advocatícios em 5%
Orders
- Conheço do agravo.
- Nego provimento ao recurso especial.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por LUIZ PEDROSO DE OLIVEIRA (LUIZ) contra decisão que negou seguimento ao seu apelo nobre. Foi apresentada contraminuta. É o relatório. Decido. O agravo é espécie recursal cabível, foi interposto tempestivamente e com impugnação adequada aos fundamentos da decisão recorrida. CONHEÇO, portanto, o agravo e passo ao exame do recurso especial. O inconformismo, no entanto, não merece prosperar. Nas razões de seu apelo nobre, interposto com base no art. 105, III, alínea a, da CF, LUIZ alegou violação dos arts. 489, § 1º, IV, e 1.022, II, do CPC, sustentando omissão no julgado acerca da alegação de que a prestação de contas realizada pelo ITAUCARD foi lastreada unicamente em alegações retóricas, sem qualquer documentos relativo ao valor da venda do veículo e demais despesas daí decorrentes. Da ausência de omissão ou fundamentação Não merece respaldo a assertiva de que o v. acórdão não teria se manifestado sobre a alegação de que a prestação de contas realizada pelo ITAUCARD foi lastreada unicamente em alegações retóricas, sem qualquer documentos relativo ao valor da venda do veículo e demais despesas daí decorrentes, uma vez que o Tribunal local analisou, expressamente, a questão, nos seguintes termos: Perscrutando o voto condutor, não existe alegada incoerência, vez que o acórdão embargado, ao consignar as razões pelas quais manteve a sentença a quo pontuou que a instituição bancaria apresentou a respectiva prestação de contas da venda extrajudicial do veiculo alienado na peça defensiva, considerando, assim, efetivamente cumprida a obrigação, não havendo que se falar em negativa de vigência ao comando do §§1º e 2º do art. 551 do CPC. Veja: "(..) o Decreto Lei n. 911/69 determina a prestação de contas pelo valor da venda do bem, o que foi efetivado pelo banco, portanto, com assentou o togado singular na fundamentação do decreto sentencial "denota-se que o montante auferido com a venda do bem em leilão do bem serviu para dar plena quitação às parcelas 21 a 48, e, apenas parcialmente, à de nº 21,mostrando-se insuficiente para liquidação das demais em aberto (parcelas 5 a 19) (Num.91490589 - Pág. 5; extratos de Num. 91492845), não havendo, em conclusão, que se falar em crédito em favor da parte autora. Diante desse cenário, tem-se que a instituição bancaria cumpriu com a obrigação de fazer, pois, houve a efetiva prestação de contas" id n.(..)171581157 (e-STJ, fl. 417). Desta forma, constata-se que o acórdão recorrido foi devidamente fundamentado, não se podendo falar em violação dos arts. 489, § 1º, e 1.022 do CPC, uma vez que o Tribunal de origem se manifestou de forma fundamentada sobre todas as questões necessárias para o deslinde da controvérsia. O mero inconformismo da parte com o julgamento contrário à sua pretensão não caracteriza falta de prestação jurisdicional. A propósito: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR. ART. 1.638 DO CC. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA Nº 7/STJ. 1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). 2. Não há falar em violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 quando a decisão está clara e suficientemente fundamentada, resolvendo integralmente a controvérsia. 3. A perda do poder familiar ocorrerá quando presentes quaisquer das hipóteses previstas no art. 1.638 do CC. 4. Para prevalecer a pretensão em sentido contrário à conclusão do tribunal de origem, que manteve a sentença que decretou a destituição do poder familiar, mister se faz a revisão do conjunto fático-probatório dos autos, procedimento inviabilizado, nesta instância superior, pelo óbice da Súmula nº 7/STJ. 5. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1.237.833/MS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Terceira Turma, j. 8/10/2018, DJe 15/10/2018 - sem destaque no original) CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. RECURSOS ESPECIAIS. RECURSOS MANEJADOS SOB A ÉGIDE DO NCPC. COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA. IMÓVEL NA PLANTA. RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS PELA INTERMEDIAÇÃO. VIOLAÇÃO DOS ART. 489, § 1º, VI, E § 3º, E 1.022 DO NCPC QUE NÃO SE VERIFICA. OFENSA AO ART. 927, III, DO NCPC. NÃO OCORRÊNCIA. ARTS. 141 E 492 DO NCPC E 884 DO CC/02. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 211 DO STJ. PREQUESTIONAMENTO FICTO (ART. 1.025 DO NCPC). NECESSIDADE DE APONTAMENTO DE CONTRARIEDADE AO ART. 1.022 DO NCPC. PRESCRIÇÃO TRIENAL. TERMO INICIAL. DATA DO EFETIVO PAGAMENTO. 1. Os recursos especiais foram interpostos contra decisão publicada na vigência do novo Código de Processo Civil, razão pela qual devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma nele prevista, nos termos do Enunciado Administrativo nº 3, aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC. 2. Não procede a arguição de ofensa aos art. 489, § 1º, VI, e § 3º, e 1.022 do NCPC, quando o Tribunal a quo se pronuncia de forma motivada e suficiente, sobre os pontos relevantes e necessários ao deslinde da controvérsia. 3. O julgador não está obrigado a aplicar a tese fixada no julgamento de recurso especial repetitivo como determinado pelo art. 927, III, do NCPC quando realiza a separação do joio do trigo. 4. Ausente o debate pela Corte de origem acerca de preceito legal dito violado, incide a Súmula nº 211 do STJ. 5. A admissão de prequestionamento ficto (art. 1.025 do CPC/15), em recurso especial, exige que seja indicada ofensa ao art. 1.022, para que se possibilite ao órgão julgador verificar a existência do vício inquinado no acórdão, que uma vez constatado, poderá dar ensejo à supressão de grau de jurisdição facultada pelo dispositivo de lei. 6. O termo inicial da prescrição da pretensão de restituição dos valores pagos parceladamente a título de comissão de corretagem é a data do efetivo pagamento (desembolso total). 7. Recurso especial da PROJETO FOX conhecido em parte e, nessa extensão, não provido. Recurso especial da LPS não provido. (REsp 1.724.544/SP, de minha relatoria, Terceira Turma, j. 2/10/2018, DJe 8/10/2018 - sem destaque no original) Nessas condições, CONHEÇO do agravo para NEGAR PROVIMENTO ao recurso especial. MAJORO em 5% o valor dos honorários advocatícios anteriormente fixados em desfavor de LUIZ, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, limitados a 20%. Por oportuno, previno que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar condenação às penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, ou 1.026, § 2º, ambos do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE EXIGIR CONTAS. BUSCA E APREENSÃO. VENDA EXTRAJUDICIAL DO BEM. CONTAS PRESTADAS. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489 E 1.022, II, DO CPC. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL E FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO NÃO CONFIGURADAS. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO NÃO PROVIDO.