AREsp 2712420 - DECISAO
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque a agravante deixou de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada e não demonstrou a superação da jurisprudência ou distinção em relação ao acórdão que justificou a aplicação da Súmula n. 83 do STJ; por isso, aplicou-se por analogia a Súmula n....
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: MARINA MASSICANO PRATES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 October 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Inadmissão Do Recurso Especial
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Agravo Em Recurso Especial, Inadmissão De Recurso Especial, Súmula N. 83 Do STJ, Súmula N. 182 Do STJ, Honorários Advocatícios
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MARINA MASSICANO PRATES
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Inadmissão Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade da Súmula n. 83 do STJ
- 2 Obrigatoriedade de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada
- 3 Demonstração de superação jurisprudencial ou distinção para afastar súmula
Ratio Decidendi
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque a agravante deixou de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada e não demonstrou a superação da jurisprudência ou distinção em relação ao acórdão que justificou a aplicação da Súmula n. 83 do STJ; por isso, aplicou-se por analogia a Súmula n. 182 do STJ, e o agravo foi rejeitado (não conhecido). Ademais, foram majorados honorários em 10% nos termos do §11 do art. 85 do CPC.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conhecer do agravo em recurso especial.
- Majorar, em 10% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, os honorários advocatícios em favor da parte ora recorrida, nos termos do § 11 do art. 85 do CPC, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos no § 2º do referido artigo e ressalvada eventual concessão de gratuidade de justiça.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por MARINA MASSICANO PRATES contra decisão que inadmitiu o recurso especial em razão da incidência da Súmula n. 83 do STJ quanto ao percentual de retenção das arras, trazendo, como fundamento, o AgInt no AgInt no AREsp n. 1.881.652/RJ, julgado em 5/9/2022 e publicado no DJe em 8/9/2022. A parte recorrente alega que não é caso de se aplicar a Súmula n. 83 do STJ, colacionando, para tanto, o Recurso Especial n. 1.224.921/PR, julgado em 26/4/2011. Defende que "o SINAL DE PAGAMENTO - como ARRAS CONFIRMATÓRIAS, fixadas no valor de R$ 90.000,00, configuram o mínimo da reparação devida à parte lesada pelo comprovado INADIMPLEMENTO CULPOSO DA OBRIGAÇÃO" (fl. 415). Requer o conhecimento e provimento do recurso. As contrarrazões não foram apresentadas. É o relatório. Decido. Nos termos dos arts. 932, III, do CPC e 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não se conhecerá do agravo em recurso especial que não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida. A refutação apta a infirmar a decisão agravada deve ser efetiva, específica e fundamentada, o que não ocorreu na espécie. Confiram-se os seguintes precedentes: AgInt no AREsp n. 2.101.598/MG, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 26/9/2022, DJe de 30/9/2022; AgInt no AREsp n. 2.053.156/RS, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 15/8/2022, DJe de 17/8/2022. Na hipótese, a parte recorrente não refutou adequadamente a incidência da Súmula n. 83 do STJ pois, além de não demonstrar a superação de entendimento (o acórdão colacionado foi julgado em 2011), também não se desincumbiu de demonstrar a existência de distinção entre o acórdão que justificou a aplicação da referida súmula e o dos presentes autos. Segundo o entendimento deste Tribunal, exige-se a efetiva demonstração de que os julgados apontados na decisão de inadmissão do recurso especial foram superados pela jurisprudência do STJ ou de que exista distinção entre a matéria versada nos autos e aquela utilizada para justificar a aplicação da referida súmula. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 2.072.074/BA, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 23/6/2022, DJe de 2/8/2022; AgInt no AREsp n. 1.475.222/MG, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 28/10/2019, DJe de 30/10/2019. Assim, considerando que a parte agravante, nas razões do agravo em recurso especial, deixou de impugnar o fundamento da decisão agravada, é de rigor a aplicação, por analogia, da Súmula n. 182 do STJ, in verbis: "É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Nos termos do § 11 do art. 85 do CPC, majoro, em 10% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, os honorários advocatícios em favor da parte ora recorrida, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos no § 2º do referido artigo e ressalvada eventual concessão de gratuidade de justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA